Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Política monetária não cede, e fiscal não ajuda: o que resta ao Copom é a comunicação

Mesmo com a inflação em desaceleração, o mercado segue conservador em relação aos juros. Essa preferência traz um recado claro: o problema deriva da falta de credibilidade fiscal

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central
Imagem: Agência Brasil/Canva - Montagem Maria Eduarda Nogueira

O Ibovespa ultrapassou a marca dos 150 mil pontos e já acumula uma valorização de 25% no ano. Boa parte desse desempenho não é um mérito isolado do mercado doméstico, mas consequência de um movimento global favorável: um dólar mais fraco no mundo e o início do ciclo de cortes de juros nas economias desenvolvidas, em especial nos Estados Unidos, têm impulsionado fluxos para ativos de maior risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso, as atenções se voltam agora para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira (5), que deve manter inalterada a taxa Selic em 15% ao ano.

Ao mesmo tempo, apesar de dados mais fortes de emprego terem reduzido as apostas em cortes imediatos, o arrefecimento recente da inflação e os sinais de desaceleração da atividade sugerem que a política monetária já está produzindo os efeitos almejados pelo Banco Central (BC). 

Nesse contexto, o BC pode adotar uma comunicação mais flexível, ainda que apenas marginalmente, deixando aberta a possibilidade de um primeiro movimento de redução dos juros logo na reunião inaugural do próximo ano.

Copom vai ou não vai iniciar um ciclo de corte dos juros?

Esse cenário ganha respaldo no próprio relatório Focus. Embora a inflação ainda esteja elevada e o mercado de trabalho mostre resiliência, o ponto mais relevante das últimas semanas foi a redução nas expectativas de longo prazo, para 2027 e 2028.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse ajuste sinaliza maior confiança na convergência da inflação à meta e reforça o espaço para que o BC inicie, em algum momento em breve, a normalização da política monetária.

Leia Também

ALÉM DO CDB

Correção de prêmios e quedas de preço chegam às debêntures isentas de IR, mas também abrem oportunidades

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema do The Office na sua empresa, os ruídos políticos na bolsa, e o que mais você precisa saber hoje

Fonte: Banco Central do Brasil.

Ao mesmo tempo, na semana passada, o Caged surpreendeu com um número de contratações acima do esperado, reforçando a força do mercado de trabalho e reduzindo o espaço para apostas de corte da Selic. Adicionalmente, a taxa de desemprego medida pela Pnad ficou em 5,6%, um nível historicamente baixo. 

Um mercado de trabalho aquecido torna mais difícil qualquer flexibilização por parte do Copom, praticamente retirando de cena a possibilidade de corte em dezembro. Ainda assim, como já mencionei, sigo enxergando chances de início do ciclo de queda de juros no começo de 2026 — seja na primeira ou na segunda reunião do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O peso do fiscal na conta

Contudo, vale reforçar que, mesmo com a inflação em desaceleração, o mercado segue conservador em relação aos juros e mantém elevado o custo da política monetária. Essa preferência por juros mais altos, apesar do cenário mais benigno de preços, traz um recado claro: o problema deriva da falta de credibilidade fiscal, sem dúvida. 

O déficit nominal acumulado em 12 meses alcançou R$ 1 trilhão em setembro, equivalente a 8% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado confirma a deterioração esperada para o segundo semestre: a arrecadação perdeu ritmo, enquanto as despesas avançaram.

Na prática, a falta de coordenação fiscal e a preferência por arranjos improvisados, em vez de reformas estruturais, segue gerando “gambiarras” no Orçamento e adiando soluções duradouras para o equilíbrio das contas públicas. A correção desse rumo, como venho destacando há meses, tende a ocorrer apenas em 2027, após as eleições

Se o país adotar um projeto reformista capaz de reancorar expectativas, a política monetária poderá trabalhar com mais convicção — permitindo, inclusive, quedas mais agressivas da Selic. Até lá, qualquer ciclo de cortes tende a ser limitado em amplitude.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
banco do brasil bbas3 lula ação balanço 15 de maio de 2026 - 6:45
Imagem mostra um centro de distribuição com caminhões à sua frente, e uma estrada dourada levando até o ativo logístico. À direita estão troféus de primeiro lugar 14 de maio de 2026 - 8:55
Copa do Mudo, Brasil, Futebol, Seleção, Bola 13 de maio de 2026 - 19:52

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Jogando de igual para igual com as big techs

13 de maio de 2026 - 19:52
Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma mulher caminhando em direção a uma agência do Banco do Brasil, com o sol por trás 13 de maio de 2026 - 8:43
12 de maio de 2026 - 8:54
Trump diante das bandeiras de Irã e Israel 12 de maio de 2026 - 7:23
Bruce Edwards, o novo CEO do CrossFit 9 de maio de 2026 - 9:00
Irã e EUA 6 de maio de 2026 - 20:49
Imagem gerada por inteligência artificial mostra um investidor no topo de uma montanha. No vale, abaixo dele, estão linhas de transmissão de energia, uma empresa de saneamento, bancos e seguradoras 6 de maio de 2026 - 8:57
5 de maio de 2026 - 8:48
Ferrari F80 2 de maio de 2026 - 9:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia