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Maria Eduarda Nogueira

Maria Eduarda Nogueira

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital na ESPM. Atualmente, está baseada em Paris, onde faz mestrado em comunicação e mídias digitais na Sorbonne e cobre temas como luxo, turismo e arte.

DE OLHO EM FUSÕES E AQUISIÇÕES

É melhor a Vale (VALE3) ficar de olho: por que o setor de mineração está tão interessado em negociações de M&A em 2025

Rumores de fusão entre a Rio Tinto e a Glencore mostram que as mineradoras podem protagonizar um ano intenso de fusões e aquisições, os chamados M&A’s

Maria Eduarda Nogueira
Maria Eduarda Nogueira
20 de janeiro de 2025
16:14 - atualizado às 15:46
minério de ferro mineração
Imagem: Shutterstock

2025 pode ser um ano movimentado para o setor de mineração. E não seria de se estranhar se o primeiro movimento fosse a fusão entre duas gigantes: a Rio Tinto, segunda maior mineradora do mundo, e a Glencore, uma das maiores empresas de exploração de commodities.

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Os rumores circulam pelo mercado desde que a Bloomberg noticiou, na quinta-feira passada (16), que as duas empresas estariam em negociação inicial. 

A especulação ganhou ainda mais força com outra notícia da Reuters, na sexta-feira (17), em que a agência de notícias afirmava que a Glencore tinha abordado a Rio Tinto no final do ano passado sobre a possibilidade de fusão. 

Caso fosse adiante, este seria o maior negócio da história do setor de mineração. Juntas, as duas empresas têm aproximadamente US$ 150 bilhões em valor de mercado, ultrapassando a atual líder BHP, que vale US$ 127 bilhões. 

No entanto, ainda não há confirmação por nenhuma das companhias que esta negociação esteja acontecendo.

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Seja como for, alguns analistas, incluindo os do JP Morgan, têm uma “convicção forte” de que 2025 será um ano marcado por fusões e aquisições (M&A’s, no jargão do mercado), especialmente entre mineradoras listadas na bolsa inglesa e empresas globais de cobre.

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Segundo a instituição, o atual cenário econômico é mais favorável às fusões e aquisições do que à construção de projetos orgânicos. Ou seja: é melhor “combinar forças” 

Corrida do cobre?

Não é de hoje que as mineradoras de maior calibre do mundo estão considerando M&A’s de grande porte, visando fortalecer os negócios frente à descarbonização da economia, fenômeno cada vez mais latente.

A expectativa é que a demanda por metais de transição energética tenha um aumento significativo nos próximos anos. Um deles é o cobre, que é usado em veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e sistemas de armazenamento de energia, entre outras aplicações.

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Algumas negociações já estão acontecendo. Em 2023, a BHP adquiriu a australiana Oz Minerals, no intuito de fortalecer o portfólio de cobre e níquel. A multinacional também fez diversas ofertas para comprar a rival Anglo American, mas o negócio não foi para frente.

No final do ano passado, a Rio Tinto comprou a Arcadium Lithium para entrar de vez no ramo do lítio, apelidado de “petróleo branco”.

* Com informações da CNBC.

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