🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O suposto balão de ensaio do clã Bolsonaro que furou o mercado: como fica o cenário eleitoral agora?

Ainda que o processo eleitoral esteja longe de qualquer definição, a reação ao anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro deixou claro que o caminho até 2026 tende a ser marcado por tensão e volatilidade

9 de dezembro de 2025
7:25 - atualizado às 8:29
Reação negativa do mercado à candidatura de Flavio Bolsonaro - Imagem: Montagem Seu Dinheiro

A semana passada foi encerrada sob o impacto de uma correção relevante nos ativos brasileiros, provocada pela sinalização de que o senador Flávio Bolsonaro seria o pré-candidato à Presidência com o apoio direto de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na leitura dominante do mercado, a notícia mudou de forma abrupta a percepção sobre o cenário eleitoral de 2026. Como consequência, houve um forte tombo na sexta-feira (5), quando o Ibovespa desabou 4,53% e encerrou o dia aos 157 mil pontos, acumulando uma perda superior a 7 mil pontos em apenas uma sessão — um movimento que evidencia o grau de sensibilidade dos ativos domésticos à leitura política.

Para os investidores, a principal consequência dessa sinalização foi a redução da probabilidade de vitória de uma candidatura de centro-direita com perfil mais claramente “pró-mercado”, até então associada ao nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

LEIA TAMBÉM: Conheça as análises da research mais premiada da América Latina: veja como acessar os relatórios do BTG Pactual gratuitamente com a cortesia do Seu Dinheiro 

Uma eventual candidatura de Flávio é vista como bem menos competitiva, dada sua elevada rejeição — tanto pelo desgaste natural associado ao bolsonarismo quanto pela frustração do eleitorado de centro, que enxergava na emergência de um nome alternativo a possibilidade de romper a atual polarização.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse redesenho das expectativas elevou a aversão ao risco, devolveu volatilidade aos ativos brasileiros e, na percepção dos agentes, aumentou a probabilidade de continuidade do atual projeto político em 2027, reduzindo a chance de uma mudança na política econômica, considerada fundamental para a retomada de uma agenda mais reformista e fiscalista.

Leia Também

Família Bolsonaro fortalecendo (de novo) o governo Lula

Ainda que o processo eleitoral esteja longe de qualquer definição final — o que torna precipitada qualquer leitura definitiva neste momento — a reação da última sexta-feira deixou claro que o caminho até 2026 tende a ser marcado por episódios frequentes de tensão e volatilidade.

Nesse contexto, o movimento da família Bolsonaro, visto como desorganizado e excessivamente concentrado na preservação de sua própria liderança no campo da direita, acaba, na prática, favorecendo politicamente o presidente Lula.

Mais uma vez, a oposição acaba atuando, ainda que de forma involuntária, como um vetor de fortalecimento do governo. Primeiro, com Eduardo Bolsonaro e os ruídos gerados em torno de tarifas e sanções dos Estados Unidos; agora, com Flávio Bolsonaro, cuja movimentação dificulta a organização e a coesão do campo oposicionista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O resultado prático tem sido o aumento da instabilidade política e a redução da previsibilidade do cenário eleitoral, fatores que tendem a pesar negativamente sobre os ativos domésticos no curto prazo.

É verdade que ainda há um intervalo relevante até as eleições, e o próprio Flávio já admitiu publicamente que pode desistir da candidatura caso “paguem o preço dele”, assumindo de maneira explícita uma lógica de chantagem política que já havia sido ensaiada anteriormente por seu irmão.

SAIBA MAIS: Fique por dentro das principais notícias do mercado. Cadastre-se no clube de investidores do Seu Dinheiro e fique atualizado sobre economia diariamente 

Esse “preço”, como se sabe, seria a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro — um desfecho que, na prática, parece extremamente improvável. Após a forte repercussão negativa, Flávio recuou da declaração e passou a afirmar que sua candidatura seria “irreversível”. Qual versão prevalecerá, apenas o tempo dirá.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao mesmo tempo, mesmo que uma eventual anistia avance no Congresso, o desenho que hoje parece mais plausível seria restrito, por meio de algum tipo de dosimetria, e ainda assim sem qualquer garantia de libertação do ex-presidente.

