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Entre janeiro e junho deste ano, os gringos aportaram cerca de R$ 26,5 bilhões na nossa bolsa — o que impulsionou o Ibovespa no período
O primeiro semestre de 2025 foi histórico para o Ibovespa, que se consolidou como o melhor investimento da primeira metade do ano. Com uma valorização de mais de 15%, o índice saiu dos 120 mil pontos no começo do ano e encerrou junho perto dos 137 mil. O desempenho foi patrocinado pela entrada massiva de investimentos gringos na B3.
De janeiro a junho, o fluxo líquido no mercado secundário da bolsa de valores brasileira foi positivo em R$ 26,5 bilhões.
Esse é o maior saldo desde o primeiro semestre de 2022, quando os aportes chegaram a R$ 70,5 bilhões. Para dimensionar, na primeira metade do ano passado, o fluxo de capital estrangeiro teve saída líquida. Em 2023, esse volume ficou positivo em R$ 23 bilhões.
Em 2025, o ETF EWZ, que reflete o MSCI Brazil e é negociado em Nova York, tem se destacado com uma valorização de 27,9% — superando a alta de 14,3% do ETF que acompanha os mercados emergentes (MSCI EM) no mesmo período.
Mas não dá para dizer que esse movimento seja um mérito excepcional do país — que não apresentou nenhuma melhora estrutural significativa entre janeiro e junho deste ano, com a permanência de problemas antigos, como o fiscal.
A entrada de capital gringo na bolsa acompanhou uma reprecificação global de ativos, com a saída de mais de US$ 12 trilhões dos EUA, dinheiro que se espalhou pelo mundo. O Brasil captou 0,3% desse montante.
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Isso porque, desde o Dia da Libertação — como ficou conhecida a data em que o presidente Donald Trump anunciou um tarifaço —, o mercado passou a precificar um crescimento menor do que o esperado da economia norte-americana.
No auge da guerra comercial do republicano, muitos chegaram a cogitar o fim do excepcionalismo norte-americano. Essa tese hoje foi praticamente descartada, no entanto, espera-se que a maior economia do mundo não permaneça com a mesma pujança daqui para a frente.
Assim, os investidores e fundos globais começaram a enviar esse dinheiro para outras geografias, com emergentes sendo vistos com mais carinho.
*Com informações do Money Times
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