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Desde que os papéis atingiram o pico de quase US$ 480 em 17 de dezembro, a empresa perdeu bem mais de US$ 800 bilhões em valor de mercado

Se as ações da Tesla (TSLA34) dispararam quando Donald Trump voltou à Casa Branca, o mesmo não acontece agora. Por sete semanas consecutivas, desde que Elon Musk foi para Washington para se juntar ao novo governo, os papéis da empresa amargam a maior sequência de perdas em 15 anos.
As ações da Tesla terminaram a semana com queda de mais de 10%, a US$ 270,48, nível mais baixo desde 5 de novembro — o dia da eleição presidencial norte-americana — quando fecharam em US$ 251,44.
Desde que os papéis atingiram o pico de quase US$ 480 em 17 de dezembro, a Tesla perdeu bem mais de US$ 800 bilhões em valor de mercado.
A queda das ações da Tesla vem na esteira de cortes de preço-alvo de vários bancos em Wall Street.
Ao reduzir o preço-alvo da TSLA de US$ 490 para US$ 380, analistas do Bank of America citaram preocupações sobre a queda nas vendas de veículos novos da empresa e a falta de uma atualização recente de Musk sobre um "modelo de baixo custo".
O Goldman Sachs, que cortou o preço-alvo para as ações negociadas em Nova York de US$ 345 para US$ 320, também apontou para a queda nas vendas de veículos elétricos para a Tesla nos dois primeiros meses do ano em vários mercados na Europa, China e partes dos EUA.
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A Baird adicionou a Tesla às "escolhas pessimistas", com analistas da gestora escrevendo que "o tempo de inatividade da produção" complicará "o lado da oferta da equação" para a Tesla conforme a empresa muda para a fabricação da nova versão do SUV Model Y.
Musk, a pessoa mais rica do mundo, se tornou a cara do esforço do governo Trump para reduzir drasticamente os gastos federais por meio do Doge, o Departamento de Eficiência Governamental que ele lidera.
Mas nem por isso ele deixou de ser uma figura incendiária no X, criticando juízes cujas decisões ele não gosta e promovendo visões sem comprovação da Rússia sobre a Ucrânia.
Não à toa, o sentimento anti-Musk e anti-Tesla tem aumentado nos EUA e na Europa, com uma explosão de protestos e suspeitas de atos criminosos de incêndio e vandalismo nas instalações da Tesla.
O mais recente sintoma desse sentimento aconteceu na quinta-feira (6), quando os defensores dos veículos elétricos na Cleantechnica, que há muito promove a Tesla em seu site, publicaram uma coluna focada em ética, ponderando se os proprietários de veículos da Tesla deveriam vender seus carros e se o conselho da companhia deveria manter Musk como CEO.
Já os ainda otimistas com Tesla veem o potencial da empresa para lançar em breve novos modelos de EVs acessíveis, um robotaxi e serviço de transporte autônomo, e entregar robôs humanoides capazes de trabalhar em fábricas em um futuro não muito distante.
*Com informações da CNBC
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