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Maria Eduarda Nogueira

Maria Eduarda Nogueira

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital na ESPM. Atualmente, está baseada em Paris, onde faz mestrado em comunicação e mídias digitais na Sorbonne e cobre temas como luxo, turismo e arte.

VISÃO OTIMISTA

Os 3 fatores da estratégia da XP que fizeram o Itaú BBA recomendar a compra da empresa

Analistas da instituição veem potencial para a tese de investimentos mesmo diante do cenário macroeconômico deteriorado

Maria Eduarda Nogueira
Maria Eduarda Nogueira
18 de março de 2025
18:03 - atualizado às 17:47
Guilherme Benchimol, fundador da XP
Guilherme Benchimol, fundador da XP - Imagem: Paulo Bareta

A XP (B3: XPBR31; Nasdaq: XP) está iniciando um novo capítulo na história, criando mais proximidade com os clientes, aperfeiçoando o trabalho dos assessores de investimentos e implementando novas estratégias de rentabilização. 

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E foi essa mudança de rota que injetou uma dose de otimismo no Itaú BBA. Os analistas colocaram a ação da XP nas top picks do setor financeiro não bancário, junto ao BTG (BPAC11) e com preferência sobre a B3 (B3SA3)

Com recomendação “outperform”, equivalente à compra, a instituição definiu o preço-alvo para a ação listada na Nasdaq em US$ 20 até o final de 2025. Atualmente, o papel negocia a aproximadamente US$ 15,33. 

Aqui na bolsa brasileira, o BDR, sob o ticker XPBR31, está cotado a R$ 86,65, no fechamento desta terça-feira (18). 

No momento, as ações da empresa têm sofrido na bolsa devido a acusações da Grizzly Research, uma casa de análises gringa especializada em recomendações de venda. Confira essa história por completo aqui. 

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Embora não dependa da melhoria do cenário macroeconômico brasileiro para “parar de pé”, a tese de investimentos poderia ficar ainda mais atrativa, caso as condições melhorassem para a bolsa brasileira, reconhecem os analistas. 

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"Antecipamos uma valorização, resultante do crescimento dos lucros por meio de iniciativas internas e de uma percepção mais positiva dos investidores. Há, ainda, potencial para um aumento maior caso o mercado apresente melhora”, escrevem no relatório. 

Os 3 pontos da estratégia da XP que ‘caíram no gosto’ do BBA

Depois de ter conquistado mais de 4,7 milhões de clientes e mais de R$ 1 trilhão em ativos de varejo sob custódia (AUC), a XP teve que começar a lidar com os problemas de quem é grande demais. 

O crescimento acelerado e o ganho de escala criaram desafios no alinhamento de interesses com os assessores, na gestão de clientes e na formação de equipes, analisa o BBA. 

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Além disso, a concorrência começou a acelerar o passo para alcançar a XP nos diferenciais competitivos. 

A nuvem carregada que envolveu a empresa ficou ainda mais densa diante das condições macroeconômicas adversas e do fraco desempenho dos clientes, o que levou à desaceleração da receita e do lucro. 

Mas o sol ainda pode voltar a brilhar para a XP.

E, na visão do BBA, essa mudança de clima vai ser ocasionada por três fatores principais da nova estratégia da companhia: 

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  • Estabelecimento de um canal de relacionamento direto com os clientes;
  • Aprimoramento da relação com os assessores de investimentos independentes; 
  • Introdução de novos incentivos para monetização de clientes.

“Avaliamos esta estratégia positivamente, considerando os desafios de curto prazo como investimento para ganhos de médio prazo”, dizem os analistas. 

O quanto o cenário macro desafiador pode pesar sobre a XP?

A XP tem um negócio “relevante e resiliente”, de acordo com o BBA, o que a coloca em uma posição forte para enfrentar o cenário de juros mais altos, que tipicamente atrapalha o mercado de capitais e faz os clientes ficarem mais hostis ao investimento em bolsa. 

Atualmente, a XP tem 15% do mercado de investimentos de varejo, que é responsável por 75% das receitas totais. 

“A capacidade de distribuição incomparável da XP também impulsionou o crescimento de suas capacidades no mercado de crédito e outros fluxos de receita, como crédito e seguros”, diz o Itaú BBA. 

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Em outras palavras, a empresa soube navegar em um contexto no qual os investidores estavam mais interessados na renda fixa

Em 2024, a XP gerou receitas brutas de R$ 18 bilhões e lucros de R$ 4,5 bilhões. A margem líquida foi de 27% e o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido), de 22,4%.

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