Netflix (NFLX34) avança no jogo da atenção com alta de audiência nos EUA, mas tropeça em rival — e não é a Disney
Responsável por 8,3% da audiência norte-americana, o streaming está à frente das concorrentes, mas perde para plataforma que nem compete no mesmo segmento

A atenção do espectador é o alvo da cobiça de qualquer empresa de mídia, entretenimento ou streaming que compete por um minuto da concentração de seus usuários — e a Netflix (NFLX34) conquistou um pouco mais de destaque em junho.
Responsável por 8,3% da audiência norte-americana, segundo a Nielsen, a Netflix ainda está à frente das concorrentes Disney (4,8%) e Amazon Prime (3,6%), mas ainda distante do seu verdadeiro rival: o YouTube.
Com 12,8% da audiência nos EUA, o YouTube manteve uma forte liderança entre faixas etárias mais jovens, com conteúdo não roteirizado e produção independente.
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Apesar dessa liderança, o crescimento não foi expressivo em relação ao mês anterior, desacelerado pelo maior consumo de conteúdo premium — como observado com os lançamentos da Netflix.
A comparação entre as plataformas coloca em xeque a forma de produzir da Netflix — responsável por criar grande parte de seu próprio conteúdo e depender principalmente de assinaturas. Já o YouTube é o oposto: seu conteúdo é gerado por usuários e é sustentado por publicidade.
Apesar disso, no mês passado, o streaming vermelho registrou um aumento de 13,5% na audiência nos EUA em relação a maio deste ano, acompanhado de resultados financeiros acima das expectativas no segundo trimestre de 2025, como mostrou a reportagem do Seu Dinheiro.
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Apesar do desafio, Netflix entrega resultados positivos
Se as tarifas comerciais podem pesar nos resultados das big techs norte-americanas daqui para frente, o dólar mais fraco — devido à incerteza gerada pelo governo de Donald Trump — fez a Netflix olhar mais longe.
Junto à divulgação do desempenho financeiro acima do esperado no segundo trimestre, a gigante do streaming atualizou a projeção de receita para o ano inteiro: entre US$ 44,8 bilhões e US$ 45,2 bilhões, superando a faixa de US$ 43,5 bilhões a US$ 44,5 bilhões estimada anteriormente.
A própria Netflix afirma que as previsões mais altas refletem o enfraquecimento do dólar em comparação com outras moedas, bem como o crescimento saudável do número de assinantes e das vendas de anúncios.
"O crescimento da receita em relação ao ano anterior deveu-se principalmente ao aumento do número de assinantes, ao aumento dos preços das assinaturas e ao aumento da receita com anúncios", disse a Netflix em comunicado.
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