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Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

MUNDO EM SUSPENSE

Dólar fraco, desaceleração global e até recessão: cautela leva gestores de fundos brasileiros a rever estratégias — e Brasil entra nas carteiras

Para Absolute, Genoa e Kapitalo, expectativa é de que a tensão comercial entre China e EUA implique em menos comércio internacional, reforçando a ideia de um novo equilíbrio global ainda incerto

Monique Lima
Monique Lima
22 de abril de 2025
12:57 - atualizado às 13:32
urso na bolsa
Imagem: Shutterstock

Muitos paradigmas caíram por terra no mercado financeiro internacional nos últimos dias. Bolsas americanas e dólar perderam valor no mesmo pregão, enquanto as taxas dos Treasuries subiram — um evento raro que demonstra fuga de capital e desconfiança dos investidores sobre o futuro da maior economia do mundo. 

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Uma pesquisa recente do Bank Of America (BofA) mostrou que os gestores globais poucas vezes nos últimos 25 anos estiveram tão pessimistas quanto ao futuro dos mercados e da economia global quanto agora — e os gestores brasileiros não estão de fora deste clima tenso. 

Laís Costa e Alexandre Alvarenga, analistas da Empiricus, conversaram com os gestores da Absolute Vertex, Genoa Radar e Kapitalo K10, para entender quais são as estratégias macro dos especialistas para este ambiente marcado por incertezas econômicas e geopolíticas. 

Em relatório, eles escrevem que as perspectivas são nebulosas e o que predomina é a cautela na escolha de cada posicionamento. Entre as três casas, há apenas uma unanimidade: posição aplicada em juros nominais dos Estados Unidos. 

Isso significa que os gestores projetam juros mais baixos do que a expectativa atual do mercado para o país ao fim do ano, em meio à expectativa de recessão nos EUA e desaceleração global.

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Estados Unidos no olho do furacão

Na Absolute Vertex, o time de gestão, que começou o ano comprado em bolsas americanas, zerou todas as posições após o tarifaço e uma das principais teses atualmente é a desvalorização do dólar, primeiro contra moedas de países desenvolvidos — como já estamos vendo com o euro —, depois contra emergentes. 

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O fundo tem posições vendidas (expectativa de queda) em dólar contra euro e iene japonês. “Essa é hoje a principal exposição da carteira, que opera com risco bastante reduzido”, diz o relatório.

Na Genoa Radar, eles avaliam que a desconfiança atual é um dos principais problemas do mercado, devido à repreensão de investimentos.

“Se nós, gestores de recursos, que só temos posições líquidas e conseguimos zerar em poucos dias, já temos uma insegurança enorme para montar posições, imagine uma empresa que precisa fazer investimentos com horizonte de anos à frente”, disse Emerson Codogno, gestor de câmbio do Genoa Radar.

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Os especialistas da casa esperam um cenário ruim para os Estados Unidos nos próximos meses, com queda na atividade, possível aumento do desemprego e um cenário propício para queda dos juros na tentativa de reaquecer a economia.

Com isso, a posição aplicada em juros nominais é a principal tese no momento.

Mas a leitura da Genoa se estende para o México. O país é bastante dependente de seu vizinho do norte e um dos principais afetados pelas tarifas de Trump e possíveis acordos bilaterais. Com isso, a leitura é a mesma: projeção de cortes de juros mais acentuados do que o mercado precificou até agora.

Atualmente, a taxa básica mexicana está em 9%, após o Banxico, o banco central do México, reduzir em 50 pontos-base em março.

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A Genoa ainda mantém posições vendidas nos mercados de ações dos EUA, tanto nas small caps (Russell 2000) quanto nas grandes empresas (S&P 500). A visão da casa é de que a possível recessão ainda não está refletida nos preços dessas empresas.

Mas a visão é diferente para os papéis de tecnologia. Netflix, Microsoft, Amazon e Nvidia foram as selecionadas para posições compradas pelos fundos.

Por fim, a escolha da Kapitalo K10 foi ousar e aumentar o risco do portfólio em teses mais arriscadas.

Além da expectativa pela queda de juros de forma mais acentuada do que a esperada pelo mercado nos Estados Unidos, a casa vê a mesma situação para a Europa e a China.

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A visão é de que as medidas de Trump são recessivas não apenas para a economia doméstica americana, mas como também para os principais tarifados. 

Além disso, a equipe acredita que o remanejamento das cadeias de produção será profundo, pressionando para baixo os preços das principais commodities. Com isso, eles estão vendidos em petróleo, soja, café, cobre, zinco, alumínio e gás.

Em contrapartida, o ouro é visto pela Kapitalo como o ativo escolhido para os movimentos de aversão ao risco global. A gestão mantém uma posição comprada pequena no metal precioso.

Gestores olham para economia e ações no Brasil 

Não é unanimidade entre os gestores a visão de ganhos do Brasil com a guerra tarifária. As casas apontam que o país tem seus problemas locais com os quais lidar.

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A chance de o governo abrir a torneirinha de dinheiro diante da impopularidade com a proximidade das eleições de 2026 está no radar.

Com isso, os gestores não veem o investidor estrangeiro aumentando sua parcela de investimentos aqui, enquanto Europa e China apresentam movimentos de crescimento econômico mais promissores. 

“Países como Alemanha, Japão e China começaram a sinalizar estímulos fiscais. Essa nova configuração começou a criar alternativas reais aos ativos americanos”, diz a Absolute. 

Entretanto, a casa tem “posições tímidas” na bolsa brasileira, além de posições aplicadas em juros reais e nominais, refletindo uma visão de que, com o dólar mais fraco e queda da taxa Selic nos próximos meses, a economia deve melhorar ligeiramente,, e o mercado tende a acompanhar na precificação.

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Já a Genoa optou por posições aplicadas apenas nos juros nominais. A tese é de que a desaceleração global e possível queda nos preços das commodities deve abrir espaço para que o Banco Central brasileiro diminua os juros a níveis ainda não precificados pelo mercado. 

As ações brasileiras também estão no book de ações do time. Posições defensivas, como utilidades públicas e bancos, são a preferência, com destaque para Sabesp (SBSP3), Itaú (ITUB4) e BTG (BPAC11).

Por fim, a Kapitalo está vendida em bolsa brasileira.

“No Brasil, a leitura é particularmente pessimista. A gestão entende que o país está mal posicionado para esse novo ciclo global, com um fiscal frágil e um governo com tendência a aumentar gastos. Além disso, a esperada queda das commodities tende a reduzir a arrecadação e reforça o desequilíbrio”, diz o relatório. 

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A posição local da casa é aplicada em juros reais, por meio de títulos do Tesouro IPCA+ (NTN-B) de vencimentos 2028 e 2031. A casa espera valorização dos papéis com a queda da Selic no curto prazo.

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