Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Tony Volpon: Mercado sobrevive a mais um susto… e as bolsas americanas batem nas máximas do ano

O “sangue frio” coletivo também é uma evidência de força dos mercados acionários em geral, que depois do cessar-fogo, atingiram novas máximas no ano e novas máximas históricas

30 de junho de 2025
19:50 - atualizado às 13:54
Bolsa de valores, mercados, ações, B3
Imagem: iStock

Logo quando os mercados começaram a acreditar que o pior tinha passado na questão tarifária dado o “TACO trade”, Donald Trump provou que na questão da política externa ele não necessariamente “chickens out”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não cabe aqui um comentário sobre a decisão de atacar as instalações nucleares do Irã, mas sim o pouco/nenhum impacto que isso teve sobre os mercados até antes da surpreendente declaração de um acordo de cessar-fogo entre os beligerantes.

Uma explicação é que o mercado apostou – corretamente – na pouca capacidade de retaliação do Irã, algo confirmado quando seu lançamento de mísseis contra o Catar foi previamente comunicado previamente aos americanos.

Mas certamente esse “sangue frio” coletivo também é uma evidência de força dos mercados acionários em geral, que depois do cessar-fogo, atingiram novas máximas no ano e novas máximas históricas, no caso da Nasdaq.

Esperamos que o cessar-fogo não seja rompido, e assim podemos voltar a preocupações mais corriqueiras, como a política monetária do Fed.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O peso da coerência

Sem surpresa, o Fed decidiu manter a sua taxa de juros inalterada, mas a decisão não veio sem certo dissenso sobre o que fazer no futuro.

Leia Também

Jay Powell, durante a usual conferência de imprensa depois da reunião, foi perguntado mais de uma vez se o Fed não estava demonstrando incoerência quando o comitê cortou juros depois da eleição do ano passado com o CPI rodando ao redor de 2,9%, mas se recusa a fazer isso agora com o CPI rodando ao redor de 2,4%?

Powell respondeu que o Fed estava projetando uma alta da inflação nos próximos meses devido ao choque tarifário, e que era este risco, junto com a boa saúde da economia, que justificava a decisão de não agir e manter uma política monetária “levemente” restritiva.

Muitos participantes do mercado notaram que Powell normalmente demonstra forte desconfiança em usar incertas previsões econômicas para guiar as decisões do Fed, dando mais peso aos dados concretos (um “data dependency” que muitas vezes o deixa “atrás da curva” e rapidamente pivotando com atraso). As vozes mais críticas o acusam de mostrar nisso um viés contra o atual presidente e sua política econômica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para agitar o debate, dois membros do Fed, o bastante influente Christopher Waller e Michelle Bowman, que muitos apontam como uma possível sucessora de Powell, argumentaram que o Fed deveria provavelmente cortar o fed funds na próxima reunião de julho. Para eles, o choque tarifário será bem menor do que esperado, e que já há sinais concretos de desaceleração da atividade econômica.

Por enquanto, Powell parece ter os votos para segurar qualquer queda de juros, mas podemos esperar dissenso na próxima reunião, e se a inflação não subir com a intensidade que Powell e a maioria dos economistas esperam (e na minha opinião não vai subir), é bastante provável que haverá o reinício do ciclo de queda começando na reunião de setembro, e que esse ciclo seja mais prolongado do que é hoje esperado.

O Fed espera, mas as bolsas não

Isso será bom para os mercados de risco? No agregado provavelmente sim, mas vai depender bastante do grau de desaceleração da economia americana.

Em recente relatório, os estrategistas da Goldman Sachs notaram como o mercado acionário americano tem os índices de valuation mais altos do mundo, e que isso também é verdade até quando se retira as “Big Techs” da conta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eles calculam que a razão do preço sobre lucros esperados do S&P 500 como um todo é de 21,5x – acima do 90% do percentil histórico. Retirando os “Big Techs” faz a razão cair para 19,8x – também acima do 90% percentil histórico. Para comparação, o índice mundial (que tem mais ou menos 72% de ações americanas) está em 18,2x; ações europeias em 14x; e mercados emergentes em 12,4x. E a China, apesar da recente recuperação, tem uma razão de 11,2x.

Com a economia desacelerando; o Fed de Powell decidindo agir “atrás da curva” em relação ao ciclo; e havendo um questionamento global sobre o “excepcionalismo americano”, onde apesar de a elevação das taxas das Treasuries, o dólar americano continua caindo, o que gera perda para os investidores globais; há de se questionar se as ações do S&P 500 não ligadas às “Big Tech” merecem este tipo de prêmio...

Assim me parece que há algumas claras oportunidades em termos de alocação olhando o resto do ano. Treasuries de 10 anos devem performar bem pela virada do ciclo e o eventual reconhecimento de Powell que o choque tarifário não tem como se transformar em um processo inflacionário com a economia neste estado.

