🔴 TOUROS E URSOS: A AÇÃO QUE QUASE DOBROU E FOI UM TOURO EM 2025 – ASSISTA AGORA

Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

MERCADO FINANCEIRO

O que esperar dos mercados em 2026: juros, eleições e outros pilares vão mexer com o bolso do investidor nos próximos meses, aponta economista-chefe da Lifetime

Enquanto o cenário global se estabiliza em ritmo lento, o país surge como refúgio — mas só se esses dois fatores não saírem do trilho

Camille Lima
Camille Lima
8 de outubro de 2025
17:49 - atualizado às 10:26
Marcela Kawauti, economista-chefe da Lifetime.
Marcela Kawauti, economista-chefe da Lifetime. - Imagem: Divulgação

Enquanto o mundo observa um cenário global de acomodação econômica, o Brasil desponta como refúgio potencial, desde que consiga manter a estabilidade fiscal. A análise é de Marcela Kawauti, economista-chefe da Lifetime, gestora de patrimônio com R$ 25 bilhões sob gestão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em encontro com jornalistas, a especialista traçou para 2026 panorama de “equilíbrio pior” global, mas com surpresas positivas para o país, especialmente se a política fiscal interna seguir o rumo.

Kawauti também indicou cinco pilares que devem guiar o mercado e mexer com o bolso do investidor no ano que vem. Confira a seguir.

1. O tarifaço de Trump e o peso da incerteza

O primeiro grande risco para os mercados globais, segundo Kawauti, não é uma notícia ruim isolada, mas a incerteza em geral. As tarifas dos Estados Unidos, amplamente associadas à política externa de Donald Trump, ainda são um ponto de interrogação.

“É difícil dizer quando as incertezas vão ficar para trás. Será que teremos um momento em que Trump pare de divulgar tarifas e possamos ficar mais tranquilos? Ou vamos ver uma escalada de tensão?”, questiona Kawauti.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a economista, os anúncios erráticos de Trump elevaram o nível das tarifas a patamares próximos aos de 1930, tornando produtos estrangeiros muito mais caros e pressionando as empresas a anteciparem aumentos de preços. 

Leia Também

O efeito disso é uma piora nas expectativas de inflação, desaceleração da atividade global e retração do comércio internacional.

Porém, a economista da Lifetime destaca que, embora esse cenário global seja pior, ele não é tão caótico assim. 

“A projeção do PIB global veio para baixo, o que indica menor crescimento no mundo, mas não será uma queda brusca. Estamos falando de um equilíbrio pior, mas não disruptivo. Longe de uma recessão mundial”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os mais afetados devem estar os Estados Unidos e países muito expostos a eles, como o México.

2. A “bússola americana”, os juros nos EUA e o dólar

Outro driver central é o comportamento da economia norte-americana. Além das incertezas tarifárias, há questões fiscais e monetárias que impactam o país. 

A dívida pública dos EUA está em níveis equivalentes aos do fim da Segunda Guerra, e a política fiscal ainda não endereçou esse cenário, afirmou a economista. 

No campo monetário, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) enfrenta um dilema: desacelerar a economia sem comprometer preços, ou segurar a inflação sem frear demais o crescimento — o chamado “duplo mandato”. Kawauti avalia que, diante disso, o Fed privilegiou cortes graduais de juros, o que é positivo para o Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Uma queda da atividade nos EUA teria impacto negativo maior sobre o Brasil do que um aumento da inflação por lá. A decisão de cortar juros é boa para nós”, afirma Kawauti, lembrando que o mandato do presidente do Fed, Jerome Powell, se encerra em maio, e a sucessão pode influenciar a continuidade da política monetária. Ela projeta juros americanos em torno de 3,5% ao ano no fim de 2026.

“Por enquanto, o presidente do Fed segue firme, dando boas justificativas para não baixar os juros 'na canetada', como quer o presidente americano. Mas, em maio, o mandato de Powell se encerra, e quem será o novo presidente do Banco Central americano? Isso é bem importante para enxergar, talvez, um fim dessa maré de incertezas." 

3. O real ganhando força: o Brasil como refúgio

Outro fator é o câmbio. O dólar em sua pior performance frente a outras divisas desde 2000 favorece o real, que se destaca entre moedas emergentes.

Para a economista, a incerteza e o menor rendimento das aplicações nos EUA levam investidores estrangeiros a diversificar geograficamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Kawauti, quatro fatores ajudam o Brasil a se beneficiar:

  • Blindagem geopolítica: o país está distante dos principais conflitos globais;
  • Juros elevados: a Selic alta atrai capital;
  • Credibilidade do Banco Central: política monetária técnica e baseada em modelos tem assegurado maior credibilidade ao BC brasileiro;
  • Economia forte: apesar da política monetária restritiva, o crescimento brasileiro tem surpreendido os analistas e está acima dos emergentes.

Apesar da valorização da moeda brasileira, dois limitadores importantes ainda preocupam: a incerteza fiscal e o Custo Brasil

O risco de que o quadro fiscal pressione o dólar para voltar a se apreciar existe, diz Kawauti: “O fiscal está silenciosamente fazendo preço sobre os juros. Em algum momento, o dólar vai ser represado pelo fiscal, não é sustentável esse patamar de R$ 5,30.”

Nas contas da economista, é possível que o câmbio retorne ao patamar de R$ 5,50 se o problema fiscal não for endereçado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

4. Juros no Brasil

Para 2026, a Lifetime projeta uma redução da Selic, mas de forma “pequena e faseada”. O BC seguirá conservador para não repetir erros do passado, quando cortes abruptos descontrolaram a inflação, avalia a especialista.

Porém, a desarmonia entre as políticas fiscal e monetária preocupam a economista. Enquanto o BC tenta "esfriar" a economia com juros altos, o governo continua impulsionando os gastos. 

“Se a política fiscal está bamba, a política monetária precisa fazer muito mais força para segurar a estabilidade da economia”, afirmou.

5. Política fiscal: a âncora do próximo governo

Por fim, a economista destaca que a eleição presidencial de 2026 será crucial não apenas pelos nomes. Ela definirá se o país terá uma regra fiscal sólida, que funcionará como uma âncora para as expectativas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A nova gestão terá de consolidar o arcabouço fiscal e abrir espaço para reformas estruturantes, como a previdenciária de 2029, para manter o crescimento das despesas obrigatórias sob controle.

“Teremos uma janela importante para a discussão de reformas estruturantes fiscais que dão a base para a nossa regra. Isso tem um impacto econômico muito grande no longo prazo — e é por isso que a próxima eleição é tão relevante”, disse Kawauti.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

TOUROS E URSOS #253

Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro

24 de dezembro de 2025 - 8:00

Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira

AINDA MAIS PRECIOSOS

Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?

22 de dezembro de 2025 - 12:48

No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%

BOMBOU NO SD

LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro

21 de dezembro de 2025 - 17:10

Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana

B DE BILHÃO

R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista

21 de dezembro de 2025 - 16:01

Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias

APÓS UMA DECISÃO JUDICIAL

Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana

21 de dezembro de 2025 - 11:30

O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo

DESTAQUES DA SEMANA

Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques

20 de dezembro de 2025 - 16:34

Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas

OS MAIORES DO ANO

Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking

19 de dezembro de 2025 - 14:28

Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar