Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bruna Charifker Vogel

Bruna Charifker Vogel

Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo/USP e mestre em Estudos Latino Americanos e Caribenhos pela New York University/NYU, é redatora do Seu Dinheiro. Com mais de 15 anos de experiência em análise, fortalecimento e desenvolvimento de políticas públicas no Brasil e nos Estados Unidos, fez transição de carreira para o mercado financeiro, atuando nas áreas de comunicação interna, DEI, T&D, employer branding e cultura organizacional.

TÁ BOM, MAS TÁ RUIM

Brasil sobe no ranking global de relatórios ESG, mas risco climático é abordado de forma superficial

Estudo da KPMG mostra que 93% das grandes empresas brasileiras publicam práticas e resultados ESG, mas enfrentam desafios em termos qualitativos

Bruna Charifker Vogel
Bruna Charifker Vogel
3 de abril de 2025
9:07 - atualizado às 17:47
Ranking KPMG sustentabilidade
Brasil sobe para o 19º lugar no ranking global de países com maior percentual de empresas publicando relatórios de sustentabilidade - Imagem: iStock/jittawit.21 -

As empresas brasileiras têm avançado na divulgação de relatórios de sustentabilidade em termos quantitativos, impulsionadas por novas regulamentações e pelo crescente interesse de investidores e consumidores. No entanto, ainda enfrentam desafios na transparência sobre riscos climáticos, conforme aponta o estudo Rumo à Obrigatoriedade dos Relatórios de Sustentabilidade, da KPMG, divulgado nesta semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil subiu do 27º para o 19º lugar no ranking global de países com maior percentual de empresas publicando relatórios de sustentabilidade. Atualmente, 93% das grandes companhias brasileiras divulgam suas práticas e resultados ESG, um aumento de 7 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.

Esse crescimento coloca o Brasil como o segundo país da América Latina, atrás apenas do Chile (96%), e à frente de nações desenvolvidas como Nova Zelândia, Portugal e Suíça. O estudo da KPMG mostra ainda que 89% das empresas brasileiras analisadas publicam metas de redução de emissões de carbono.

A pesquisa da KPMG, realizada a cada 2 anos, analisa as 250 maiores empresas por receita no mundo, de acordo com o ranking da Global Fortune 500, e as 100 maiores companhias de seus respectivos países, territórios e jurisdições. Os relatórios publicados entre julho de 2023 e junho de 2024 foram a principal fonte de dados utilizada no estudo mais recente.

Regulamentação impulsiona transparência

De acordo com o estudo, a crescente adoção de relatórios de sustentabilidade no Brasil está diretamente ligada às novas diretrizes regulatórias, tais como:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Resolução 193/2023 da CVM: Exige que empresas listadas divulguem relatórios financeiros sobre sustentabilidade alinhados ao padrão internacional do International Sustainability Standards Board (ISSB).
  • Circular 666 da SUSEP: Obriga seguradoras, empresas de previdência complementar e resseguradoras a adotar exigências de sustentabilidade.

O relatório cita ainda a criação da TNFD (Força-tarefa sobre divulgações financeiras relacionadas à natureza) em 2023 como outro fator impulsionador desse progresso, fornecendo diretrizes específicas para a identificação, avaliação e relato de riscos e oportunidades relacionados à natureza.

Leia Também

“À medida que o reporte obrigatório de relatórios de sustentabilidade se expande e se intensifica, o mesmo acontece com a gama de produtos e soluções de sustentabilidade, incentivos, meios de financiamento climático e tecnologias de ponta que nos ajudarão a descarbonizar e a modernizar”, afirma John McCalla-Leacy, sócio-líder global de ESG na KPMG.

Risco climático ainda é abordado de forma superficial

Apesar dos avanços, a qualidade das informações compartilhadas sobre riscos climáticos ainda é um desafio. O estudo da KPMG mostra que o número de empresas no Brasil que reconhecem as mudanças climáticas como um risco para os negócios caiu 23 pontos percentuais desde o último levantamento, passando de 75% para 52%. 

Esse recuo no reconhecimento dos riscos climáticos foi o maior entre os países da América Latina, seguido pelo Uruguai (-15%), Peru (-4%) e Colômbia (-2%). No topo do ranking da KPMG estão Venezuela (90%) e Chile (79%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com o relatório, a falta de uma compreensão clara dos riscos das mudanças climáticas é evidente nesse cenário. Uma análise detalhada revela que algumas empresas que reportaram informações sobre riscos climáticos em 2022, por exemplo, não o fizeram em 2024. Além disso, a análise de 2024 foi expandida para incluir se os riscos estão integrados nas metas e métricas da matriz de riscos.

Materialidade e biodiversidade ganham relevância

A adoção da dupla materialidade, conceito da Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa (CSRD) da União Europeia, está crescendo entre as empresas brasileiras. O estudo da KPMG mostra que 92% das companhias já utilizam uma matriz de materialidade, superando a média global de 80%.

