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Governo dos EUA exclui smartphones, servidores e chips das tarifas de 145%, em movimento visto como alívio estratégico para a Apple e o setor de tecnologia
Se você achou que, depois de uma semana completamente caótica nos mercados, o vai e vem das tarifas de Donald Trump daria uma pausa nos noticiários (mesmo que breve), está errado. Só que, desta vez, a notícia pode ser positiva — principalmente para os usuários de iPhone nos EUA.
Na noite da última sexta-feira (11), enquanto os investidores já pensavam na consulta de rotina com o cardiologista depois de dias com fortes reviravoltas, o governo divulgou uma nova lista de produtos que serão isentos das novas tarifas recíprocas impostas pela Casa Branca.
São eles: smartphones, computadores pessoais, servidores e outros bens de tecnologia. Grande parte parte produzida pela China. A informação foi publicada pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.
Os importadores desses eletrônicos deixarão de ser afetados pelas novas tarifas, e a alíquota aplicada a produtos chineses nesses casos foi reduzida para 20% — bem menor do que os 145% impostos sobre o restante dos produtos chineses.
A orientação também inclui exclusões para outros dispositivos e componentes eletrônicos, incluindo semicondutores, células solares, telas planas de TV, pen drives e cartões de memória.
É o primeiro recuo de Trump que afeta as tarifas impostas à China. Na quarta-feira (9) ele havia anunciado a suspensão por 90 dias das tarifas recíprocas para todos os países, exceto a China.
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Embora o cenário ainda possa mudar, a atual alteração favorece também Nvidia e empresas de servidores como Dell, Hewlett Packard Enterprise e Super Micro.
Além de fabricantes de computadores pessoais, como Dell e HP. De acordo com estimativas da Barron’s, a alíquota média de imposto para esse setor caiu de 45% para 5%.
“Este é o cenário dos sonhos para investidores em tecnologia”, disse Dan Ives, chefe global de pesquisa tecnológica da Wedbush Securities, à CNBC. “A exclusão de smartphones e chips é um cenário decisivo no que diz respeito às tarifas da China.”
Desde o anúncio das tarifas recíprocas de Donald Trump, no que ficou conhecido como o Dia da Libertação, as ações da Apple vêm sendo vistas como uma das principais afetadas pela guerra comercial entre China e EUA.
Isso porque a companhia conta com cerca de 50% de sua produção localizada na China — que, fora a isenção dos produtos anunciados, está sendo taxada em 145%.
Nos dias após o anúncio das tarifas de Trump, a Apple viu seu valor de mercado encolher em mais de US$ 640 bilhões.
Analistas do Bank of America Securities apontaram que o iPhone 16 Pro, atualmente vendido por US$ 1.199, poderia ter um aumento de até 25% apenas por conta dos custos de mão de obra — o que elevaria seu preço para cerca de US$ 1.500.
Outras projeções indicaram que, após o anúncio das tarifas na semana passada, o preço do iPhone nos Estados Unidos poderia chegar a US$ 3.500.
Estima-se que a Apple teria que investir cerca de US$ 30 bilhões em três anos para transferir 10% da sua cadeia de suprimentos para o país.
| Empresa | Desempenho na Semana (%) |
| Nvidia | +17,62 |
| Tesla | + 5,38 |
| Apple | + 5,19 |
| Amazon.com | + 8,11 |
| Alphabet, dona do Google, ações classe A * | + 7,93 |
| Microsoft | + 7,95 |
| Alphabet, ações classe C ** | +7,89 |
| Meta Platforms | + 7,7 |
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