O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O banco explica que o aumento de capital da companhia não é o bastante para aliviar o balanço, que sofre com alavancagem elevada
A Minerva (BEEF) liderou a ponta negativa do Ibovespa nesta segunda-feira (14), com queda que passou de 6% ao longo da sessão. O motivo por trás das perdas é o rebaixamento das ações de compra para neutra pelo Goldman Sachs.
O banco acredita que a relação risco/retorno da companhia está equilibrada — ou seja, o potencial de ganho é limitado no momento.
Isso mesmo contando com a aprovação do aumento de capital de até R$ 3 bilhões anunciado na última terça-feira (8), que deve ajudar nas contas da Minerva. A proposta será votada em assembleia no dia 29 de abril.
Você pode entender os detalhes sobre isso nessa reportagem do Seu Dinheiro.
Na visão dos analistas, a potencial redução no endividamento da companhia pode até diminuir as preocupações de curto prazo, mas a empresa deve seguir operando com um balanço apertado, pressionada pelo alto custo da dívida e pelos desafios de integrar ativos recém-adquiridos.
Tudo isso enquanto o papel negocia a patamares próximos aos picos históricos.
Leia Também
“Vemos uma relação risco-retorno relativamente mais atrativa em JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3), ambas com recomendação de compra”, destacam os analistas em relatório.
Os papéis BEEF3 acabaram encerrando o dia com queda de 3,01%, cotados a R$ 6,76, no topo das perdas do Ibovespa. O principal índice de ações da bolsa brasileira subiu 1,39%, aos 129.453,91 pontos.
O Goldman Sachs destaca que a companhia encerrou 2024 com um endividamento de 3,7 vezes Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) em reais — resultado visto como uma surpresa positiva.
Mas ao avaliar os resultados mais a fundo, os analistas do banco observaram que a empresa ganhou fôlego no caixa de curto prazo ao adiar o pagamento dos fornecedores.
“Ao analisarmos mais a fundo os documentos da empresa e seu balanço, observamos que a linha de financiamento a fornecedores aumentou de R$ 1,4 bilhão em 2023 para R$ 2,2 bilhões em 2024 — liberando R$ 478 milhões em caixa no trimestre”, diz o relatório.
Se isso fosse incluído no cálculo da dívida líquida, a alavancagem ajustada pró-forma — ou seja, uma projeção mais realista do endividamento — subiria para 4,2 vezes, mantendo todas as outras variáveis constantes.
“A Minerva declara em suas demonstrações financeiras que, ao preservar as condições comerciais com fornecedores, essas operações foram avaliadas pela administração e classificadas como de natureza comercial — portanto, registradas como fornecedores”, escrevem os analistas no relatório.
Em outras palavras, a companhia justifica que esse movimento não representa um risco adicional de alavancagem, pois seria parte do relacionamento comercial normal com seus fornecedores.
No entanto, os analistas preferem adotar uma visão mais conservadora, incluindo esse valor na conta da dívida líquida — e, por isso, calculam uma alavancagem ajustada pró-forma mais alta (4,2x).
Na visão do Goldman Sachs, o aumento de capital poderia adicionar R$ 2 bilhões de liquidez e reduzir a alavancagem para 3,2 vezes (ou 3,8 vezes, incluindo o financiamento a fornecedores).
Esse nível daria maior flexibilidade ao balanço, embora ainda esteja distante da zona de conforto da gestão, que é de 2,5 vezes Ebitda.
Segundo o CFO, Edison Ticle, a Minerva quer usar o dinheiro da oferta de ações principalmente para pagar dívidas caras e com vencimento próximo. Tais como:
Assim, os analistas do Goldman Sachs acreditam que a empresa possa economizar até R$ 175 milhões por ano em juros, já descontando os impostos — ou seja, é o ganho líquido para o caixa da companhia.
“Isso nos leva a revisar modestamente para cima nossa projeção de lucro líquido, atualmente negativa em R$ 148 milhões (sem considerar a capitalização)”, escrevem os analistas.