Outro ponto de destaque na pesquisa é a crescente percepção sobre a perda de biodiversidade como um risco significativo para os negócios: 76% das empresas brasileiras analisadas já reconhecem esse impacto, um aumento de 8% em relação ao estudo anterior. No entanto, poucas adotam ações concretas para mitigar esses riscos.

O estudo pontua que a COP15, realizada em 2022, aumentou a relevância da questão da biodiversidade ao estabelecer metas globais para a proteção de ecossistemas. Com o crescente reconhecimento da perda de biodiversidade como um risco material para os negócios e os investimentos, as empresas são incentivadas a incorporar a biodiversidade em suas estratégias ESG e relatórios de sustentabilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações do Um Só Planeta/Globo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REAÇÃO AO BALANÇO

Banco Inter desaba em NY após balanço do 1T26: ação chega a cair mais de 14% — o que assustou o mercado?

7 de maio de 2026 - 16:46

Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje

É SÓ O COMEÇO

JP Morgan deu veredito de compra para a Natura (NATU3) após alta de quase 50% em 2026. Quanto é possível lucrar agora?

7 de maio de 2026 - 16:06

Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir

TECNOLOGIA NA BOLSA

Nem o medo da IA segurou: Totvs (TOTS3) sobe na bolsa após balanço forte; veja o que dizem os analistas

7 de maio de 2026 - 14:33

Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx

NO SHAPE

Smart Fit (SMFT3) puxa ferro no 1T26: lucro salta 47%, e ações sobem forte na bolsa — veja se ainda dá tempo de entrar

7 de maio de 2026 - 12:14

Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil

COM ENERGIA RENOVADA

Axia (AXIA3) prepara sucessão do CEO Ivan Monteiro; e agora, quais serão os desafios do novo líder da elétrica?

7 de maio de 2026 - 12:03

O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras

REAÇÃO AO RESULTADO

Nem o lucro acima do esperado salva o Bradesco (BBDC4) na bolsa hoje, e ação cai forte na B3. Mercado ainda não comprou a virada?  

7 de maio de 2026 - 11:30

Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas

1T26 À PROVA

“Isso não é piora de risco”, diz CEO do Bradesco (BBDC4) após salto nas provisões do 1T26; desafio agora é convencer o mercado

7 de maio de 2026 - 10:55

Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) segue movendo céus e terra para crescer: no 1T26, vendas devem subir forte, enquanto lucro não acompanha

7 de maio de 2026 - 10:33

Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26

ENTREVISTA EXCLUSIVA

‘30% de ROE é atingível’: CFO do Inter afirma estar ‘mais convencido do que nunca’ no plano 60-30-30 — mas relógio da rentabilidade segue correndo

7 de maio de 2026 - 8:07

Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027

QUAL O FOCO AGORA

“2026 ainda é um ano muito incerto”, diz CFO da Espaçolaser; veja como foi o resultado no 1T26, e como empresa trará retorno ao acionista

6 de maio de 2026 - 20:47

“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro

SD ENTREVISTA

Nem o “trimestre mais fraco” segurou a Mater Dei (MATD3): lucro salta quase 80% no 1T26 e CEO aposta em virada das ações

6 de maio de 2026 - 20:07

Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço

BALANÇO 1T26

Ânima (ANIM3) sente as dores e delícias das novas regras do EaD, mas CEO crava: ‘mais positivo do que negativo’; veja destaques do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:10

A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período

BALANÇO

Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro recorde de R$ 156 milhões e VGV sobe 255%; CEO revela o motor dos números do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:03

Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa

RESULTADO

Bradesco (BBDC4): lucro de R$ 6,8 bilhões no 1T26 mostra que a recuperação está de pé — dá para acelerar?

6 de maio de 2026 - 18:03

Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço

DE VOLTA À VITRINE

O pior ficou para trás? Lucro da C&A (CEAB3) dispara mais de 200% no 1T26, e ação lidera altas do Ibovespa

6 de maio de 2026 - 14:07

Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação

PRÉVIA DOS RESULTADOS

O duelo dos bancos digitais ficou mais difícil: Inter e Nubank encaram novo teste em 2026; veja o que esperar dos balanços do 1T26

6 de maio de 2026 - 13:12

Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?

REAÇÃO AO BALANÇO

O ‘efeito Itaú’: o que fez um bom balanço virar gatilho de queda para as ações ITUB4 no 1T26

6 de maio de 2026 - 12:07

Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado

A FÓRMULA DO ITAÚ

Itaú (ITUB4) dribla inadimplência outra vez — e CEO revela o ‘segredo’ para crescer sem perder a mão no crédito em 2026

6 de maio de 2026 - 11:08

Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

GPA (PCAR3) pode respirar aliviado: varejista aprova renegociação de dívidas, mas há um risco para os acionistas no futuro

6 de maio de 2026 - 9:46

Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro

TERMÔMETRO DO RESULTADO

Bradesco (BBDC4) vira o jogo? Banco entra no 1T26 como a aposta da vez — e analistas revelam se vale a pena comprar as ações

6 de maio de 2026 - 7:22

Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia