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APESAR DOS PESARES

Boeing anuncia pior resultado desde a pandemia com prejuízo de US$ 11,8 bilhões em 2024 – mas ações sobem em NY; entenda

O prejuízo de US$ 11,8 bilhões de Boeing em 2024 é cinco vezes maior do que as perdas anunciadas no ano anterior, de US$ 2,24 bilhões

Foto de divulgação do modelo 737 Max da Boeing
Foto de divulgação do modelo 737 Max da Boeing - Imagem: Shutterstock

A Boeing já havia anunciado que esperava um prejuízo bilionário no quarto trimestre de 2024. Agora, a previsão foi confirmada.

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Segundo o balanço divulgado nesta terça-feira (28), a Boeing teve um prejuízo de US$ 11,8 bilhões em 2024, cinco vezes maior do que as perdas de US$ 2,24 bilhões anunciadas no ano anterior.

Esse é o pior resultado anual registrado pela companhia desde a pandemia, em 2020, quando apresentou um prejuízo de US$ 11,9 bilhões.

Em relação ao quarto trimestre de 2024, a Boeing registrou um prejuízo de US$ 3,86 bilhões. No mesmo período de 2023, a empresa havia reportado um resultado negativo de US$ 30 milhões.

Com ajustes, a fabricante de aviões americana registrou prejuízo por ação de US$ 5,90 entre outubro e dezembro, bem maior do que a perda estimada de US$ 3,22 por analistas.

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Apesar dos números chamarem atenção, não é uma novidade para os investidores. Na semana passada, a Boeing anunciou que esperava um prejuízo próximo a US$ 4 bilhões no quarto trimestre.

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Analistas seguem otimistas com ação

Após a divulgação dos resultados, as ações da Boeing subiam 4,17%, no pré-mercado de NY, por volta das 11h. Isso porque, dos 33 analistas que cobrem a companhia, 15 seguem com a orientação de compra e 13 com a de manter os papéis da empresa, segundo informações de análises de mercado do WSJ.

O preço alvo das ações hoje, de US$ 175,16, também está abaixo da mediana estimada pelos analistas, de US$ 187,58. Ou seja, o valor da ação não está refletindo o real valor da companhia, que passou por poucas e boas no ano passado.

Além disso, a Boeing encerrou o ano positivamente, com 142 novas encomendas, sendo 103 para a aeronave 737 MAX. A American Airlines e outros clientes não identificados também contribuíram para a demanda do modelo.

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Essa retomada da produção do 737 MAX em dezembro, juntamente com os pedidos contínuos para os modelos 787 e 777, demonstra que há confiança no mercado.

Os resultados de 2024 também trouxeram outra boa notícia sobre a recuperação da empresa: as dívidas caíram de US$ 57,7 bilhões para US$ 53,9 bilhões com o pagamento antecipado de um título de US$ 3,5 bilhões.

Além disso, o caixa e os investimentos da Boeing em títulos negociáveis ​​aumentaram de US$ 10,5 bilhões para US$ 26,3 bilhões, impulsionados por um aumento de capital de US$ 24 bilhões. A operação foi compensada pelo uso do fluxo de caixa livre e pelo pagamento de dívidas.

Tempos de turbulência para a Boeing

Não é de hoje que a Boeing não vê um ‘céu de brigadeiro’ e vive tempos de turbulências. A empresa aérea não registra lucro anual desde 2018, quando um acidente com um aeronave 737 Max impediu que a companhia alcançasse maiores altitudes. 

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Em 2019, um outro acidente similar com o mesmo modelo levou à paralisação global da produção da aeronave por mais de um ano. Os dois acidentes da Boeing mataram um total de 346 pessoas.

Desde então, a companhia vem enfrentando uma crise financeira – e de imagem.

Já em 2024, a Boeing enfrentou acusações de fraude e uma paralisação que durou quase dois meses. Na época, a greve de funcionários foi avaliada como a mais cara dos Estados Unidos, segundo o Anderson Economic Group.

Agora, com a divulgação dos resultados, Kelly Ortberg, CEO da companhia, se pronunciou em relação ao desempenho da companhia: “Nós tivemos progressos em setores essenciais para estabilizar nossas operações durante o trimestre e continuamos fortalecendo aspectos importantes do nosso plano de segurança e qualidade”, disse Ortberg em nota.

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"Minha equipe e eu estamos focados em fazer as mudanças fundamentais necessárias para recuperar totalmente o desempenho da nossa empresa", finalizou o CEO.

*Com informações do Yahoo!Finance e Estadão Conteúdo

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