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O conselheiro Carlos Jacques, que havia pedido vistas do processo em 20 de agosto, liberou nesta quarta (3) seu voto pela aprovação integral da fusão

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) marcou para esta sexta-feira (5) uma sessão extraordinária para concluir o julgamento da fusão entre BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3), que pode resultar em uma companhia com receita anual de R$ 152 bilhões.
O caso é o único item na pauta da sessão, marcada para as 15h.
O conselheiro Carlos Jacques, que havia pedido vistas do processo em 20 de agosto, liberou nesta quarta (3) seu voto pela aprovação integral da fusão. Já há maioria formada nesse sentido no conselho.
O presidente interino do Cade, Gustavo Augusto Freitas de Lima, que também relata o caso, chegou a determinar a inclusão do caso na próxima sessão ordinária, de 17 de setembro.
O advogado da Marfrig, Victor Rufino, porém, pediu que fosse considerada a realização de uma sessão extraordinária para que a análise do caso seja concluída.
A operação foi aprovada sem restrições pela Superintendência Geral (SG), área técnica do órgão, mas o tribunal ainda precisava avaliar o recurso da Minerva (BEEF3), que entrou como terceira interessada, alegando alteração na estrutura de governança da BRF.
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Ontem (3), a Salic comunicou ao mercado que a empresa de investimentos do governo saudita vendeu sua posição em ações na BRF, mas comprou derivativos que representam a mesma fatia alienada.
A Salic afirmou no comunicado à BRF que a transação “aumenta a flexibilidade do portfólio e o gerenciamento de riscos, simplifica a execução e liquidação internacional e garante a neutralidade da governança durante e após o processo de fusão”.
A atuação cruzada da Salic era um ponto questionado pela Minerva ao Cade.
Os conselheiros do Cade haviam ponderado que poderia ser necessária uma nova análise do negócio considerando o eventual poder político da Salic na companhia combinada diante da participação da empresa saudita na Minerva. Agora, o problema parece estar caminhando para uma solução.
* Com informações de Estadão Conteúdo e Money Times
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