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Aviões da fabricante brasileira seriam integrados à frota de companhia aérea americana que opera no noroeste dos EUA
Senhoras e senhores passageiros, os novos aviões da Embraer (EMBR3) não decolarão tão cedo depois que a Alaska Airlines pediu o adiamento da entrega de dois novos jatos E175 da fabricante brasileira devido às tarifas de Donald Trump.
Os aviões da Embraer deveriam ter sido entregues em maio à Alaska, mas com a alta do preço decorrente das tarifas, a companhia optou por adiar o fechamento da compra — um reflexo das taxas de 10% que devem ser aplicadas aos produtos brasileiros pelos EUA a partir de 8 de julho.
““Em meio ao ambiente econômico incerto em curso, estamos focados em controlar aquilo que podemos controlar — incluindo custos, produtividade, desempenho operacional e cuidar dos nossos passageiros da melhor forma possível. Como parte desse esforço para controlar nossos custos, a Alaska não aceitará custos adicionais impostos pelas tarifas em toda a nossa cadeia de suprimentos”, informou a empresa em nota.
A decisão fez as ações da Embraer abrirem o dia em baixa. Por volta de 13h30, os papéis EMBR3 recuavam 0,39%, cotados a R$ 67,16. No ano, os ativos acumulam alta de 19,6%. No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,05%, aos 137.075,80 pontos.
Procurada pelo Seu Dinheiro, a Embraer, disse que não comentará sobre o impacto de tarifas em clientes específicos.
Mas, em abril, durante evento promovido pelo Bradesco BBI, o CEO da Embraer afirmou que as tarifas de Trump atrapalharão os planos da fabricante brasileira de aviões, que irá buscar formas de contornar possíveis efeitos do aumento das taxas.
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No primeiro trimestre deste ano, a Embraer tinha 943 pedidos firmes de E-175, o que correspondia a 74% do total de pedidos firmes no segmento de aviação comercial. Dessas encomendas de E-175, 89% foram feitas por empresas norte-americanas. No mesmo período, o grupo Alaska tinha 50 pedidos firmes para o modelo.
Os aviões da Embraer em questão seriam integrados à frota da Horizon Air, braço regional da Alaska Air Group, operando no noroeste dos EUA, especialmente nas regiões do Alasca, da Califórnia, do Colorado, de Utah e até em Alberta e British Columbia, no Canadá.
Com o adiamento da entrega, a Horizon teve que cancelar 14 voos diários até o fim de julho, afetando rotas em toda a sua rede.
Os cancelamentos foram concentrados em rotas de alta frequência, nais quais há maior flexibilidade para remanejar passageiros, de acordo com o Seattle Times.
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