Apesar disso, o fluxo de caixa da Minerva ainda deve seguir pressionado em 2025.
Sem considerar os efeitos da oferta de ações, a projeção é de uma queima de caixa de R$ 580 milhões no ano, impactada pelos altos custos da dívida e pela necessidade de capital de giro para acelerar as operações recém-adquiridas da Marfrig, com efeito estimado em R$ 571 milhões.
A estratégia de gestão passiva das dívidas pode aliviar parte dessa pressão, mas analistas apontam que será necessário também um desempenho operacional acima do esperado para que a companhia volte a gerar fluxo de caixa livre.
Para equilibrar as contas, estimativas indicam que a Minerva precisaria reduzir a dívida bruta em cerca de R$ 2,5 bilhões — sendo que até R$ 1 bilhão poderia ser levantado ao longo dos próximos três anos com o exercício dos bônus de subscrição vinculados à nova oferta.
Isso porque, no anúncio do aumento de capital, a Marfrig ofereceu os chamados warrants aos investidores.
Isso significa que para cada duas ações que o investidor subscrever, ele receberá um warrant, ou seja, o direito de comprar mais ações da Minerva no futuro a esse mesmo preço de emissão (R$ 5,17 por ação), dentro de um prazo de três anos.
A Minerva chegou a esse ponto principalmente por causa de uma estratégia de aquisições agressiva, com a compra de parte das operações da Minerva sendo o movimento mais recente.
A operação foi concluída em 2024. Nela, a Minerva adquiriu 11 plantas frigoríficas da concorrente na Argentina, no Uruguai, no Chile e no Brasil. O valor da transação foi de R$ 7,5 bilhões. A Minerva financiou esse crescimento por meio de dívidas e agora tenta equilibrar o balanço.
O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado
Bruno Ferrari renuncia ao cargo de CEO; empresa afirma que mudança abre caminho para uma nova fase de reestruturação
Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros
Pacote envolve três companhias do grupo e conta com apoio da controladora e da BNDESPar; veja os detalhes
Pedido de registro envolve oferta secundária de ações da Compass e surge em meio à pressão financeira enfrentada pela Raízen
O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões
A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões
Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo
Banco vê risco de depreciação mais forte da frota com nova enxurrada de carros chineses e diz que espaço para surpresas positivas diminuiu; veja a visão dos analistas
Empresa teve queda expressiva nos lucros líquidos, quando comparados ao ano anterior, porém o contexto da queda e outros dados foram vistos com bons olhos pelo mercado; confira
O caso envolve um investimento que integra o plano de capitalização da companhia aérea após sua recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11)
Os papéis da mineradora subiram cerca de 80% nos últimos 12 meses, impulsionadas principalmente por fluxos estrangeiros para mercados emergentes, pela valorização de metais e pelo crescente interesse dos investidores em ativos ligados ao cobre
Depois de anos correndo atrás de players digitais, os grandes bancos reconstruíram sua infraestrutura tecnológica, apostaram em inteligência artificial e agora brigam pelo verdadeiro troféu da guerra digital: a principalidade
O banco aumentou o preço alvo para as ações da OdontoPrev, que será rebatizada de Bradsaúde, de R$ 13 para R$ 18, um potencial de alta de 35%
Fintech concorrente do Nubank amplia oferta de crédito, lança plano Ultra e aposta em luxo acessível para conquistar o dia a dia dos brasileiros
Para que essas negociações ocorram de maneira segura, a Raízen quer assegurar um ambiente ordenado e buscar uma solução consensual, que poderá ser implementada por meio de Recuperação Extrajudicial, caso necessário
A estatal divulga os números dos últimos três meses do ano após o fechamento dos mercados desta quinta-feira (5); especialistas revisam as expectativas diante de um cenário menos favorável para o petróleo em 2025
Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour
Alumínio, que é uma das matérias-primas da Ambev, também pode ficar mais caro em decorrência do conflito no Oriente Médio; empresa já vinha lidando com ambiente adverso
Com 10% da receita vindo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, RD Saúde mostra que o peso das canetas emagrecedoras já impacta o balanço