Puxado por incorporação, MRV (MRVE3) tem maior volume de vendas líquidas da história; confira os destaques da prévia do 4T24
Principal negócio do grupo MRV somou R$ 2,6 bilhões em vendas líquidas no quarto trimestre, alta de 19,2% em relação a 2023

Depois de ser beneficiada por um 3T24 favorável para a construção civil, a MRV (MRVE3) volta a apresentar resultados fortes — e com direito a recordes —, de acordo com a prévia operacional do quarto trimestre de 2024, divulgada nesta segunda-feira pela construtora.
A MRV Incorporação, principal negócio do grupo, registrou geração de caixa de R$ 266 milhões no trimestre.
Segundo a empresa, o desempenho foi impulsionado pelo valor geral de vendas (VGV) do segmento, que totalizaram R$ 2,6 bilhões no 4T24, um crescimento de 6% em relação ao trimestre anterior. No ano, foram R$ 9,739 bilhões.
Os resultados desconsideram o Programa Pode Entrar, projeto habitacional de São Paulo desenvolvido para ampliar e facilitar o acesso ao sistema habitacional do município.
Já a produção de unidades habitacionais totalizou 35.609 unidades, aumento de 13,2% em relação a 2023. Os lançamentos atingiram R$ 9,65 bilhões, alta de 66,5% frente a 2023.
Com o Pode Entrar, as vendas líquidas totais da MRV somaram R$ 10 bilhões em 2024, batendo o recorde histórico de R$ 8,5 bilhões registrado em 2023, uma alta de 17,4%.
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“O maior destaque do trimestre é que, pela primeira vez, conseguimos gerar caixa em nosso negócio principal e em todas as subsidiárias, o que mostra que estamos no caminho certo", afirma Ricardo Paixão, CFO do grupo MRV, em nota.
Resia em reestruturação e outras subsidiárias
Na prévia, a MRV destacou a reestruturação da Resia, braço de incorporação da companhia nos EUA com foco em empreendimentos multifamily, ou residencial para renda.
Em dezembro do ano passado, a MRV anunciou um plano de reestruturação para encolher as operações da subsidiária com foco na desalavancagem. Segundo a empresa, já foram vendidos os empreendimentos Hutto Square e o terreno Marvida, ambos no Texas.
Com a operação, a MRV embolsou US$ 46,5 milhões (cerca de R$ 280 milhões). Até 2026, o objetivo, segundo a construtora, é embolsar US$ 800 milhões em vendas de ativos.
Outras subsidiárias, Urba — empresa de loteamentos residenciais —- e Luggo — de apartamentos para locação registraram geração de caixa de R$ 15 milhões.
Com os resultados da MRV Incorporação e subsidiárias, o grupo MRV encerrou o último trimestre do ano passado com uma geração de caixa de R$ 370 milhões, segundo a prévia.
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