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POR DENTRO DA OPERAÇÃO

A emissão de US$ 2 bilhões em títulos globais da Petrobras (PETR4) é um risco para o investidor?

Os bonds com vencimento em 10 de setembro de 2030 terão taxa de retorno ao investidor é de 5,350% ao ano. Já para os bonds com vencimento em 10 de janeiro de 2036, a remuneração é de 6,550% ao ano.

Fachada de prédio da Petrobras (PETR4)
Fachada de prédio da Petrobras (PETR4) - Imagem: iStock

A Petrobras (PETR4) anunciou na noite de quarta-feira (3) a precificação de duas novas séries de títulos que vai emitir no mercado internacional, confirmando um volume total de US$ 2 bilhões. A operação, que será feita por meio da subsidiária integral Petrobras Global Finance, é um risco para o investidor da estatal?

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Segundo a Moody´s, não. A agência de classificação de risco atribuiu nota Ba1 para a emissão, uma nota que reflete as fortes métricas de crédito da Petrobras e o histórico de melhorias operacionais e financeiras.

"Mesmo sendo uma entidade governamental, a probabilidade de a Petrobras entrar em default em decorrência de dificuldades financeiras soberanas é baixa, devido às suas sólidas métricas financeiras e estrutura de capital; à sua baixa dependência de fontes de financiamento domésticas; à sua limitada exposição ao risco cambial, devido à baixa participação no negócio de refino; e ao fato de cerca de 30% de suas vendas serem relacionadas a exportações", diz a Moody´s em nota.

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Apesar dos pontos positivos, a agência alerta: o rating da estatal é limitado pela exposição a potenciais mudanças de política monetária e pelo risco de interferência do governo nas decisões de negócios.

Por dentro da emissão bilionária da Petrobras

Na operação anunciada pela Petrobras, os bonds com vencimento em 10 de setembro de 2030 terão taxa de retorno ao investidor é de 5,350% ao ano. Já para os bonds com vencimento em 10 de janeiro de 2036, a remuneração é de 6,550% ao ano.

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A oferta foi registrada na SEC (U.S. Securities and Exchange Commission) e conta com a garantia total e incondicional da Petrobras. Ainda segundo a estatal, os recursos líquidos da venda dos títulos serão usados para fins corporativos gerais.

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A operação está sendo conduzida pelos bancos BBVA Securities, Citigroup, Deutsche Bank, Itaú BBA, Santander e UBS Investment Bank.

Prioridade da Petrobras: redução da alavancagem

A redução da alavancagem tem sido uma prioridade para a Petrobras há vários anos: a meta de dívida bruta da estatal, incluindo arrendamentos, mas não passivos de pensão, era de US$ 60 bilhões a ser atingida até o final de 2022, mas foi alcançada no terceiro trimestre de 2020.

Em 2024, com o objetivo de proporcionar mais flexibilidade na gestão de caixa, a estatal revisou seu teto de dívida para US$ 75 bilhões. Em junho de 2025, a dívida da empresa atingiu US$ 68,1 bilhões, e a Petrobras planeja estabilizá-la em US$ 65 bilhões.

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"A Petrobras atingiu sua meta antes do previsto, aumentando a eficiência operacional por meio de iniciativas de redução de custos e reduzindo e adiando os planos de investimento de capital durante a pandemia, em 2020, auxiliada pelos preços mais altos do petróleo bruto em 2021 e vendas de ativos", diz a Moody´s.

A alavancagem caiu para 1,8x nos 12 meses encerrados em junho de 2025, de 3,3x em 2020, apoiada por margens de refino, controle de custos e vendas de ativos. "Esperamos que a alavancagem permaneça relativamente estável em 2025, mesmo com a emissão proposta".

*CORREÇÃO: A emissão da Petrobras foi de 2 bilhões de dólares, e não é 2 bilhões de reais, como indicado originalmente no título. A matéria também foi atualizada para indicar que o relatório da Moody's avalia o risco para o investidor dos títulos

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