A reação negativa do mercado na última sexta-feira sugere que, desde já, a candidatura de Flávio nasce politicamente frágil. Ainda assim, o cenário mais provável é que essa narrativa seja sustentada até pelo menos o fim de março ou o início de abril, quando se encerra o prazo de desincompatibilização para ocupantes de cargos públicos.

LEIA TAMBÉM: As apostas de especialistas para dezembro já estão no ar e o Seu Dinheiro mostra onde investir neste mês; veja aqui

Os caminhos para a direita brasileira com a família Bolsonaro no centro da discussão

A partir desse movimento, alguns cenários começam a se desenhar. Um deles é a leitura de que a família Bolsonaro percebeu a perda contínua de capital político ao longo dos últimos meses — um processo que teria sido acelerado pela prisão do ex-presidente — justamente no momento em que a constelação de forças da direita começava a se reorganizar, de forma mais natural, em torno do nome de Tarcísio de Freitas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse contexto, a pré-candidatura de Flávio pode ser interpretada como uma tentativa desordenada de recuperar protagonismo e manter a família no centro do debate político.

Como a anistia nos termos desejados dificilmente prosperará e a soltura do ex-presidente parece cada vez menos factível, um dos objetivos estratégicos por trás desse movimento pode ser, na verdade, a construção de uma futura negociação política.

Entre as possibilidades, estaria a busca por uma posição de vice-presidência em uma chapa competitiva, associada a um eventual indulto presidencial em 2027 — ainda que a inelegibilidade fosse mantida, ao menos garantir-se-ia a liberdade do patriarca.

Sob essa ótica, a candidatura de Flávio funcionaria como um instrumento para “blindar” o nome de Tarcísio até março, evitando uma exposição precoce, porém ao custo de desorganizar a oposição como um todo, que teria pouco tempo, a partir de abril, para se reestruturar plenamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda há margem temporal para esse jogo político: faltam cerca de dez meses para as eleições, período suficiente para reviravoltas, mas não sem produzir, no caminho, novas ondas de volatilidade sobre o mercado.

SAIBA MAIS: Fique por dentro das principais notícias do mercado. Cadastre-se no clube de investidores do Seu Dinheiro e fique atualizado sobre economia diariamente 

O capital político da família Bolsonaro em jogo

O cenário alternativo que se desenha é especialmente desfavorável à família Bolsonaro. Caso insistam na candidatura de Flávio até o fim, acabam por transferir uma vantagem expressiva ao lulopetismo, ao mesmo tempo em que fragilizam politicamente tanto o ex-presidente quanto o próprio senador — que, em 2027, ficaria exposto sem o amparo do foro privilegiado.

Além disso, esse movimento tenderia a prolongar por mais quatro anos o processo de enfraquecimento do bolsonarismo, que já não possui a mesma força eleitoral observada em 2018 e 2022.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outro possível desdobramento, uma candidatura paralela de um nome como Ratinho Jr., por exemplo, poderia ganhar tração justamente por carregar uma rejeição significativamente menor que a de Flávio.

Isso abriria um cenário ainda mais adverso para a família Bolsonaro, no qual um candidato sem vínculos diretos com o clã poderia se viabilizar eleitoralmente e ocupar o espaço da direita competitiva no pleito.

Seja como for, o desenho que hoje parece mais plausível é o da manutenção dessa narrativa ao menos até março, com uma eventual transferência de bastão para Tarcísio de Freitas, a depender da evolução das condições políticas.

O governador, inclusive, se manifestou na noite de ontem, após três dias de silêncio, com uma declaração considerada tecnicamente correta ao afirmar que apoiará a candidatura mais forte da oposição — sinalizando pragmatismo e preservação de capital político.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de toda essa turbulência no campo político, a possibilidade de uma inflexão mais reformista no pêndulo eleitoral em 2026 ainda não está descartada, mesmo diante dos movimentos recentes da família Bolsonaro.

Antes disso, permanece vivo também o pilar da política monetária, com a expectativa de uma possível flexibilização no tom do Banco Central já nesta semana — fator que, se confirmado, tende a oferecer suporte adicional aos ativos de risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar