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Analistas veem sinais de desacoplamento entre bitcoin e o mercado de ações, com possível aproximação do comportamento do ouro
Os investidores em criptoativos encontraram um bom motivo para começar a semana com o pé direito. Depois de engatar um alta na segunda-feira (21), o bitcoin (BTC) segue em trajetória de ganhos hoje (22) e volta a ultrapassar a marca dos US$ 90 mil. O patamar de preço não era visto havia mais de um mês.
Em meio à volatilidade típica do setor e a um cenário macroeconômico global ainda incerto, a maior criptomoeda do mercado volta a se posicionar como uma possível reserva de valor, especialmente diante do enfraquecimento do dólar.
A moeda norte-americana vem perdendo força há alguns dias, pressionada pelas críticas do presidente norte-americano, Donald Trump, ao chefe do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell. Você pode entender melhor essa história aqui.
Trump quer ver os juros caírem por lá, e um cenário de taxas mais baixas tende a favorecer ativos digitais como o bitcoin.
Por volta de 14h30, o bitcoin alcançou US$ 90,7 mil, registrando uma alta de 3,56%, segundo dados do CoinMarketCap.
Outras criptomoedas também acompanham o bom humor do mercado. Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo no mesmo horário:
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| # | Nome (Símbolo) | Preço (USD) | Variação 24h (%) | Variação 7d (%) | Variação YTD (%) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Bitcoin (BTC) | US$ 90.779,78 | 3,56% | 6,92% | - 2,80% |
| 2 | Ethereum (ETH) | US$ 1.694,33 | 5,04% | 4,43% | - 49,14% |
| 3 | Tether (USDT) | US$ 1,00 | 0,05% | 0,07% | 0,26% |
| 4 | XRP (XRP) | US$ 2,14 | 2,33% | 0,53% | 3,34% |
| 5 | BNB (BNB) | US$ 609,35 | 1,18% | 4,23% | - 13,07% |
| 6 | Solana (SOL) | US$ 144,86 | 5,72% | 11,46% | - 23,44% |
| 7 | USDC (USDC) | US$ 1,00 | 0,00% | 0,01% | - 0,01% |
| 8 | Dogecoin (DOGE) | US$ 0,17 | 7,14% | 9,44% | - 45,74% |
| 9 | TRON (TRX) | US$ 0,25 | 1,41% | - 0,49% | - 3,31% |
| 10 | Cardano (ADA) | US$ 0,66 | 3,77% | 4,89% | - 28,58% |
Além do movimento técnico, analistas observam um possível desacoplamento entre o desempenho do BTC e o das ações de tecnologia dos Estados Unidos — uma mudança que, se confirmada, pode ter implicações relevantes para o mercado.
“Uma das possíveis consequências do desacoplamento dos EUA é uma retomada da tese de valorização de longo prazo do bitcoin como reserva de valor,” disse Augustine Fan, sócio da plataforma de negociação de criptomoedas SignalPlus, à Bloomberg.
“Temos criticado o bitcoin por agir como um Nasdaq alavancado no último ano, mas ele finalmente começou a mostrar alguns sinais de desacoplamento”, completou.
A visão é compartilhada por Richard Galvin, cofundador do fundo de hedge de criptomoedas DACM, com sede em Sydney. “Se o bitcoin continuar a ser negociado mais como ouro do que como ação de tecnologia, a narrativa do desacoplamento ganhará força,” disse ele à Bloomberg.
Outro indicativo dessa mudança de sentimento veio dos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin nos EUA, que registraram na segunda-feira (21) um influxo combinado de US$ 381 milhões — o maior volume desde 30 de janeiro.
No campo regulatório, o clima também é de expectativa positiva. Paul Atkins, bem visto pelo setor, tomou posse nesta segunda-feira como o 34º presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, equivalente à CVM no Brasil).
*Com informações do Money Times e Bloomberg
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