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A união das operações cria a maior rede pet do Brasil. Entenda os impactos, os “remédios” exigidos e a reação da concorrente Petlove
O mercado pet brasileiro acaba de ganhar um novo gigante. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a fusão entre Petz (PETZ3) e Cobasi, criando a maior rede de produtos e serviços para animais de estimação do Brasil e uma das maiores da América Latina.
A decisão, no entanto, veio acompanhada de condições: o Cade determinou a venda de 26 lojas em São Paulo, que representaram 3,3% do faturamento da companhia combinada nos últimos 12 meses.
Além disso, foi firmado um Acordo em Controle de Concentração (ACC) com um pacote comportamental considerado “duro”, embora sem detalhes divulgados.
O fechamento da operação ainda depende da verificação — ou eventual renúncia — de condições suspensivas pelos conselhos de administração da Petz e da Cobasi, além da definição da data oficial de conclusão, que não foi divulgada.
As ações da Petz chegaram a saltar 6% no Ibovespa após o anúncio desta tarde, sendo cotadas a R$ 4,42, antes de entrarem em leilão.
Em relatório, analistas do JP Morgan apontam que os acionistas da Petz devem receber cerca de R$ 0,70 por ação em dividendos da Cobasi, o que representa um rendimento aproximado de 16%, assim que a transação for concluída — prevista para antes do final do ano. Já a incorporação pela Cobasi deve ocorrer até 2 de janeiro de 2026.
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Apesar da visão positiva sobre o fechamento do processo, a recomendação do banco para as ações da Petz permanece “neutra”.
Petlove contra a fusão
A concorrente Petlove se posicionou contra a operação, alegando que a nova empresa será 30 vezes maior que o terceiro colocado do mercado, o que poderia comprometer a concorrência e prejudicar os consumidores.
Na véspera da decisão, a Petlove chegou a protocolar uma petição no Cade afirmando que a venda de até 28 lojas seria um remédio “claramente inefetivo”.
Apesar disso, o Cade destacou que há interesse de compra das lojas por outras empresas, incluindo a própria Petlove. Vale lembrar que a atuação da concorrente é mais forte no e-commerce, com poucas lojas físicas.
*Com informações da Reuters e do Money Times
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