Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

ENTREVISTA EXCLUSIVA

C&A com preço de Zara? CEO refuta críticas e detalha estratégia por trás do valor na etiqueta: “tudo é relativo”

Em entrevista ao Seu Dinheiro, CEO da C&A, Paulo Correa, defende a estratégia de precificação da marca, que visa tornar a moda acessível a diferentes perfis de consumidores, com foco na personalização e adaptação às realidades regionais e climáticas do Brasil

Bia Azevedo
Bia Azevedo
21 de julho de 2025
6:30 - atualizado às 22:52
Paulo Correa, CEO da C&A, diante de uma arara de roupas na loja
Imagem: Divulgação

Ouvir que a “C&A está com preço de Zara” virou uma reclamação comum que começou nas redes sociais e se alastrou entre os consumidores de fast fashion pelo boca a boca. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ela não é a única a sofrer com esse comentário. Os preços das Lojas Renner (LREN3), por exemplo, também são frequentemente comparados com os da marca espanhola — vista como um certo luxo aqui no Brasil, apesar de a realidade ser diferente no exterior.

Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, o CEO da C&A (CEAB3), Paulo Correa, rebateu essas críticas e contou sobre a estratégia de precificação da marca.

“A gente tem um posicionamento, a C&A é um player democrático. A gente quer tornar a moda acessível e isso às vezes significa que um casaco que custaria cerca de R$ 3 mil em outro lugar, você encontra com uma super percepção de qualidade na nossa loja por R$ 300. Então tudo é relativo”, afirma.

O preço é relativo — e isso faz parte do plano

O CEO conta que o foco é o consumidor que frequenta as lojas e isso varia de acordo com a localidade do ponto. Até porque a marca também chama atenção no Brasil pela distribuição geográfica das filiais da rede, pela presença em localidades de alta, média e baixa renda ao redor do país. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na cidade de São Paulo, por exemplo, há pontos de venda em shoppings de diferentes perfis: no Iguatemi, localizado na Avenida Faria Lima, um bairro de alto poder aquisitivo; no Eldorado ou Morumbi, que atende predominantemente a classe média; e no de Itaquera, em um bairro de menor poder aquisitivo, com um público de renda mais baixa.

Leia Também

E isso não acontece por acaso. A presença em todo canto é parte da missão de trazer o melhor da moda ao público com um custo econômico razoável. 

“O público que frequenta as lojas de Itaquera e do Morumbi apresenta diferenças, mas também tem semelhanças. Muitas vezes, a pessoa mora em Itaquera, trabalha no Morumbi e acaba indo à loja do Morumbi durante a semana, enquanto visita a do seu bairro no fim de semana”, destaca Correa. 

Ele diz que a companhia trabalha com uma amplitude de coleções e as características demográficas de cada região determinam quais vão para cada uma das lojas físicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso é fruto da estratégia focada no consumidor que tem sido um dos grandes impulsionadores das ações. Você pode conferir mais detalhes sobre o desempenho da C&A na bolsa nesta outra parte da conversa com o executivo, basta clicar aqui.

No centro disso, está a inteligência de dados. A intenção, segundo o executivo, é criar a “C&A dos sonhos” nas diferentes regiões em que a marca está presente fisicamente ao redor do Brasil. Quem não tem sua C&A favorita, afinal?

"Nosso objetivo, por meio da coleta de dados, é fazer com que o consumidor se sinta em sua própria C&A ao entrar em qualquer uma das unidades. Queremos que cada pessoa, em cada região, se sinta encantada pelas peças, como se tudo ali tivesse sido feito para ela. E isso independentemente dos rótulos de preço, entende?", enfatiza Correa.

Assim, a estratégia de preços e o sortimento variam conforme a unidade, tudo baseado nas informações dos clientes. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Correa diz que as diferenças regionais no Brasil também são muito fortes. “Em Porto Alegre está fazendo 4°C nessa época do ano, enquanto em Belém está fazendo 30°C. Então, o sortimento tem que ser diferente. Não posso colocar a mesma C&A nessas duas lojas. Então para mim essa é a beleza da tecnologia”.

E a lógica é a mesma na hora de colocar a etiqueta nos produtos. “O foco é no consumidor que frequenta aquela loja. O que cabe no bolso daquele consumidor”. 

C&A com preço de Zara? 

De acordo com um estudo do BTG Pactual, que comparou os preços de uma cesta de produtos das varejistas locais, os valores da C&A aumentaram cerca de 12% de janeiro a junho deste ano. Essa foi a maior variação registrada no estudo. 

