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Pesquisa mostra que os bancões tradicionais ainda dominam em lembrança, mas perdem terreno quando os assuntos são relevância e preferência

Quando o assunto é força de marca no setor financeiro, o Nubank brilha — e abre distância dos concorrentes. Quem diz isso são os dados da edição financeira da pesquisa Branding Brasil Segmentos, realizada pela Valometry, ferramenta da agência anacouto.
O “roxinho” lidera o ranking com 63 pontos. Logo atrás aparecem Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, com 56 e 51 pontos, respectivamente. Todos esses bancos entram na classificação de pontuação média (entre 50 e 69 pontos) — uma pontuação alta ou muito alta, que indicam força maior de marca, é a partir de 70 pontos.
Entre os bancos privados tradicionais, o Itaú ficou no limiar do médio, com 50 pontos. A partir daí, os demais ficaram no nível baixo:
O estudo ouviu 2.989 consumidores entre julho de 2024 e abril de 2025 e buscou medir percepção, relevância e conexão emocional com as instituições.
“O Nubank se destaca por ser percebido como mais acessível, fácil de abrir conta e fácil de usar. Já os bancos públicos lideram em segurança percebida”, explica em nota Marcelo Mattar, diretor de negócios e dados da Valometry.
A pesquisa incentivou a resposta espontânea ("quais bancos você conhece?") e estimulada (com uma lista de marcas) dos consumidores sobre os bancos.
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Na espontânea, que puxa pela memória dos respondentes, os bancos tradicionais dominam: Itaú (32%), Bradesco (31%), Banco do Brasil (22%), Santander (21%) e Nubank (21%).
Mas, quando a lista é estimulada, o jogo vira: o Nubank aparece no topo, lembrado por 88% dos entrevistados. Então vêm Itaú e Caixa (81% cada) e Bradesco e Banco do Brasil (80% cada).
“Liderar em lembrança não significa liderar em relevância. Só se destaca quem entrega nos três níveis: proposta clara, relacionamento ativo e posicionamento coerente”, diz Mattar.
No funil de marca — que acompanha a jornada do cliente do primeiro contato até virar fã —, o Nubank também se destaca: 88% dos entrevistados conhecem a marca e 27% a elegem como preferência.
O Itaú tem os mesmos 81% de conhecimento da Caixa, mas converte 13%, enquanto a estatal fica com 11% da preferência.
Entre os bancos digitais, a perda vem cedo: PagBank (67%), C6 Bank (14%) e Banco Pan (8%) sofrem para transformar familiaridade em escolha real. “Mesmo entre quem conhece seus produtos, o valor percebido segue pouco atrativo para garantir lealdade”, analisa Mattar.
O diretor também afirma que os bancos tradicionais até têm presença consolidada, mas enfrentam dificuldades em converter tradição em uma escolha ativa de preferência.
Já o Nubank, tem forte apelo entre jovens e classes C/DE. Se tornou rapidamente uma marca que não apenas entrou no radar, mas conquistou a preferência do consumidor.
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