Quem tem medo da DeepSeek? Alibaba lança atualização de modelo de inteligência artificial que desafia rival chinesa e gigantes dos EUA
Gigante do comércio eletrônico disse que a atualização do modelo Qwen2.5 Max alcança desempenho competitivo em relação aos modelos de primeira linha

Ninguém quer ficar para trás na corrida pela inteligência artificial (IA). Depois do lançamento do DeepSeek-V3 pela DeepSeek, outra chinesa também colocou uma nova versão de seu modelo de IA para jogo: Alibaba, gigante do comércio eletrônico.
Em declaração, a empresa disse que o modelo chamado Qwen2.5 Max “alcança desempenho competitivo em relação aos modelos de primeira linha”, conseguindo uma pontuação superior ao Llama da Meta e o modelo V3 da DeeSeek em vários testes.
Além disso, a gigante chinesa compartilhou pontuações sugerindo que seu modelo de IA supera os da OpenAI, dona do ChatGPT, e da Anthropic em certos benchmarks.
Assim como a Tencent e a Baidu, o Alibaba tem investido pesado em sua área de serviços em nuvem por meio do Alibaba Cloud na tentativa de competir pela adesão cada vez mais disputada dos desenvolvedores de inteligência artificial na China às suas plataformas.
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Alibaba e China na corrida pela IA
Além do Alibaba, outras empresas de serviços em nuvem têm baixado seus preços nos últimos tempos para tentar conquistar mais clientes.
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A DeepSeek tem sido uma das responsáveis por essa disputa de preços, ao lado de outras seis startups chinesas que conseguiram atrair investimentos com avaliações de unicórnio.
Em setembro do ano passado, o Seu Dinheiro falou sobre o lançamento dos mais de 100 novos modelos de linguagem de IA de código aberto pela Alibaba.
À época do lançamento, a chinesa afirmou que as tecnologias foram projetadas para uso e aplicações em setores que vão desde automóveis a jogos e pesquisa científica. Os modelos de IA também possuem capacidades mais avançadas em matemática e codificação.
Treinados em grandes quantidades de dados, as novas linguagens também são capazes de entender comandos e instruções, os chamados prompts, e gerar textos e imagens.
DeepSeek surpreende o mercado
O anúncio do Alibaba acontece depois de o lançamento do DeepSeek gerar grandes movimentações no mercado na segunda-feira (27), afetando até mesmo a Nvidia.
A “queridinha da IA” chegou a perder cerca de US$ 600 bilhões em valor de mercado — a maior queda da história já registrada em um único dia por uma empresa.
A DeepSeek afirma ter desenvolvido e treinado seu novo modelo de IA sem acesso a semicondutores de alto desempenho e com um investimento de algo entre US$ 5 milhões e US$ 6 milhões (entre R$ 30 milhões e R$ 35 milhões), um valor baixíssimo para o setor.
A façanha da startup chinesa foi um “golpe” para as big techs americanas do setor. Não à toa, as ações do setor de tecnologia iniciam a semana com um tombo em Nova York.
Isso ocorre no contexto de uma “guerra de chips” entre os Estados Unidos e a China.
Na tentativa de dificultar o salto tecnológico chinês, o governo dos EUA vem impondo uma série de restrições à exportação de semicondutores por fabricantes em seu território.
Em seu último ato antes de sair da Casa Branca, o então presidente Joe Biden lançou novas regras e restrições sobre o uso de IA, mirando o avanço da tecnologia na China
Em nota divulgada pelo governo, é mencionado que, para aumentar a segurança nacional e a força econômica norte-americana, é essencial não terceirizar a tecnologia e a inteligência artificial do mundo deve funcionar “em trilhos americanos”.
Nova bolha em ações de IA?
Especialistas mais cautelosos têm feito alertas há meses sobre o risco de um possível "estouro da bolha" da inteligência artificial (IA). Os mais otimistas defendem que a tecnologia ainda está em seus estágios iniciais, com um enorme potencial a ser desenvolvido.
Em memorando lançado no início do mês, Howard Marks, cofundador da Oaktree Capital, alertou novamente para o risco de uma bolha no mercado de ações.
Marks aponta algumas semelhanças entre o cenário atual e outras bolhas do passado, como a das ações de tecnologia nos anos 1990 e a do mercado imobiliário nos anos 2000.
Além do rápido aumento no preço dos papéis, ele fala sobre a “mania temporária” no mercado das empresas de tecnologia e IA. Você pode ler a matéria completa aqui.
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