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Fintech busca licença bancária para manter o nome após norma que restringe uso do termo “banco” por instituições sem autorização
Depois de uma nova regra do Banco Central (BC), que afeta o nome do Nubank, a instituição financeira afirmou hoje, 3, que pretende obter uma licença bancária no Brasil.
Na semana passada, o BC e o Conselho Monetário Nacional decidiram proibir que instituições financeiras usem em seus nomes termos que sugiram uma atividade para a qual não tenham autorização específica.
A Resolução Conjunta N° 17 proíbe que instituições sem licença para operar como bancos tenham a palavra "banco" no nome, tanto em português como em inglês. A regra entrou em vigor já na semana passada e prevê prazo para adequação.
Entre outras instituições, o Nubank precisava se adequar. A empresa tinha duas opções: trocar o nome ou buscar a licença para operar como banco — e hoje anunciou que seguirá pela segunda alternativa.
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Até agora, o Nubank não tinha essa autorização. Entre as licenças da instituição, com 110 milhões de clientes, estão a de pagamento, sociedade de crédito, financiamento e investimento e corretora de títulos e valores mobiliários.
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“Nossas operações e a oferta de nossos produtos e serviços seguem normalmente, sem nenhum impacto para os clientes”, disse o roxinho em nota. “O Nubank reforça, ainda, que a norma diz respeito apenas ao nome das instituições e não aos serviços prestados.” Com isso, a marca e identidade visual do roxinho não terão qualquer alteração, diz a instituição.
A instituição tem ações abertas na bolsa de Nova York, a NYSE, negociadas pelo ticker NU. Por aqui, investidores podem acompanhá-la pelo BDR (recibo de ação) ROXO34.
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O Nubank surpreendeu o mercado ao registrar lucro de US$ 783 milhões no terceiro trimestre, alta de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A rentabilidade também bateu recorde, ao atingir 31%, acima dos 30% registrados um ano antes.
Entre os bancos, o BTG Pactual permanece firme na recomendação de compra para as ações do Nubank.
“Reafirmamos nossa recomendação, considerando sua escala, crescimento estrutural, perspectivas e posicionamento único no ecossistema financeiro digital do Brasil”, afirmam os analistas.
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