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Os alvos da operação são suspeitos de integrarem uma organização criminosa e de praticarem crimes contra a ordem econômica e tributária e lavagem de dinheiro

Policiais civis, militares e outras autoridades deflagram, na manhã desta quinta-feira (27), uma megaoperação contra 190 alvos ligados ao Grupo Refit, dono da antiga refinaria de Maguinhos, no Rio de Janeiro, e dezenas de empresas do setor de combustíveis.
O Grupo Refit, comandado pelo empresário Ricardo Magro, é considerado o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores da União.
Segundo os investigadores, o esquema causou em prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres estaduais e federal. Os alvos da operação são suspeitos de integrarem uma organização criminosa e de praticarem crimes contra a ordem econômica e tributária e lavagem de dinheiro.
As autoridades identificaram o uso de fintechs e fundos de investimentos para operacionalizar as fraudes, assim como ocorreu na operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto.
Durante as apurações, foi identificado que companhias ligadas aos suspeitos se colocavam como interpostas para evitar o pagamento do ICMS devido ao estado de São Paulo.
As irregularidades envolvem repetidas infrações fiscais, uso de empresas ligadas entre si e simulação de vendas interestaduais de combustíveis.
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O dinheiro ilícito era reinvestido em negócios, propriedades e outros ativos por meio de fundos de investimento, dificultando o rastreamento.
Os mandados são cumpridos em cinco estados - São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão - e no Distrito Federal. Batizada de Poço de Lobato, a ação mobiliza 621 agentes públicos, entre promotores de Justiça, auditores fiscais da Receita Federal, das secretarias da Fazenda do município e do estado de São Paulo, além de policiais civis e militares.
A operação foi deflagrada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo (Cira-SP) e conta com a participação da Receita Federal, Ministério Público de São Paulo, Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de SP, Secretaria Municipal de Fazenda de SP, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Procuradoria-Geral do Estado de SP e polícias Civil e Militar.
A ação, batizada de Poço de Lobato, também envolve promotores de Justiça e auditores fiscais da Receita Federal, além das secretarias da Fazenda do município e do estado de São Paulo.
Com Estadão Conteúdo e Money Times
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