Em outras palavras, foi o player que mais subiu os preços, segundo o relatório. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, a Zara continua como a opção mais cara no segmento, mesmo com alta de “apenas” 1% desde o começo de 2025.

No último mês, o índice de preços de vestuário da XP mostrou que a Renner permanece como a alternativa mais acessível para produtos de entrada, embora a C&A seja a mais barata em produtos de maior valor — ou seja, de maior qualidade.

Segundo a XP, a C&A se destacou entre os concorrentes em junho, ao aumentar para 54% a proporção de produtos com desconto, um avanço de 14 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Além disso, o desconto médio subiu para 38%, refletindo um aumento de 15 pontos percentuais mês a mês.

Como a C&A está se adaptando às mudanças climáticas?

Outro fator determinante na hora de a empresa pensar nas coleções é o clima. Para o varejo fast fashion, a previsibilidade é importante nesse sentido para produzir as peças necessárias para cada momento do ano. No entanto, as mudanças climáticas têm alterado as regras do jogo, mudando a dinâmica clássica das estações. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tem anos com verões mais longos e escaldantes… ou invernos mais demorados. Chuvas, secas e assim por diante. Como forma de endereçar esse problema, Correa conta que a C&A está apostando em peças versáteis que possam se encaixar em várias temperaturas, por exemplo.

“Então, se é um vestido e estamos no inverno, você pode colocar um casaquinho por cima, e está pronta para sair, para trabalhar ou para o happy hour no final do dia", diz. 

Essa flexibilidade é a base das histórias que a marca está criando para seus consumidores.

“Eu preciso construir a solução e deixar a solução disponível para o nosso consumidor. Independentemente se em determinado momento está mais frio ou calor”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RESULTADO EMAGRECEU

Assaí (ASAI3) tem lucro 47% menor no 1T26, com queda no preço de arroz e feijão e canetas emagrecedoras; o que fazer com as ações agora?

28 de abril de 2026 - 11:45

Os resultados mostram que o cenário de consumo ainda está frágil, com juros altos e endividamento das famílias

TERMÔMETRO DO BALANÇO

Santander (SANB11) vai testar paciência do investidor? Banco dá a largada dos balanços do 1T26; descubra o que esperar do resultado

28 de abril de 2026 - 11:33

Mercado espera resultado mais fraco, com foco nos sinais de evolução da inadimplência e da qualidade de ativos. Veja o que dizem os analistas

Conteúdo BTG Pactual

BTG Pactual fortalece atuação no agro durante Agrishow 2026; confira

28 de abril de 2026 - 11:00

Com foco em crédito e soluções financeiras para investimentos em estrutura e maquinário, o BTG Pactual se posiciona como banco parceiro na Agrishow 2026

BALANÇO

Lucro da Gerdau (GGBR4) salta para R$ 1 bilhão no 1T26, enquanto guerra já começa a pesar na conta. O que fazer com as ações agora?

28 de abril de 2026 - 10:13

Companhia entrega balanço robusto em meio a cenário global mais apertado para o aço; veja os principais destaques do resultado e o que dizem os analistas

PROJEÇÕES REVISADAS

O minério de ferro vai dar uma trégua? A aposta do mercado para os números da Vale (VALE3) no primeiro trimestre de 2026

28 de abril de 2026 - 6:59

Mesmo com queda trimestral esperada, projeções indicam Ebitda acima de US$ 4 bilhões, impulsionado por metais básicos

O BRILHO DO AÇO

Gerdau (GGBR4) decide abrir o cofre e distribuir R$ 354 milhões em dividendos; Metalúrgica Gerdau (GOAU4) recomprará ações

27 de abril de 2026 - 19:57

A Metalúrgica Gerdau também anunciou nesta segunda-feira (27) o repasse de R$ 105,9 milhões (R$ 0,08 por ação) aos acionistas, com pagamento agendado para o dia 10 de junho

PIZZA FATIADA

O ‘milagre’ da multiplicação na Sabesp (SBSP3): uma ação pode virar cinco; entenda se o acionista ganha mais com isso 

27 de abril de 2026 - 19:44

A empresa de saneamento de São Paulo vota nesta terça-feira (28) o desdobramento de seus papéis, e o Seu Dinheiro conta como funciona o ajuste de preço, as datas de corte e o impacto para quem já tem SBSP3 na carteira

TCHAU, SÓCIOS

A estratégia da Petrobras para dominar o pré-sal de Jubarte por quase US$ 1 bilhão

27 de abril de 2026 - 19:06

Ao tirar Shell, ONGC e Brava do Campo de Argonauta, a estatal elimina as burocracias de negociação, simplifica a gestão e encerra processos de equalização que costumam dar dor de cabeça (e tomar tempo) para as petroleiras

TEM MAIS PELA FRENTE?

