🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

BALANÇO

Localiza (RENT3) tem lucro de R$ 837 milhões no 4T24, mas rentabilidade continua sob pressão. O que fazer com as ações agora?

Apesar de a Localiza ter entregado um resultado considerado neutro, os analistas continuam otimistas; entenda o que está por trás da visão construtiva

Camille Lima
Camille Lima
28 de fevereiro de 2025
11:02 - atualizado às 11:03
Fachada verde da agência Localiza, com o logo e nome da empresa
Imagem: Divulgação

A Localiza (RENT3) apresentou resultados mornos no quarto trimestre de 2024, com lucro em crescimento e redução da alavancagem, mas ainda com um longo caminho pela frente na trajetória de recomposição da rentabilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O lucro líquido da locadora de automóveis cresceu quase 20% no último trimestre em relação ao mesmo intervalo de 2023, para R$ 837 milhões. No acumulado de 2024, a cifra chegou a R$ 1,8 bilhão, praticamente em linha com o ano anterior.

A rentabilidade da Localiza continuou sob pressão no ano passado, apesar da melhora nos níveis de ROIC (retorno sobre o capital investido, na sigla em inglês) apresentada ao longo do segundo semestre de 2024.

O ROIC spread — diferença entre o retorno sobre o capital investido e o custo da dívida — anualizado encerrou o ano na marca de 3,1 pontos percentuais (p.p), com uma recuperação mais acelerada na segunda metade do ano, quando chegou ao patamar de 5 p.p. 

Mesmo com o avanço, o número continuou abaixo dos patamares históricos vistos em 2021, de 13 pontos percentuais de ROIC spread.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações da Localiza (RENT3) iniciaram o pregão desta sexta-feira (28) no vermelho, com queda de 2,64% na abertura da sessão, a R$ 26,87. No ano, as perdas da locadora de carros já somam 14% na B3.

Leia Também

Veja os destaques do resultado do 4T24:

  • Lucro líquido: R$ 837 milhões (+18,7% a/a);
  • Receita líquida: R$ 9,9 bilhões (+24,6% a/a);
    • Aluguel de carros (RAC): R$ 2,6 bilhões (+13% a/a) 
    • Gestão de frotas: R$ 2,19 bilhões (+16,4% a/a)
    • Seminovos: R$ 5,1 bilhões (+35,3% a/a) 
  • Ebitda: R$ 3,32 bilhões (+15,5% a/a);
  • ROIC spread anualizado: 3,1 pontos percentuais (p.p);
  • Alavancagem (dívida líquida/Ebitda dos últimos 12 meses): 2,52 vezes. 

A Localiza (RENT3) também interrompeu a queima de dinheiro no ano passado. A locadora de automóveis saiu de um cenário de consumo de caixa de R$ 2,9 bilhões antes de juros em 2023 para uma geração de R$ 3,3 bilhões em 2024. 

Segundo a empresa, o processo de recomposição de preços, somado à gestão de custos e produtividade, resultou em uma maior geração de caixa pelas atividades de aluguel de carros. 

De olho na depreciação da Localiza (RENT3)

Fonte de preocupação nos últimos balanços, a depreciação continuou em patamar elevado no quarto trimestre. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na divisão de aluguel de carros, a depreciação da Localiza subiu 19% na comparação anual, mas caiu 0,8% na relação trimestral, para R$ 7.307 — ainda dentro do intervalo esperado pela Localiza.

Já na unidade de gestão de frotas, a depreciação aumentou 28% em relação ao 4T23, mas recuou 2% frente ao trimestre anterior.

Vale lembrar que a Localiza fez um impairment bilionário no segundo trimestre de 2024, em meio à forte queda de preços dos automóveis usados, e reduziu a vida útil depreciável dos carros como parte da estratégia de longo prazo para reduzir a depreciação dos veículos.

