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Patrick Fuentes

Patrick Fuentes

Jornalista formado pela ECA-USP, foi repórter de Economia na Folha de S.Paulo e na CNN Brasil. Atualmente, atua na cobertura de empresas no Seu Dinheiro.

PEDACINHO POR PEDACINHO

Família Coelho Diniz abocanha mais uma fatia do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3); confira os detalhes

O movimento que eleva a participação da família para quase 18%; saiba como fica o cenário do controle acionário da varejista

Patrick Fuentes
Patrick Fuentes
15 de julho de 2025
19:39
Fachada da sede do Grupo GPA, dono da rede Pão de Açúcar (PCAR3)
Imagem: Divulgação

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) anunciou na noite desta terça-feira (15) que cinco membros da família Coelho Diniz passaram a deter conjuntamente 17,7% das ações ordinárias da empresa.

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Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o GPA informou que participação total corresponde a 86.727.900 ações ordinárias da companhia.

Segundo o comunicado, André Luiz Coelho Diniz, Alex Sandro Coelho Diniz, Fábio Coelho Diniz, Henrique Mulford Coelho Diniz e Helton Coelho possuem, cada um, 17.345.580 ações — o equivalente a 3,54% do capital votante por membro da família.

No documento, a família esclareceu que as participações adquiridas não têm por objetivo alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa do GPA.

Além disso, os cinco membros informaram não serem signatários de qualquer acordo de acionistas relativo ao exercício de voto ou à negociação dos papéis da empresa.

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Mais um capítulo na saga do GPA

Em maio, após uma derrota na tentativa de emplacar sua chapa no conselho de administração do GPA, o empresário Nelson Tanure resolveu liquidar quase integralmente sua posição na companhia.

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Na ocasião, a empresa realizou uma assembleia geral extraordinária (AGE) na qual os acionistas aprovaram, com 303,4 milhões de votos, a destituição integral do antigo conselho de administração.

Esse era um dos principais objetivos de Tanure ao solicitar a convocação da assembleia por meio do fundo Saint German, em meados de abril.

Contudo, as coisas não ocorreram conforme planejado pelo empresário. Tanure sofreu um revés antes mesmo do início da AGE, quando dois dos três nomes indicados por ele retiraram suas candidaturas.

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Tanure precisava das três cadeiras para consolidar o controle sobre a nova composição do conselho de administração. No fim, o único nome que conseguiu emplacar foi o de Sebastián Los.

Com isso, a participação dos fundos sob gestão da Trustee — responsável pelo fundo Saint German, controlado por Tanure — foi reduzida para um percentual inferior a 5%.

Até o final de março, Tanure, por meio da gestora, detinha aproximadamente 7% das ações do GPA.

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