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Comparada a outros pares na bolsa avaliados pelo banco suíça, a corretora só perde para o Itaú Unibanco em termos de oportunidade e preço

O investidor, comumente, procura pechinchas na bolsa em busca de bons retornos. Se este é o seu caso, o UBS BB tem uma recomendação: comprar XP. Segundo o banco suíço, as ações da corretora estão baratas e vale a pena ter na carteira neste momento.
Por essa razão, o UBS BB melhorou a recomendação da XP de neutro para compra e cortou o preço-alvo dos papéis cotados em Nova York de US$ 19 para US$ 16 em 12 meses — o que representa um potencial de valorização de 31% em relação ao último fechamento.
Por volta de 11h55, as ações a XP em Nova York subiam 2,87%, cotadas a US$ 12,55. Na B3, os papéis operavam em alta de 3,20%, cotados a R$ 73,81.
Segundo o banco, o valuation da XP mais do que incorporou as difíceis premissas macroeconômicas brasileiras. “As ações caíram cerca de 52% (em dólares) nos últimos 12 meses”, dizem os analistas Thiago Batista, Olavo Arthuzo e Beatriz Shinye.
Sobre a redução do preço-alvo, o UBS BB afirma decorrer de uma combinação do câmbio mais desvalorizado do que a estimativa do banco, uma presunção de Certificado de Operações Estruturadas (COE) mais alto e projeções de ganhos mais baixos.
Nos cálculos do UBS BB, a ação da XP é negociada com múltiplo de 8,2 vezes o preço sobre o lucro (P/E) para 2025, perto das mínimas históricas — o que, segundo o banco, é barato em comparação com a média de 15x dos pares internacionais (plataformas de investimento internacionais, bancos de investimento e gestores de ativos).
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Além disso, a avaliação da XP é mais barata do que a de pares locais: o P/E médio estimado para 2025 de B3, BTG Pactual e Itaú Unibanco é de 9,0x — apenas o Itaú, segundo o UBS BB, está sendo negociado com algum desconto em relação à XP.
O UBS BB ressalta ainda que a XP é mais leve em ativos quando comparada aos pares locais e bancos tradicionais, e o risco de crédito ainda é muito menor — o que deve resultar em um prêmio.
“Vemos a estratégia recente de expansão positiva para B2C, pois achamos que isso poderia ajudar a XP a controlar a alocação de investimentos e melhorar a experiência do consumidor”, dizem os analistas do banco.
A estimativa de lucro do UBS BB para a XP em 2026 é de R$ 5,5 bilhões, ligeiramente abaixo do consenso de R$ 5,6 bilhões e na extremidade inferior dos lucros implícitos pelo guidance da corretora — R$ 5,5 bilhões a 7,4 bilhões, assumindo uma taxa de imposto de 15%.
A orientação da XP para 2026 aponta para uma receita bruta de R$ 22,8 bilhões a 26,6 bilhões e uma margem EBT de 30-34%. O consenso espera uma receita bruta de R$ 23,1 bilhões e lucros de R$ 5,6 bilhões em 2026, ambos na extremidade inferior do guidance da XP.
“Embora nossas estimativas estejam atingindo a faixa baixa da orientação, notamos que o mercado está precificando um crescimento menor dos lucros”, diz o UBS BB.
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