É hora de investir em educação? BTG escolhe 2 ações para se expor ao setor, mas faz alerta sobre 2025
Os analistas do banco dizem o que esperar dos balanços do quarto trimestre de 2024 e dizem como será este ano para as principais empresas do segmento

O que esperar do setor de educação na temporada de balanços do quarto trimestre de 2024? Para o BTG Pactual: resultados decentes, que podem trazer algum alívio para os investidores, mas nada surpreendente.
Os analistas esperam expansão de dois dígitos do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado e crescimento sólido do lucro por ação para a maioria dos players educacionais da bolsa brasileira.
Do lado do fluxo de caixa, a expectativa é que as tendências sazonais permaneçam as mesmas, com menor recomposição de caixa no 4T, e menor consumo de caixa na comparação ano a ano, o que é visto positivamente pelo banco.
Mesmo enxergando algumas melhorias nas ações de educação, o BTG não está otimista com o segmento.
“A perspectiva ainda nebulosa de crescimento da receita, as potenciais revisões para cima na curva de juros, a maior regulamentação no nicho de ensino à distância e a deterioração nos negócios de escolas de medicina podem representar riscos de queda adicionais para alguns nomes”, escrevem.
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Mas se mesmo assim o investidor quiser expor uma parte da carteira à educação, a preferência dos analistas é por Yduqs (YUDQ3) e Cruzeiro do Sul Educacional (CSED3).
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Falando de números
Os balanços do 4T24 das empresas do setor educacional vão começar a sair na segunda semana de março. Veja a agenda aqui.
Para que os investidores não tenham sustos, o BTG já revelou o que se pode esperar das empresas, em linhas gerais.
Segundo o banco, o último trimestre deve mostrar uma leve expansão da base de alunos e tendências de receita moderadas, devido a dinâmicas de preços ainda fracas.
Olhando para os números consolidados do setor, os analistas estimam que as receitas líquidas devem crescer 7% ano a ano, para R$ 6,8 bilhões.
O Ebitda ajustado consolidado deve apresentar crescimento de dois dígitos (20% ano a ano), acelerando em comparação com os trimestres anteriores.
Todas as empresas devem apresentar expansão de margem desta vez.
Também há uma expectativa de aumento do lucro por ação, apoiada pela redução da alavancagem.
O lucro líquido ajustado consolidado deve chegar a R$ 693 milhões, revertendo um prejuízo líquido de R$ 203 milhões no 4º trimestre de 2023.
Apesar das boas perspectivas para o período de outubro a dezembro de 2024, o banco não está tão otimista assim com os próximos meses.
Quais são os desafios para o setor de educação em 2025?
Para o BTG, este não será um ano fácil para as players educacionais.
Isso porque as empresas precisarão lidar com um “combo” nada agradável: deterioração do cenário macroeconômico no Brasil, perspectivas de aumento da taxa de juros, desafios na geração de empregos formais e inflação possivelmente mais elevada.
Olhando para os resultados 2025, os analistas esperam resultados mais fracos do que em 2024.
Já que, para os próximos meses, as tendências de geração de receita são pouco promissoras, há potenciais pressões sobre as margens, as despesas financeiras serão mais pesadas, e a arrecadação de caixa, potencialmente pior.
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