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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

DERRUBANDO PINOS

O strike de Trump na bolsa: dólar perde força, Ibovespa vai à mínima e Petrobras (PETR4) recua. O que ele disse para mexer com os mercados?

O republicano participou do primeiro evento internacional depois da posse ao discursar, de maneira remota, no Fórum Econômico Mundial de Davos. Petróleo e China estiveram entre os temas.

Carolina Gama
23 de janeiro de 2025
14:27 - atualizado às 14:06
donald trump ação de saúde
Donald Trump - Imagem: Canva/Wikimedia Commons - Montagem: Giovanna Figueredo

Donald Trump derrubou todos os pinos dos mercados nesta quinta-feira (23). O discurso do presidente norte-americano no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, fez um strike na bolsa e no dólar. Aqui, o Ibovespa renovou mínimas. Lá fora, o S&P 500 se afastou da máxima da sessão. 

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O petróleo foi o que mais sentiu o efeito das palavras de Trump, que reforçou a intenção de inundar o mercado com produção norte-americana. Ele também fez um apelo para que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aja para reduzir os preços da commodity no exterior. 

“Também vou pedir à Arábia Saudita e à Opep que reduzam o custo do petróleo”, disse Trump. “Se o preço caísse, a guerra Rússia-Ucrânia terminaria imediatamente”, acrescentou. 

Com as declarações, o WTI — petróleo usado como referência no mercado dos EUA — passou a cair mais de 1,5%, enquanto o Brent — a referência internacional — recuava 1%. 

Essa queda pressionou as ações da Petrobras (PTER4) na B3. Os papéis chegaram às mínimas, em queda de 1,05%, arrastando o Ibovespa para o piso da sessão (122.565,07 pontos). Por volta de 14h15, o principal índice da bolsa de valores brasileira caía 0,17%, aos 122.766,19 pontos.

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Lá fora, as bolsas reagiram com apatia. Depois da euforia de ganhos na esteira da posse de Trump — e do potencial corte de impostos, desregulamentação e ausência de tarifas contra a China — os índices operam sem direção única.

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O S&P 500 seguia em alta, mas longe da máxima da sessão alcançada mais cedo, enquanto o Dow Jones também operava no vermelho e o Nasdaq cedia às perdas. 

Dólar perde força com Trump

O dólar, por sua vez, acelerou a queda ante moedas rivais e emergentes, em meio ao aceno de Trump à China. 

O republicano voltou a dizer que espera uma boa relação com o presidente chinês, Xi Jinping. “Não precisa ser uma relação fantástica, mas uma relação justa”, disse Trump em Davos. 

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Imediatamente, o índice DYX passou a cair 0,10%, a 108,059 pontos, e o dólar passou a perder força ante o euro, a libra, ao peso mexicano e ao dólar canadense.

Aqui, a moeda norte-americana acentuou a queda ante o real. Por volta de 14h15, o dólar à vista recuava 0,68%, cotado a R$ 5,9055. Na mínima, divisa foi a R$ 5,8975.

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