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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

FOCO NA SIMPLIFICAÇÃO

Natura (NATU3) vai vender negócios da Avon na América Central por 1 dólar… ou quase isso

A transação envolve as operações da Avon na Guatemala, Nicarágua, Panamá, Honduras, El Salvador e República Dominicana; entenda a estratégia da Natura

Camille Lima
Camille Lima
15 de setembro de 2025
10:11 - atualizado às 13:18
Fachada de loja da Natura (NATU3)
Fachada de loja da Natura (NATU3) - Imagem: Divulgação/Natura

Na Natura (NATU3), a palavra da vez é simplificação. A gigante de cosméticos segue firme no esforço de otimizar seus negócios — e deu mais um passo nesta segunda-feira (15), com o anúncio de um acordo vinculante para a venda das operações da Avon na América Central.

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Segundo o fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a transação envolve as operações da Avon na Guatemala, Nicarágua, Panamá, Honduras, El Salvador e República Dominicana, batizadas de “Avon CARD”.

A princípio, os ativos serão vendidos para a empresa de bens de consumo Grupo PDC por um valor simbólico… ou quase isso.

O valor nominal de venda é de US$ 1,00 — uma pechincha. Mas há um acréscimo relevante: a cifra será acrescida de um pagamento de US$ 22 milhões referentes a um recebível da Avon Guatemala à subsidiária da Natura no México.

Apesar da venda, a Natura não deixará a região completamente. A empresa continuará fornecendo produtos acabados para a Avon CARD e manterá o papel de licenciadora da marca Avon na região. 

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O fechamento do negócio ainda depende da conclusão de uma reorganização societária das entidades jurídicas que compõem a Avon CARD. A perspectiva é que a conclusão aconteça até 30 de outubro de 2025, mas poderá acontecer antes caso tudo corra conforme o planejado.

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As ações da Natura (NATU3) operavam em alta nesta segunda-feira (15). Por volta das 12h45, o papel tinha valorização de 2,06%, a R$ 8,93.

As dificuldades da Natura com a Avon

Segundo a Natura, a empresa “continua explorando alternativas estratégicas para o negócio da Avon Internacional, que foi classificado como ativo mantido para venda”.

Em entrevista coletiva após o balanço do segundo trimestre, em meados de agosto, o CEO da Natura, João Paulo Ferreira, afirmou que vê dificuldades do lado da Avon ao longo de 2025.

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A Avon Internacional queimou cerca de R$ 1 bilhão em caixa apenas no primeiro semestre, pressionando a alavancagem. Mesmo com geração de caixa positiva na América Latina, o efeito foi neutralizado pelo peso dessa unidade internacional.

“A marca Avon está sendo reposicionada. Há um trabalho de reposicionamento associado à necessidade de repopular todo o funil de inovações dessa marca, cujos resultados são esperados só em 2026. Então, nós ainda teremos dificuldades com a marca Avon ao longo desse ano e a marca Natura compensa essas dificuldades”, disse o CEO.

Sobre o cronograma de venda de ativos, Ferreira estimou que a operação deve se concretizar em aproximadamente 12 meses. 

À época, o executivo destacou que os esforços de separação e venda da Avon Internacional e da Avon CARD haviam avançado significativamente nos últimos meses — uma promessa agora materializada com o acordo desta segunda-feira (15).

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A visão dos analistas

Na avaliação do Itaú BBA, a primeira movimentação nos "ativos mantidos para venda" pode aumentar a confiança na Avon Internacional. 

"O perímetro da Avon Int'l é materialmente mais complexo do que o CARD. No entanto, o fato de uma solução ter sido encontrada para a Avon CARD em um curto período desde sua reclassificação como 'ativo mantido para venda' pode gerar mais confiança na base para a reclassificação da Avon Int'l como mantida para venda no 2T25 e na potencial existência de pretendentes reais para este ativo", disseram os analistas.

No caso da venda da Avon na América Central, o banco avalia que o impacto financeiro é limitado no curto prazo, com "fluxos de fornecimento e royalties modestos" em andamento. Dessa forma, a expectativa dos analistas é de efeitos praticamente insignificantes na receita e nas margens consolidadas no curto prazo.

Porém, essa mudança ajuda a reduzir a complexidade e a mudar a América Central para um modelo de ativos mais leves, convertendo as operações diretas em um relacionamento de fornecimento e uma licença de marca, segundo os analistas.

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Para o Santander, a venda da Avon CARD deve ajudar a melhorar o sentimento dos investidores em relação aos esforços da Natura para vender a Avon International também.

Além disso, segundo os analistas, ainda que as implicações financeiras possam não ser tão significativas quanto as relacionadas à venda da Avon International, a expectativa é que a operação gere cerca de R$ 60 milhões em economias.

Contudo, o banco segue com recomendação neutra para as ações da Natura (NATU3) devido às incertezas relacionadas à venda da Avon International e à implementação da estratégia "Onda 2" em mercados chave, como México e Argentina.

*Com informações do Money Times.

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