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Acabou o prazo para manifestações de terceiros ou avocação do Tribunal do Cade com relação à decisão da Superintendência-Geral de aprovar, sem restrições, a criação da Ímpar
É oficial: o casamento entre a Dasa (DASA3) e a Amil está enfim consumado. As duas gigantes da saúde receberam o sinal verde do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para o acordo para a criação da Ímpar Serviços Hospitalares.
Em um cenário que remetia ao famoso momento de “fale agora ou cale-se para sempre”, o Cade encerrou o processo após não receber nenhuma objeção pública ou impedimento.
Segundo fato relevante enviado à CVM, acabou o prazo para manifestações de terceiros ou avocação do Tribunal do Cade com relação à decisão da Superintendência-Geral anunciada em dezembro, de aprovar, sem restrições, a operação.
Tratava-se do passo final para a parceria estratégica, consolidando mais um importante movimento no setor de saúde no Brasil.
Com o negócio, a Amil irá contribuir ativos de hospitais e oncologia à Ímpar, empresa de hospitais e oncologia da Dasa.
“Não tendo havido manifestações de terceiros ou avocação do Tribunal do Cade, nesta data foi publicada a certidão de trânsito em julgado do Despacho da Superintendência Geral que aprovou a associação”, escreveu a Dasa.
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Foi em meados de 2024 que a Dasa (DASA3) e a Amil anunciaram pela primeira vez a parceria para a criação da Ímpar.
O negócio é uma joint venture controlada igualmente pelas duas empresas, cada uma com 50% do capital.
Com isso, a rede abarcará 25 hospitais e centros oncológicos das duas empresas e terá 4,4 mil leitos, com faturamento anual de R$ 10 bilhões, segundo fontes.
Dessa forma, a união formará o segundo maior grupo de hospitais do Brasil, perdendo apenas para a Rede D’Or (RDOR3) e terá 14 hospitais da Dasa e 11 da rede Américas (rede independente da Amil), atuando principalmente no Sudeste e Distrito Federal.
A operação também envolve a Dasa Oncologia e o Américas Oncologia (COI), bem como Centros de Medicina Especializada.
Para a Dasa, o negócio implica em um alívio financeiro, com a transferência de R$ 3,85 bilhões de parte de sua dívida (de R$ 9,6 bilhões no total) para a Ímpar.
Também há a possibilidade de uma eventual venda das unidades fora do escopo da operação da Ímpar (Hospital da Bahia, Hospital São Domingos e AMO).
A receita líquida combinada das operações incluídas na transação totalizou, em 2023, R$ 9,9 bilhões (R$ 5,7 bilhões dos ativos Dasa e R$ 4,2 bilhões dos ativos Amil), com Ebitda estimado em R$ 777 milhões (R$ 600 milhões dos ativos Dasa e R$ 177 milhões dos ativos Amil).
Companhia já vinha operando sob restrições desde outubro; no ano passado, a Refit foi alvo de operações da Polícia Federal, acusada de fazer parte de um grande esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro
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