Bradesco BBI pode se tornar um dos maiores acionistas da CCR (CCRO3) — e tudo por causa das dívidas do Grupo Mover
O banco pode se tornar um dos maiores acionistas da companhia de infraestrutura ao assumir quase toda a participação do Mover, um dos principais investidores da empresa

Em breve, um novo nome deve assumir lugar de destaque no quadro acionário da CCR (CCRO3).
O Bradesco BBI pode se tornar um dos maiores acionistas da companhia de infraestrutura ao assumir quase toda a participação do Grupo Mover, um dos principais investidores da empresa, com 14,86% do total de ações.
Pelo menos, é o que deseja o banco após a inadimplência do Mover (antiga Camargo Corrêa) diante das dívidas bilionárias.
Vale destacar que o banco é um dos principais credores do grupo, que entrou em recuperação judicial no início de dezembro, junto à sua controlada Intercement.
O pedido de recuperação judicial da segunda maior produtora do de cimento do Brasil mostrava dívidas com credores externos somadas de R$ 14,2 bilhões, sendo R$ 6,3 bilhões em debêntures, R$ 3,5 bilhões em bonds emitidos no exterior e em torno de R$ 3,1 bilhões em débitos com o Bradesco.
O banco tem as ações da CCR como garantia de dívidas da Mover e da Intercement.
Leia Também
Por que o Bradesco BBI quer assumir ações da CCR (CCRO3) — e o que diz o grupo Mover
Em carta enviada pelo banco, a instituição afirma que, devido ao “alegado inadimplemento de contratos” com as sociedades Mover Participações, a Sucea Participações e a Sincro Participações, todas em recuperação judicial, ela estaria autorizada a assumir o controle da propriedade fiduciária sobre 281.567.041 ações CCRO3 detidas pelo Grupo Mover.
A cifra corresponde a 13,9% do capital social da CCR atualmente.
O Bradesco BBI já pediu ao agente escriturador da empresa que dê início aos trâmites necessários para a consolidação das ações.
O banco também notificou os demais investidores que assinaram o acordo de acionistas da CCR para caso eles eventualmente desejem exercer o direito de preferência.
O Mover, por sua vez, questiona o pedido do banco. Em recuperação judicial, a companhia diz que a consolidação da propriedade das ações não pode acontecer por quatro motivos principais.
O primeiro deles tem a ver justamente com a origem das dívidas detidas pelo Bradesco BBI.
Segundo o Mover, os créditos de titularidade do banco são quirografários e sujeitos à recuperação judicial. Isso significa que os valores não poderiam ser pagos fora dos termos do plano de reestruturação de dívidas com credores, que ainda deve ser apresentado.
O grupo, em recuperação judicial, também alega que o Bradesco BBI:
- Não teria uma procuração válida e vigente para representar o Grupo Mover;
- Não teria comprovado as autorizações de autoridades reguladoras necessárias para a transferência de quaisquer ações detidas pelas controladoras da companhia; e
- Não possuiria legitimidade para notificar os acionistas do bloco de controle da CCR para o exercício do direito de preferência.
Conteúdo Empiricus
Apesar da adoção crescente da inteligência artificial, 41% das empresas ainda apresentam dificuldades na integração com agentes de IA
24 de setembro de 2026 - 14:00NO BOLSO
Yduqs (YDUQ3) anuncia dividendos de R$ 750 milhões após fusão com a Afya, mas presente da dona da Estácio ao acionista pode ser ainda maior, diz JP Morgan
24 de setembro de 2026 - 13:45VENDE BRKM5, RECEBE DÍVIDA
OPA da Braskem (BRKM5) com data marcada: vale a pena trocar as ações pelo que o novo controlador oferece?
24 de setembro de 2026 - 12:32MAIS DE R$ 9 BILHÕES EM RECEITA
Yduqs (YDUQ3), dona da Estácio, anuncia fusão com a Afya e cria gigante em educação médica no Brasil; veja quanto cai no seu bolso
24 de setembro de 2026 - 9:02ALÉM DA PRIVATIZAÇÃO
Privatização da Copasa (CSMG3) chama atenção do mercado, mas Bradesco BBI tem ainda mais motivos para apostar em alta de mais de 38% para a ação
23 de setembro de 2026 - 16:21O PREÇO DA “GENEROSIDADE”
Petrobras (PETR4) caminha para um dos maiores dividendos do mundo. A ação ficou cara demais para comprar agora?
23 de setembro de 2026 - 14:25NOVO FILÃO DE CRESCIMENTO
Maior alta do Ibovespa hoje: Magazine Luiza (MGLU3) sobe na bolsa após decisão de agência do governo; entenda o que mexe com a varejista
23 de setembro de 2026 - 13:58GOVERNANÇA CORPORATIVA
O conselheiro é independente mesmo? Indicação pelo controlador é comum; saiba quando ela vira um problema para a empresa
23 de setembro de 2026 - 12:33SOB PRESSÃO
Braskem (BRKM5) vira campo de batalha: MP questiona processo e credores exigem que Petrobras (PETR4) e IG4 paguem parte da conta
23 de setembro de 2026 - 11:35PROVENTOS
Mais de R$ 600 milhões aos acionistas: confira quem tem direito a receber o JCP da Localiza (RENT4)
22 de setembro de 2026 - 19:27TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
22 de setembro de 2026 - 17:03UM BOM NEGÓCIO?
Santander quer comprar seu papel SANB11 — mas o que o minoritário ganha ao trocar as ações por BDRs?
22 de setembro de 2026 - 14:16EXPANSÃO
Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
22 de setembro de 2026 - 14:01ABRE E FECHA
JBS (JBSS32) fecha capital e J&F quer ser aberta no Brasil: o que muda para o investidor em ações e debêntures na B3
22 de setembro de 2026 - 11:43DE A PARA B
Entre JBS e J&F: o xadrez financeiro dos irmãos Batista na B3
21 de setembro de 2026 - 19:37PREPAREM O BOLSO
Dividendos e JCP: empresas anunciam mais de R$ 600 milhões aos acionistas; saiba quem paga e quando receber
21 de setembro de 2026 - 19:13SINERGIAS
Fusão com a Afya pode turbinar lucro da Yduqs (YDUQ3) e deixar ação mais barata, segundo Itaú BBA; veja o possível prêmio
21 de setembro de 2026 - 17:41A PENEIRA DOS BANCÕES
Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil: BofA escolhe seu favorito na B3 — e deixa uma ação de escanteio
21 de setembro de 2026 - 15:57ALÉM DAS FRONTEIRAS
Petrobras acena com descobertas de gás na Colômbia. Aonde a estatal quer chegar?
21 de setembro de 2026 - 14:04ACESSO AO MERCADO DE CAPITAIS