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Empresa enfrentará um aumento de capital que diluirá significativamente os atuais acionistas, e a Abra passará a deter 80% da Gol
Enquanto os acionistas da GOL (GOLL4) tiram as máscaras de oxigênio depois da forte turbulência que foi a recuperação judicial nos EUA, encerrada na última sexta-feira (6), os cintos ainda precisam estar bem afivelados, na visão do BTG Pactual.
O banco recomenda a venda das ações, mesmo depois da saída da companhia do Chapter 11. Veja mais detalhes sobre o fim do processo nesta reportagem.
A GOL obteve US$ 1,9 bilhão em financiamento de saída durante seu processo de reestruturação supervisionado pelo tribunal e quitou seu financiamento DIP (Debtor in Possession Financing) — comum nessas situações, esse dinheiro serve para a empresa manter suas atividades durante o processo.
Assim, ela sai da reestruturação com US$ 900 milhões em liquidez.
Como parte do processo, os analistas ressaltam que a companhia passará por um aumento de capital de R$ 12 bilhões, com novas ações preferenciais precificadas a R$ 0,01 cada — em comparação com R$ 1,10 no fechamento da última sexta-feira (6).
Para isso, a empresa terá que emitir 1,2 trilhão de ações, resultando em uma diluição de 99,8%. Os atuais acionistas terão direito de preferência na subscrição.
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“Além disso, após a reestruturação, a alavancagem da companhia continuará elevada, em 5,4x, e a Abra passará a deter 80% da Gol”, escrevem os analistas do banco em relatório.
O grupo Abra, em novembro do ano passado, já havia declarado créditos de R$ 2,8 bilhões (US$ 15,6 bilhões) para a empresa e concordou em receber US$ 950 milhões (R$ 5,3 bilhões) em novas ações, além de US$ 850 milhões (R$ 4,75 bilhões) em dívidas reestruturadas.
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