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Segundo o Wall Street Journal, a Huawei vai começar os testes do seu processador de inteligência artificial mais potente, o Ascend 910D, para substituir produtos de ponta da Nvidia no mercado chinês
A Huawei parece pronta para confrontar a Nvidia (NVDC34) no front da inteligência artificial (IA) da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
A Huawei começará os testes do seu processador de inteligência artificial mais novo e mais potente, o Ascend 910D, informa o Wall Street Journal.
O objetivo é simples da empresa chinesa: substituir produtos de ponta da Nvidia no mercado local.
A Huawei já procurou algumas empresas de tecnologia chinesas para testar a viabilidade técnica do novo chip, de acordo com o WSJ.
A expectativa é que o Ascend 910D seja entregue e que as primeiras amostras sejam entregues já no final de maio para bater de frente com o H100 da Nvidia, principal chip da empresa americana para treinamento de modelos de IA.
O chip H100 foi proibido de ser vendido na China em 2022 pelos Estados Unidos.
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Mas a Huawei não quer perder tempo, de acordo com a Reuters nesta segunda-feira (28). A empresa chinesa planeja iniciar os embarques em massa do chip de IA 910C para clientes chineses já em maio.
Os chips para IA são uma fonte de dor de cabeça para as empresas que estão no fogo cruzado entre EUA e China há anos.
Por exemplo, a Huawei e suas concorrentes chinesas têm lutado há anos para igualar a Nvidia na fabricação de chips de ponta para competir no treinamento de modelos de IA.
Buscando limitar o desenvolvimento tecnológico da China, especialmente os avanços para fins militares, Washington cortou o acesso do país aos produtos de IA mais avançados da Nvidia.
Apesar das restrições, o mercado chinês é um dos mais importantes para a Nvidia, como a própria empresa fez questão de destacar.
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, vestiu terno e gravata neste mês para se encontrar com o presidente do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional, Ren Hongbin, durante uma visita a Pequim.
A mensagem que Huang quis passar era simples: que a maior potência asiática é um mercado "muito importante" para a empresa e que espera continuar cooperando com o país, de acordo com informações divulgadas.
A visita de Huang aconteceu após ele ter sido convidado pelo representante da agência comercial, subordinada ao Ministério do Comércio da China, e dias após os EUA estabelecerem novas restrições à exportação de chips AI H20 para a China e cinco “nações digitais”.
Segundo o Financial Times, a viagem de Huang é atípica por um motivo: o CEO sempre evitou encontros com membros de alto escalão do governo chinês.
A mudança de comportamento acontece depois de o governo dos EUA afirmar, no início desta semana, que a Nvidia precisará de uma licença para exportar seus processadores para a China e vários outros países "por tempo indeterminado".
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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