O ‘apagão chinês’ que está forjando a virada da Usiminas (USIM5) — ação ainda pode saltar 30%

27 de abril de 2026 - 17:13

Para analistas do UBS BB, tarifas antidumping contra a China e preços mais altos podem destravar valor para USIM5; Morgan Stanley está menos otimista

NEM LUXO, NEM BÁSICO

Santander (SANB11) vai à caça da média alta renda: banco quer levar cliente ‘do meio do caminho’ ao topo — e dobrar o Select até 2028

27 de abril de 2026 - 15:48

Com novo programa de recompensas e benefícios, banco quer fisgar cliente que fica no meio do caminho entre varejo e private, afirmou Thiago Mendonça ao Seu Dinheiro; veja a estratégia

INVESTIR PARA CRESCER

Nubank (ROXO34) anuncia investimentos de R$ 45 bilhões no Brasil em 2026; para onde irá este dinheiro?

27 de abril de 2026 - 13:15

Enquanto o Nubank avança em seus investimentos, o mercado aguarda os resultados para entender se essa expansão virá acompanhada de mais riscos

ALTA RENDA NO RADAR

Na rota do luxo entre Brasil e Miami: JHSF (JHSF3) compra operação de aviação executiva nos EUA e reforça ambições internacionais

27 de abril de 2026 - 12:01

A Embassair oferece uma plataforma completa de serviços para a aviação executiva, incluindo abastecimento de aeronaves e atendimento a passageiros, com operação 24 horas por dia

AÇÕES COMO GARANTIA

Do grupo Mover ao Bradesco BBI: acionistas da Motiva (MOTV3) vendem participação para pagar dívida bilionária

27 de abril de 2026 - 10:57

A companhia tem 37 concessões em rodovias, aeroportos e trilhos e pode mudar de mãos para pagar dívida entre Bradesco e Grupo Mover

NEGOCIAÇÕES ACALORADAS

O nó da Raízen (RAIZ4): empresa faz nova proposta aos credores, mas bate o pé para manter Ometto no comando, diz jornal

27 de abril de 2026 - 10:01

A companhia tenta levantar até R$ 5 bilhões em novo capital e negocia alternativas com credores, que pressionam por mudanças na governança e discutem conversão de dívida em participação acionária

SAI LATACHE, ENTRA MAK

Oncoclínicas (ONCO3): sócio da Latache renuncia aos cargos de vice-presidente, CFO e diretor de RI

27 de abril de 2026 - 9:28

A empresa teve três CFOs em menos de três meses. Camille Loyo Faria, ex-Americanas e ex-Oi, durou pouco mais de um mês no cargo, e deu espaço à Vieira, agora substituído por Quintino

PRÉVIA DOS BALANÇOS

Itaú (ITUB4) vai ser o grande destaque da safra do 1T26 ou o Bradesco (BBDC4) encosta? O que esperar dos balanços dos bancos

27 de abril de 2026 - 6:11

Inadimplência, provisões e pressão no lucro devem dominar os balanços do 1T26; veja o que esperar dos resultados dos grandes bancos

DE OLHO NA AGENDA

Temporada de balanços ganha força: Vale (VALE3), Santander (SANB11) e WEG (WEGE3) divulgam resultados; veja o calendário da semana

26 de abril de 2026 - 16:42

Bancos e indústria chegam com projeções otimistas para o 1T26, enquanto o mercado monitora sinais sobre demanda e rentabilidade

REGRAS DO MERCADO

Por que a Ecopetrol não precisa fechar o capital da Brava Energia (BRAV3)?

25 de abril de 2026 - 16:02

As partes envolvidas, Ecopetrol e demais acionistas, estruturaram a operação como formação de controle, e não como transferência de controle

FUSÕES

Sabesp (SBSP3) avalia transformar a EMAE em uma subsidiária integral

25 de abril de 2026 - 14:25

A Sabesp afirmou que avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE por meio de uma relação de troca

COMPRA OU VENDA?

Rali do Bradesco (BBDC4) impressiona, mas XP mantém pé no freio e prefere ficar de fora

25 de abril de 2026 - 12:45

Mesmo com execução melhor que o esperado e recuperação operacional em curso, analistas avaliam que juros altos, competição e upside limitado justificam recomendação neutra para BBDC4

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia