Chuvas e atraso na colheita preocupam, mas SLC Agrícola (SLCE3) deve atravessar a tempestade com bons resultados, segundo o BofA
Apesar dos desafios climáticos enfrentados por produtores no Mato Grosso e outros estados, a empresa é vista como uma das mais resilientes do setor

As chuvas fortes em janeiro podem dar trabalho para a agricultura brasileira, principalmente para a colheita de soja no Mato Grosso, maior produtor do país. Com isso algumas empresas do setor também serão afetadas. Mas uma gigante do setor pode atravessar essa tempestade praticamente “ilesa”: a SLC Agrícola (SLCE3).
Em relatório publicado nesta terça-feira (4), o Bank of America (BofA) afirma que o atraso na colheita pode levar a preços mais baixos para o agricultor, sendo um risco para o plantio da segunda safra de milho e algodão, que serão plantadas nas próximas semanas.
Para o milho, as chuvas dos próximos meses são críticas para a produtividade.
Ao mesmo tempo, o banco destaca que os rendimentos de 60% da safra de soja no estado do Rio Grande do Sul foram afetados por uma seca recente.
“O RS responde por 12% da produção brasileira. Este cenário, combinado com menor oferta nos Estados Unidos, deve dar suporte aos preços do milho, que já subiram 10% em dólar em Chicago”, explicam os analistas.
LEIA MAIS: Ibovespa pode alcançar até 142 mil pontos este ano, aponta EQI – veja os investimentos mais promissores para 2025, segundo a corretora
Leia Também
Bank of America reforça compra para SLC Agrícola (SLCE3)
“Na SLC Agrícola, reforçamos compra e vemos risco limitado para a mistura de safras e produtividade, dada a sólida execução e eficiência da empresa, que ainda sustentam forte crescimento dos lucros em 2025”, afirma o BofA.
Para os papéis SLCE3, o preço-alvo é de R$ 24 e potencial de alta de 36,13%.
Em relatório recente, o BTG Pactual também enfatizou a preferência pela ação da SLC, classificando o papel como “top pick”, ao lado de São Martinho (SMTO3), 3tentos (TTEN3) e JBS (JBSS3).
Com a estabilização dos preços dos grãos — com alta de médio prazo — juntamente com um real mais fraco, essas empresas apresentam uma forte combinação de potencial de crescimento, execução eficaz e balanços patrimoniais robustos, segundo analistas.
Para o BofA, os preços dos grãos “atingiram o fundo” no terceiro trimestre de 2024 e os analistas veem riscos de alta devido aos desenvolvimentos recentes nas safras no Brasil e nos EUA. Fora isso, o real mais fraco começou a pressionar os custos da ração no Brasil.
Por conta disso, o banco espera que as margens do frango comecem a cair gradualmente após atingir o pico em 2024, favorecendo a JBS (JBSS3) em relação à BRF (BRFS3) devido à sua diversificação.
Para as ações JBSS3, o banco tem recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 50 e potencial de alta de 40,29% sobre o fechamento anterior. Para BRFS3, no entanto a recomendação é neutra, com preço-alvo de R$ 29 e potencial de alta de 39,56%.
LEIA MAIS: Guia gratuito do BTG sobre a temporada de balanços – saiba os destaques das maiores empresas da bolsa no 4º tri de 2024
Para a XP Investimentos, toda rosa tem seu espinho
Em uma recente visita a Mato Grosso, os analistas da XP Investimentos observaram uma possível revisão para cima nas estimativas de produtividade da safra de soja no Brasil.
“Por outro lado, antecipamos que a SLC revisará positivamente suas expectativas de produtividade”, o que pode impulsionar as ações da empresa na bolsa, diz a XP.
No entanto, analistas destacam que, apesar do cenário favorável, esse aumento na produtividade pode não resultar necessariamente em bons resultados financeiros, uma vez que a pressão de oferta aumentada tende a gerar uma queda nos preços dos grãos.
O plantio de algodão se aproxima do prazo e milho depende de chuvas
Os analistas reforçam que o plantio da segunda safra de algodão está atrasado justamente por conta da colheita da soja no Mato Grosso. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), 53% da área 2024/25 foi semeada até 31 de janeiro.
Embora seja uma aceleração em relação aos 28% da semana anterior, ainda está bem abaixo dos 95% da última temporada e da média histórica de 72%.
“Acreditamos que esta seja uma semana crítica para o plantio de algodão, que historicamente atinge 80%-90% na primeira semana de fevereiro, e para a produtividade. O Brasil responde por 30% do comércio global de algodão”, dizem os analistas.
Já o plantio de milho segunda safra também está atrasado, com apenas 6,3% da área em Mato Grosso plantada até 31 de janeiro, contra 28,7% no ano passado e média de 22%.
O plantio historicamente deve ser concluído até a primeira semana de março.
“O plantio do milho ‘safrinha’ atrasou em 2/3 das temporadas em que o plantio da soja foi adiado. No entanto, o risco de queda na produtividade depende das chuvas no final do primeiro trimestre, início do segundo trimestre, que devem estar em linha com a média histórica, a partir de agora”.
*Com informações do Money Times
AQUISIÇÃO BILIONÁRIA
Itaú (ITUB4) desembolsa R$ 2,925 bilhões para comprar NeoSpace e fortalecer operação de inteligência artificial
26 de outubro de 2026 - 9:12AGORA VAI?
Oncoclínicas (ONCO3) avança em reestruturação e apresenta novo plano para renegociar R$ 5,7 bilhões em dívidas
23 de outubro de 2026 - 19:43MAIS UM RECORDE
Embraer (EMBJ3) tem novo recorde na carteira de pedidos, que totalizou US$ 35,7 bilhões no 3T26; veja os números
23 de outubro de 2026 - 16:48BARATA DEMAIS?
Petz Cobasi (AUAU3) quer recomprar até 17,6 milhões de ações; o que isso significa para o acionista?
23 de outubro de 2026 - 16:21Conteúdo Empiricus
A Warner vale US$ 110 bilhões? Entenda por que saber o preço justo da sua empresa pode fazer a diferença em uma negociação
23 de outubro de 2026 - 14:00DEPOIS DO RESULTADO....
Crédito sob pressão: CEO do Bradesco (BBDC4) defende qualidade da carteira, mas mercado teme perda de ritmo
23 de outubro de 2026 - 11:46BALANÇO
Lucro do Bradesco (BBDC4) sobe 14% no 3T26, a R$ 7,1 bilhões; calotes podem frear a virada?
22 de outubro de 2026 - 18:07NEGÓCIO EM ANDAMENTO
CSN (CSNA3): Agora vai? Venda da CSN Cimentos deve sair nas próximas 2 semanas, mas sem exclusividade, diz jornal
22 de outubro de 2026 - 17:58O QUE PESOU NO 3T26?
A conta chegou para a WEG (WEGE3): custos e tarifas dos EUA pressionam margens; veja o que diz a empresa
22 de outubro de 2026 - 17:18ALTA DE 22% EM DÓLAR
Petrobras (PETR4) supera gigantes globais e emplaca a maior valorização do setor em outubro. Além do petróleo, o que está por trás?
22 de outubro de 2026 - 16:42O QUE DIZEM OS ANALISTAS?
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
22 de outubro de 2026 - 14:22PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?