O dólar, com o Fed acionando cortes de juros, deve continuar sua tendência de queda (uma boa notícia para o nosso Banco Central e para a nossa bolsa). E a divergência entre o “Big Tech”, ainda impulsionado pela temática da inteligência artificial, e o resto do mercado, deve se acentuar ainda mais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ALÉM DO CDB

Teste na renda fixa: o que a virada de maré no mercado de crédito privado representa para o investidor; é para se preocupar?

22 de abril de 2026 - 19:31

Alta nos prêmios de risco, queda nos preços dos títulos e resgates dos fundos marcaram o mês de março, mas isso não indica deterioração estrutural do crédito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que atrapalha o sono da Tenda (TEND3), o cessar-fogo nos mercados, e o que mais você precisa saber hoje 

22 de abril de 2026 - 8:31

Entenda por que a Alea afeta o balanço da construtora voltada à baixa renda, e saiba o que esperar dos mercados hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

A estratégia vencedora em um cessar-fogo que existe e não existe ao mesmo tempo

21 de abril de 2026 - 9:30

Mesmo que a guerra acabe, o mundo atravessa um período marcado por fragmentação e reorganização das cadeias globais de suprimento, mas existe uma forma simples e eficiente de acessar o que venho chamando de investimento “quase obrigatório” em tempos de conflito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder dos naming rights, impasse no Estreito de Ormuz continua e pressiona economia, e o que mais você deve ficar de olho hoje

20 de abril de 2026 - 8:56

O Nubank arrematou recentemente o direito de nomear a arena do Palmeiras e mostra como estratégia de marketing continua sendo utilizada por empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As aventuras de Mark Mobius, os proventos da Petrobras (PETR4), resultados da Vale (VALE3), e o que mais você precisa saber hoje

17 de abril de 2026 - 8:13

Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados

SEXTOU COM O RUY

A ironia do destino de Mark Mobius: o rali histórico de emergentes que o ‘pai dos emergentes’ não terá chance de ver

17 de abril de 2026 - 6:07

Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As incertezas nos balanços do 1T26, dólar a R$ 4,90, resultado da Vale (VALE3), e o que mais esperar dos mercados hoje

16 de abril de 2026 - 8:12

Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ibovespa — matando a sede com a metade cheia do copo 

15 de abril de 2026 - 20:00

Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A invasão gringa nos FIIs, a relação entre economia e eleições, e o que move os mercados hoje

15 de abril de 2026 - 8:29

Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger dos choques cada vez mais comuns de petróleo, recorde na bolsa, e o que mais move os mercados hoje

14 de abril de 2026 - 8:34

Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

O novo normal é o choque: o investimento “obrigatório” em tempos de guerra

14 de abril de 2026 - 6:04

Fundo oferece exposição direta às principais empresas brasileiras ligadas ao setor de commodities, permitindo ao investidor, em um único ativo listado em bolsa, acessar uma carteira diversificada de companhias exportadoras e geradoras de caixa

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A busca pelo gelato perfeito, a falta de acordo entre EUA e Irã, e o que mais você precisa saber hoje

13 de abril de 2026 - 7:43

Conheça a história da Gelato Borelli, com faturamento de R$ 500 milhões por ano e 240 lojas no país

PLANO A

Chá revelação: 10 segredos sobre previdência e investimento de longo prazo para quem está começando uma nova fase da vida

12 de abril de 2026 - 8:00

Existem muitos “segredos” que eu gostaria de sair contando por aí, especialmente para quem está começando uma nova fase da vida, como a chegada de um filho

VERSÃO BRASILEIRA

Nem todo clássico precisa de adaptação, e a chegada da Hofbräu no Brasil prova isso

11 de abril de 2026 - 9:11

Cerveja alemã passa a ser produzida no Brasil, mas mantém a tradição

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como dobrar o patrimônio ao reinvestir dividendos, Regime Fácil, e o que mais você precisa saber hoje

10 de abril de 2026 - 8:30

Reinvestir os dividendos recebidos pode dobrar o seu patrimônio ao longo do tempo. Mas cuidado, essa estratégia não serve para qualquer empresa

SEXTOU COM O RUY

Receber dividendos é bom; reinvestir é melhor ainda. A estratégia confiável capaz de até dobrar o retorno dos seus investimentos

10 de abril de 2026 - 6:05

Antes de sair reinvestindo dividendos de qualquer ação, é importante esclarecer que a estratégia de reinvestimento só deve ser aplicada em teses com boas perspectivas de retorno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como surfar pela renda fixa, o preço do petróleo, e o que mais move os mercados hoje

9 de abril de 2026 - 8:27

Saiba como analisar as classificações de risco das agências de rating diante de tantas empresas em dificuldades e fazer as melhores escolhas com o seu dinheiro

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Quebrando a criptografia do pessimismo incondicional

8 de abril de 2026 - 20:05

Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As novas fronteiras do Nubank e o cessar-fogo nos mercados: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje

8 de abril de 2026 - 8:49

A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A normalização da inflação e dos juros, o recorde de pedidos de RJ, mudanças na Petrobras (PETR4), e o que mais afeta a bolsa hoje

7 de abril de 2026 - 8:53

Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia