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Segundo os bancos, o acordo com a prefeitura de São Paulo pode resultar numa geração de valor presente líquido que pode representar até 2% do valor de mercado da Sabesp
A Sabesp (SBSP3) acordou com a Prefeitura de São Paulo a quitação de uma dívida de precatórios no valor de R$ 1,48 bilhão nesta quarta-feira (9). Para o Bank of America (BofA), o Itaú BBA e o Santander, isso reforça a empresa de saneamento como uma recomendação de investimento.
Por volta das 14h10, a ação SBSP3 operava em alta de 0,57%, a R$ 103,61.
No fato relevante divulgado, a empresa anuncia o acordo final no valor de R$ 2,48 bilhões, sendo que o montante de R$ 1,48 bilhão deve ser pago no prazo de seis meses.
Segundo os bancos, caso o pagamento seja isento de aplicação de impostos, o acordo implica em uma geração de valor presente líquido (VPL) de R$ 1,48 bilhão, o que representa cerca de 2% do valor de mercado da companhia, que gira em torno de R$ 71,3 bilhões.
O BofA projeta que a Sabesp deve superar seus pares no setor e entregar uma taxa de crescimento anual composta de Ebitda (lucro antes dos juros, tributos, depreciação e amortização) de 30% em três anos. Com isso, o banco elevou o preço-alvo das ações da SBSP3 de R$ 116 para R$ 130.
É importante destacar que a companhia não confirmou se o valor é bruto ou líquido de impostos, e o montante ainda pode ter alterações devido aos cálculos finais da Diretoria de Execuções e Cálculos de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (DEPRE/TJSP).
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Para o Santander, o acordo é uma vitória que reitera a Sabesp como a principal recomendação na América Latina do banco.
“No entanto, vale destacar que o valor final ainda está sujeito a alterações, segundo a própria empresa, e que não foram fornecidos detalhes sobre o impacto fiscal estimado, o que limita nossa visibilidade quanto à geração de VPL”, ressaltam os analistas do Santander em relatório.
Para o Itaú BBA, o acordo com a Prefeitura de São Paulo é positivo, especialmente porque o montante não estava incluído no cenário-base da projeção de seus analistas.
“Se incluirmos esse impacto extraordinário em nossas projeções de dividendos — assumindo que os R$ 1,48 bilhão sejam líquidos de impostos —, isso representaria um yield adicional de 2% para 2025”, destaca o relatório do Itaú BBA.
Com ou sem a incidência de impostos sobre os precatórios da Prefeitura de São Paulo, o montante deve afetar positivamente a Sabesp.
De acordo com o cálculo do Santander, o montante de R$ 1,48 bilhão, assumindo isenção fiscal, poderia valorizar a ex-estatal em 2,1%. No “pior” cenário, considerando uma alíquota de imposto de 34%, a geração de valor cai para R$ 977 milhões, 1,4% do valor de mercado.
Tanto o Itaú BBA quanto o Santander projetam que, com o acordo, a Taxa Interna de Retorno (TIR) deve ficar acima dos 12%, dependendo da incidência de impostos no valor final recebido pela companhia.
Os analistas do Itaú BBA complementam que a Sabesp é uma top pick, uma vez que possui um valuation atrativo, com forte crescimento de Ebitda, baixa alavancagem e potencial de geração de valor com a participação em novas concessões.
A Sabesp possui precatórios registrados em seu favor no valor total de R$ 2,96 bilhões, sendo R$ 2,9 bilhões relacionados à Prefeitura de São Paulo.
Em outubro de 2024, a companhia anunciou a aprovação de parte das propostas de acordo submetidas para liquidação de precatórios, no âmbito do Edital de Chamamento, no valor total de R$ 455 milhões.
No entanto, no final de janeiro de 2025, a Prefeitura de São Paulo apresentou impugnações aos cálculos realizados pela DEPRE/TJSP. Nos três primeiros meses de 2025, a Sabesp recebeu R$ 55,4 milhões referentes a esse acordo.
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