“O ano de 2024 foi marcado pela continuidade do ciclo de acomodação do preço de carros seminovos e usados em um cenário de menor affordability (poder de compra do consumidor), o que resultou em um ajuste na depreciação de aproximadamente 3% do valor da nossa frota”, afirmou a empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto parte do mercado temia que a Localiza reajustasse para cima as projeções de depreciação para este ano, a empresa manteve inalterado o guidance para o primeiro trimestre de 2025. Confira:

A estratégia da Localiza (RENT3) em 2025

Diante de perspectivas menos otimistas para o cenário macroeconômico em 2025, a Localiza (RENT3) manteve como prioridade a recomposição gradual do nível de rentabilidade. 

“Estamos diante de um cenário de deterioração do ambiente macroeconômico, com aumento da taxa de juros e potencial reflexo na atividade econômica e disponibilidade de crédito”, afirmou o CEO Bruno Lasansky, em nota.

Entre as estratégias nesse sentido, estão a escalada da divisão de Seminovos para a renovação da frota, além da recomposição de preço do aluguel de automóveis, aumento da eficiência em custos e produtividade e a otimização do portfólio de segmentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Estamos confiantes que sairemos do atual ciclo ampliando ainda mais nossa liderança de mercado, vantagens competitivas e retomando nossa trajetória de crescimento com geração de valor”, acrescentou o CEO.

Vale lembrar que empresas mais endividadas e ligadas ao consumo tendem a ser mais sensíveis a fatores macroeconômicos, como os juros, já que operam com margens mais apertadas e dependem de crédito barato para crescer. 

O que dizem os analistas?

Na avaliação do BTG Pactual, os resultados da Localiza no quarto trimestre foram “notavelmente conforme o esperado”, mas ainda um pouco difíceis de digerir em meio aos volumes em queda e rentabilidade próxima dos mínimos históricos.

“A atenção do mercado permanecerá focada nas tendências de depreciação e na dinâmica de preços de veículos novos e usados, fatores-chave para o desempenho das ações, juntamente com o contexto macroeconômico brasileiro mais amplo”, avaliou o banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O BTG manteve recomendação de compra para as ações RENT3, apesar de avaliar que o momento de lucros da Localiza “não está ótimo”.

Para o Goldman Sachs, os resultados do 4T24 destacam que a Localiza está focada em recuperar o ROIC em vez de aumentar os volumes mais rapidamente. 

“Embora achemos que é cedo para dizer que o pior já passou, já que o cenário macroeconômico permanece incerto e desafiador no curto prazo, continuamos com recomendação de compra”, destacou o Goldman.

A tese construtiva do banco é baseada na perspectiva de que, com o tempo, a rentabilidade irá convergir para os níveis históricos, já que as vantagens competitivas permanecem intactas, e de que o valuation da Localiza segue atraente, a um múltiplo de 8,6 vezes o preço/lucro estimado para 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A XP Investimentos avaliou o balanço do quarto trimestre como neutro e dentro das expectativas, e manteve recomendação de compra para RENT3.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BRIGA DE GIGANTES

A ameaça da Shopee: Mercado Livre (MELI34) é rebaixado pelo JP Morgan por preocupações com a concorrência, e ações caem

12 de março de 2026 - 12:45

O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026

CENÁRIO INCERTO

Casas Bahia (BHIA3) virou a página da sua dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora

12 de março de 2026 - 12:15

A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024,? A resposta não é tão simples.

NA CORDA BAMBA

CSN (CSNA3) volta ao vermelho no 4T25 e prejuízo dispara 748% em um ano. O que pesou no balanço?

12 de março de 2026 - 10:01

Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas

VAI PAGAR?

Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 9:43

O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária

RESULTADO

Casas Bahia (BHIA3) corta prejuízo em 82% no 4T25, mas ainda amarga perda bilionária no ano; veja os destaques do balanço

12 de março de 2026 - 7:57

Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação

DEPOIS DA RE

Nada é tão ruim que não possa piorar: Citi abandona ações do GPA (PCAR3) e Fitch corta rating

11 de março de 2026 - 19:47

O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C

CRESCIMENTO ESTRUTURAL

Já deu para a WEG (WEGE3)? Por que analistas veem menos gatilhos para a ação no curto prazo mesmo com tese positiva

11 de março de 2026 - 19:23

Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo

SD ENTREVISTA

Espaçolaser (ESPA3) tem lucro maior no 4T25, vê ano de virada e quer estar pronta para a volta das small caps na bolsa, diz CFO

11 de março de 2026 - 19:07

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores

VAI PINGAR NA CONTA?

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3) vêm aí — mas há condição para o pagamento aos acionistas

11 de março de 2026 - 18:45

A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos

AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS À PARTE

Cobrança de R$ 170 milhões da Casas Bahia empurrou o Grupo Pão de Açúcar para a recuperação judicial; entenda a discussão entre as ex-parceiras

11 de março de 2026 - 17:33

“Hoje, na data do protocolo deste procedimento, a companhia não tem condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações”, disse o Pão de Açúcar

VACAS MAGRAS

Além do Oriente Médio, EUA e China também afetam os frigoríficos e até o preço da carne do seu churrasco

11 de março de 2026 - 15:07

Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro

REESTRUTURAÇÃO FINANCEIRA

Pedido pra cá, pedido pra lá: Quais as diferenças (nem sempre sutis) entre recuperação judicial e extrajudicial

11 de março de 2026 - 14:59

As diferenças estão na forma como essas negociações acontecem e no grau de participação do Judiciário no processo.

AMBIÇÃO GLOBAL

Revolut quer virar “banco de verdade” em 100 países — e acaba de destravar a licença em casa

11 de março de 2026 - 12:48

Fintech recebe licença bancária no Reino Unido e lança oficialmente o Revolut Bank UK, acelerando o plano de se tornar uma plataforma financeira global

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

Para quem o GPA (PCAR3) deve R$ 4,5 bilhões? Lista de credores vai de Itaú a Casas Bahia

11 de março de 2026 - 12:45

Varejista entrou em recuperação extrajudicial e suspendeu os pagamentos por 90 dias para tentar reorganizar suas finanças

CAMINHO TORTUOSO

Como a Raízen (RAIZ4) chegou até a recuperação extrajudicial? As discussões que levaram a gigante dos combustíveis a renegociar dívidas de R$ 65 bilhões

11 de março de 2026 - 11:04

A maior produtora global de açúcar e etanol de cana já havia dito que estava avaliando a reestruturação da sua dívida e que uma recuperação extrajudicial estava entre as possibilidades

EM BUSCA DE FÔLEGO

Raízen (RAIZ4) tenta parar o relógio de R$ 65 bilhões em dívidas: empresa pede trégua em pedido de recuperação extrajudicial

11 de março de 2026 - 7:44

Joint venture de Cosan e Shell busca 90 dias de suspensão de pagamentos enquanto negocia reestruturação com bancos e investidores

DE CARA NOVA

De ex-CEO do Banco do Brasil a ex-S&P: os três conselheiros que devem ajudar a acelerar a transformação do Bradesco

10 de março de 2026 - 19:48

A movimentação, que já havia sido antecipada ao mercado no mês passado, traz nomes de peso do setor financeiro para o colegiado

VEREDITO DO MERCADO

A Vale ainda tem espaço para subir mais? O tripé que chama atenção do gringo para os ADRs da mineradora

10 de março de 2026 - 18:15

Analistas do Itaú BBA e do Citigroup reforçam a tese positiva para a mineradora após encontro com o CEO e o diretor de RI da companhia

MRV DAY

MRV (MRVE3) quer pôr uma pedra no ‘problema Resia’ para focar no futuro: “certeza que será maravilhoso”, diz CEO

10 de março de 2026 - 16:43

No MRV Day, gestão contou os planos para acabar de vez com o peso da operação nos EUA. O objetivo é concentrar esforços no mercado brasileiro para impulsionar margens e retorno aos acionistas

SUBIU DEMAIS?

Hora de tirar o pé das Havaianas? Citi rebaixa ação da Alpargatas (ALPA4) após rali de quase 120% na B3

10 de março de 2026 - 14:41

Analistas dizem que o turnaround funcionou — mas o mercado já parece ter colocado essa melhora na conta; veja a tese

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar