Corretora americana Webull aposta em negociação de criptomoedas sem taxa de corretagem para atrair mais brasileiros
Plataforma de investimentos que chegou ao Brasil em fevereiro de 2024 passa a oferecer por aqui 245 ativos digitais em parceria com a Coinbase Prime

A Webull, que é uma das maiores corretoras de varejo dos EUA e concorrente da Robinhood, lançou operações no Brasil em fevereiro de 2024. Na época, a empresa comprou a H.H. Picchioni, para adquirir as licenças de corretagem no país.
Além de investimentos no mercado norte-americano, a plataforma passou a oferecer também aos brasileiros uma conta global com cartão de débito, voltados às viagens internacionais.
Já em março deste ano, após a divulgação de uma pesquisa Datafolha que mostrou que mais brasileiros investem em criptomoedas do que em títulos públicos ou na bolsa de valores, a Webull decidiu que devia acelerar seus planos nesta área. E a estreia, então, acontece nesta segunda-feira (23).
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Agora, usuários da plataforma poderão comprar e vender 245 ativos digitais — incluindo bitcoin, ethereum, solana e cardano — 24 horas por dia, sete dias por semana, numa parceria com a Coinbase Prime.
“Até o momento, este é um dos lançamentos mais importantes da Webull Brasil”, afirma em nota Ruben Guerrero, CEO da Webull Brasil e diretor da empresa para a América Latina.
Segundo ele, não haverá cobrança de taxa de corretagem nas operações com criptoativos.
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Brasil é um dos mercados que mais cresce para a empresa
Fundada em 2018 pelo chinês Wang Anquan, que já havia atuado em gigantes como Alibaba e Ant Group, a fintech Webull ganhou o status de unicórnio (startup avaliada em mais de US$ 1 bilhão) em 2021. No seu rol de investidores de venture capital atualmente constam nomes de peso como General Atlantic, Coatue e Lightspeed.
A plataforma, que fez seu IPO bilionário na Nasdaq em abril deste ano, não abre dados específicos do mercado brasileiro por motivos regulatórios.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, porém, os executivos Fabio Trevisan, diretor de Marketing, e Fabio Macedo, COO da Webull, afirmam que a empresa já opera em 14 países, tem mais de 50 milhões de downloads e mais de 23 milhões de clientes ativos globalmente.
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Além disso, contam eles, a empresa estreou este ano no México e agora está expandindo pela América Latina por meio de um aplicativo único, com previsão de abrir operações na Colômbia, no Chile e na Argentina nos próximos meses.
O Brasil, dizem eles, é um dos mercados da Webull que mais crescem no mundo, fora dos EUA — foi o maior crescimento em números absolutos em fevereiro, por exemplo.
Investidor iniciante e também o qualificado
Por aqui, a corretora busca atingir dois públicos distintos: o investidor mais iniciante e também os mais qualificados. O movimento se dá tanto de forma orgânica, atraindo usuários por meio de mídia programática (anúncios em sites) e redes sociais, como por meio de indicações, já que usuários que indicam novos usuários ganham vantagens na plataforma.
Num mercado tão disputado, a Webull aponta como diferencial a tecnologia de sua plataforma, que nasceu como uma base de dados para o mercado financeiro e depois virou corretora. Além disso, também destaca a atratividade da conta em dólar com rendimento diário e a isenção de cobrança de taxa de corretagem para parte das operações.
“Quando você olha para outras plataformas, que geralmente têm um custo de US$ 1 a US$ 3 por transação, acaba ficando muito pesado para o pequeno investidor”, explica Fabio Trevisan. “Aqui, uma pessoa com R$ 30 consegue começar a investir no mercado americano, nas maiores empresas do mundo, sem pagar nenhuma taxa por isso.”
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Para o investidor mais qualificado, a corretora oferece acesso ao mercado de opções dos EUA.
Sobre crescimento no Brasil, a expectativa é crescer de forma orgânica, sem parcerias com empresas locais no pipeline neste momento, segundo Trevisan.
O lançamento de negociações com criptomoedas é uma grande aposta para atrair mais brasileiros, afirma Macedo, que promete mais produtos “inovadores” para o país, mas não dá spoiler.
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