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A ocasião faz o ladrão, e também faz o filósofo. Há momentos convidativos para adotarmos uma ou outra visão de mundo e de mercado.
Você que é nosso leitor há quase 16 anos provavelmente já se deparou com o velho embate filosófico entre o racionalismo e o empirismo.
Se você acha que a polarização corrente entre esquerda e direita no Brasil é um “pegapacapá”, precisava ter visto o clima de discórdia entre os fãs de Descartes e os entusiastas de David Hume, nos séculos XVII e XVIII.
Immanuel Kant – uma espécie de Geraldo Alckmin daquela época – até que tentou colocar panos quentes nos ânimos exaltados, mas teve um sucesso apenas limitado. Sua Crítica à Razão Pura, argumentando em prol do encontro harmônico entre a sensibilidade da experiência empírica e a beleza estética das estruturas cognitivas, até fazia sentido, mas tinha gosto de chuchu.
No fim das contas, as massas querem mesmo é se acabar no tal do maniqueísmo.
São dois vetores opostos. Enquanto os racionalistas preferem trabalhar com o poder da dedução a partir de axiomas e princípios gerais, os empiristas sentem que o conhecimento deve ser induzido a partir de amostras particulares.
Traduzindo para o léxico financista, podemos dizer que Descartes funciona melhor em ciclos de momentum trade (princípios gerais que continuam funcionando indefinidamente), enquanto Hume serve mais ao contrarian trade (uma única contradição basta para fazer fracassar toda uma teoria).
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Aliás, ao contrário do que possa parecer, o mero fato de atendermos pelo nome “Empiricus” não significa que torcemos pelos empiristas contra os racionalistas. A ocasião faz o ladrão, e também faz o filósofo. Há momentos convidativos para adotarmos uma ou outra visão de mundo e de mercado.
No momento atual, por exemplo, entendemos que a atitude empirista pode nos ser particularmente útil diante da leitura do cenário prospectivo de política monetária.
O consenso de mercado, mais racionalista, parte de um princípio geral: o de que, dados os abusos sucessivos de política fiscal, a inflação brasileira segue uma trajetória estruturalmente descontrolada, incompatível com cortes sustentáveis da Selic no curto prazo.
Trata-se de uma opinião perfeitamente respeitável, e que serve principalmente por seu potencial instrutivo, tentando convencer o País a adotar um comportamento fiscalmente adequado.
No entanto, isso não significa que ela está certa em todas as suas repercussões.
Nos últimos tempos, passamos a acumular sinais particulares de que aquela divergência maluca da inflação brasileira talvez não seja mais o caso. Basta tomar nota do histórico recente de Focus, mercado de trabalho, qualitativo do IPCA etc…
Mediante um (ainda que tímido) des-expansionismo fiscal, precisamos ao menos reconhecer a “remota” hipótese de que juros reais de 10%, combinados com alguma apreciação cambial, podem ser capazes de devolver o IPCA à sua meta, abrindo espaço para uma flexibilização monetária ortodoxa, quiçá já no último Copom de 2025, e possivelmente em todas as reuniões de 2026.
Como eu disse, trata-se apenas de uma hipótese, mas tem grande valor enquanto opcionalidade.
Penso como os outros pensam, logo existo. Penso ao contrário, logo invisto.
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