O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Apesar de a Localiza ter entregado um resultado considerado neutro, os analistas continuam otimistas; entenda o que está por trás da visão construtiva
A Localiza (RENT3) apresentou resultados mornos no quarto trimestre de 2024, com lucro em crescimento e redução da alavancagem, mas ainda com um longo caminho pela frente na trajetória de recomposição da rentabilidade.
O lucro líquido da locadora de automóveis cresceu quase 20% no último trimestre em relação ao mesmo intervalo de 2023, para R$ 837 milhões. No acumulado de 2024, a cifra chegou a R$ 1,8 bilhão, praticamente em linha com o ano anterior.
A rentabilidade da Localiza continuou sob pressão no ano passado, apesar da melhora nos níveis de ROIC (retorno sobre o capital investido, na sigla em inglês) apresentada ao longo do segundo semestre de 2024.
O ROIC spread — diferença entre o retorno sobre o capital investido e o custo da dívida — anualizado encerrou o ano na marca de 3,1 pontos percentuais (p.p), com uma recuperação mais acelerada na segunda metade do ano, quando chegou ao patamar de 5 p.p.
Mesmo com o avanço, o número continuou abaixo dos patamares históricos vistos em 2021, de 13 pontos percentuais de ROIC spread.
As ações da Localiza (RENT3) iniciaram o pregão desta sexta-feira (28) no vermelho, com queda de 2,64% na abertura da sessão, a R$ 26,87. No ano, as perdas da locadora de carros já somam 14% na B3.
Leia Também
A Localiza (RENT3) também interrompeu a queima de dinheiro no ano passado. A locadora de automóveis saiu de um cenário de consumo de caixa de R$ 2,9 bilhões antes de juros em 2023 para uma geração de R$ 3,3 bilhões em 2024.
Segundo a empresa, o processo de recomposição de preços, somado à gestão de custos e produtividade, resultou em uma maior geração de caixa pelas atividades de aluguel de carros.
Fonte de preocupação nos últimos balanços, a depreciação continuou em patamar elevado no quarto trimestre.
Na divisão de aluguel de carros, a depreciação da Localiza subiu 19% na comparação anual, mas caiu 0,8% na relação trimestral, para R$ 7.307 — ainda dentro do intervalo esperado pela Localiza.
Já na unidade de gestão de frotas, a depreciação aumentou 28% em relação ao 4T23, mas recuou 2% frente ao trimestre anterior.
Vale lembrar que a Localiza fez um impairment bilionário no segundo trimestre de 2024, em meio à forte queda de preços dos automóveis usados, e reduziu a vida útil depreciável dos carros como parte da estratégia de longo prazo para reduzir a depreciação dos veículos.
“O ano de 2024 foi marcado pela continuidade do ciclo de acomodação do preço de carros seminovos e usados em um cenário de menor affordability (poder de compra do consumidor), o que resultou em um ajuste na depreciação de aproximadamente 3% do valor da nossa frota”, afirmou a empresa.
Enquanto parte do mercado temia que a Localiza reajustasse para cima as projeções de depreciação para este ano, a empresa manteve inalterado o guidance para o primeiro trimestre de 2025. Confira:
Diante de perspectivas menos otimistas para o cenário macroeconômico em 2025, a Localiza (RENT3) manteve como prioridade a recomposição gradual do nível de rentabilidade.
“Estamos diante de um cenário de deterioração do ambiente macroeconômico, com aumento da taxa de juros e potencial reflexo na atividade econômica e disponibilidade de crédito”, afirmou o CEO Bruno Lasansky, em nota.
Entre as estratégias nesse sentido, estão a escalada da divisão de Seminovos para a renovação da frota, além da recomposição de preço do aluguel de automóveis, aumento da eficiência em custos e produtividade e a otimização do portfólio de segmentos.
“Estamos confiantes que sairemos do atual ciclo ampliando ainda mais nossa liderança de mercado, vantagens competitivas e retomando nossa trajetória de crescimento com geração de valor”, acrescentou o CEO.
Vale lembrar que empresas mais endividadas e ligadas ao consumo tendem a ser mais sensíveis a fatores macroeconômicos, como os juros, já que operam com margens mais apertadas e dependem de crédito barato para crescer.
Na avaliação do BTG Pactual, os resultados da Localiza no quarto trimestre foram “notavelmente conforme o esperado”, mas ainda um pouco difíceis de digerir em meio aos volumes em queda e rentabilidade próxima dos mínimos históricos.
“A atenção do mercado permanecerá focada nas tendências de depreciação e na dinâmica de preços de veículos novos e usados, fatores-chave para o desempenho das ações, juntamente com o contexto macroeconômico brasileiro mais amplo”, avaliou o banco.
O BTG manteve recomendação de compra para as ações RENT3, apesar de avaliar que o momento de lucros da Localiza “não está ótimo”.
Para o Goldman Sachs, os resultados do 4T24 destacam que a Localiza está focada em recuperar o ROIC em vez de aumentar os volumes mais rapidamente.
“Embora achemos que é cedo para dizer que o pior já passou, já que o cenário macroeconômico permanece incerto e desafiador no curto prazo, continuamos com recomendação de compra”, destacou o Goldman.
A tese construtiva do banco é baseada na perspectiva de que, com o tempo, a rentabilidade irá convergir para os níveis históricos, já que as vantagens competitivas permanecem intactas, e de que o valuation da Localiza segue atraente, a um múltiplo de 8,6 vezes o preço/lucro estimado para 2025.
A XP Investimentos avaliou o balanço do quarto trimestre como neutro e dentro das expectativas, e manteve recomendação de compra para RENT3.
Mesmo após melhorar as projeções para a Telefônica Brasil, banco diz que o preço da ação já reflete boa parte do cenário positivo e revela uma alternativa mais atraente
A Ipiranga não é apenas mais uma peça no portfólio da Ultrapar; é, de longe, o ativo que mais sustenta a geração de caixa do conglomerado.
O desafio de recolocar os negócios no prumo é ainda maior diante do desaquecimento do mercado de materiais de construção e dos juros altos, que elevaram bastante as despesas com empréstimos
Com foco em desalavancagem e novos projetos, as gigantes do setor lideram a preferência dos especialistas
Estatal vai pagar R$ 8,1 bilhões aos acionistas e sinalizou que pode distribuir ainda mais dinheiro se o caixa continuar cheio
Operação encerra anos de tentativas de venda da participação da Novonor e abre caminho para nova fase de gestão e reestruturação das dívidas da companhia
Enquanto os papéis da petroleira disparam no pregão, a mineradora e os bancos perderam juntos R$ 131,4 bilhões em uma semana
Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno, diz Safra
Brasileiros agora podem pagar compras em lojas físicas argentinas usando Pix; veja o mecanismo
Com Brent acima de US$ 90 após tensão geopolítica, executivos da petroleira afirmam que foco é preservar caixa, manter investimentos e garantir resiliência
O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado
Bruno Ferrari renuncia ao cargo de CEO; empresa afirma que mudança abre caminho para uma nova fase de reestruturação
Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros
Pacote envolve três companhias do grupo e conta com apoio da controladora e da BNDESPar; veja os detalhes
Pedido de registro envolve oferta secundária de ações da Compass e surge em meio à pressão financeira enfrentada pela Raízen
O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões
A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões
Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo
Banco vê risco de depreciação mais forte da frota com nova enxurrada de carros chineses e diz que espaço para surpresas positivas diminuiu; veja a visão dos analistas
Empresa teve queda expressiva nos lucros líquidos, quando comparados ao ano anterior, porém o contexto da queda e outros dados foram vistos com bons olhos pelo mercado; confira