O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Se em O Dia depois de Amanhã, o filme termina com uma mensagem pacífica do presidente dos EUA aos países aliados após uma catástrofe climática, no Dia da Libertação, Donald Trump fez justamente o contrário e colocou todo mundo na fogueira das tarifas. Agora, no Dia depois da Libertação, parece ter chegado o desespero.
O Seu Dinheiro fez um resumo dos principais pontos do que foi anunciado ontem e você confere aqui.
Em Nova York, o Nasdaq terminou o dia com uma queda de 5,97% nesta quinta-feira (3), enquanto os do Dow Jones e S&P 500 perderam, respectivamente, 3,98% e 4,84%. O índice do medo, que mede a aversão a risco dos investidores, chegou a subir 39,56%.
As ações da Apple terminaram o pregão com uma queda de 9,25%, atingida por uma tarifa agregada de 54% sobre a China – a base de grande parte de sua fabricação. A Microsoft recuou 2,36% e a Nvidia, 7,82%. Já a Tesla caiu 5,52%.
No Brasil, o Ibovespa fechou em leve queda de 0,04%, aos 131.141 pontos, após operar no positivo durante grande parte da manhã. Cabe lembrar que o país levou uma taxa de 10%, em uma posição relativamente amena diante das punições impostas a outros países. Mas Lula não gostou do que viu.
As petroleiras também operam em forte queda. No Ibovespa (IBOV), as ações da Brava Energia (BRAV3) liderou as perdas do setor e do principal índice da bolsa brasileira com recuo de mais 7,18%.
Leia Também
A derrocada dos papéis das petroleiras está ligada ao desempenho do petróleo no mercado internacional. O contrato mais líquido do Brent, referência mundial, para junho despencou quase 7% nesta quinta-feira (3).
O dólar fechou em queda de 0,57%, a R$ 5,6282. Nas mínimas do dia, a moeda chegou a ser negociada a R$ 5,5935.
Na Ásia, os mercados fecharam em queda. O índice de referência Nikkei 225, do Japão, fechou com queda de 2,8%, enquanto o índice Kospi, da Coreia do Sul, fechou com queda de menos de 1%. O índice de referência Hang Seng, de Hong Kong, fechou em queda de 1,5%.
Na Europa, o índice de referência Stoxx 600, fechou em queda de 2,57%. .
“A reação do mercado foi tão intensa que, ironicamente, aproximou-se da própria estimativa de perda que as tarifas poderiam causar, como se o pânico precificasse, de forma implícita, o custo da política”, escreve o analista da Empiricus Matheus Spiess.
“A avaliação é que, diante das medidas anunciadas recentemente, há uma expectativa de desaceleração da atividade econômica global. O raciocínio no mercado é de que o crescimento mundial pode perder força ou até mesmo estagnar”, diz Alison Correia, analista de investimentos e co-fundador da Dom Investimentos.
A análise de alguns especialistas é de que as tarifas foram piores do que o esperado, com uma alíquota mínima de 10%, o que em si já seria ruim o bastante. Além disso, impôs tarifas recíprocas ainda maiores para países que, na visão do presidente, mantêm práticas comerciais “injustas” contra produtos americanos.
Acontece que as contas usadas pelo governo para o emprego das taxas parecem ter sido justificadas no volume de déficit comercial dos EUA com determinados países, ignorando o comércio de serviços, em uma metodologia considerada não tradicional. Veja abaixo a conta que o governo divulgou como sendo a base para a aplicação das tarifas:

Por exemplo, os EUA alegam que a China cobra uma tarifa de 67%. Os EUA tiveram um déficit de US$ 295,4 bilhões com a China em 2024, enquanto os bens importados valiam US$ 438,9 bilhões, de acordo com dados oficiais. Quando você divide US$ 295,4 bilhões por US$ 438,9 bilhões, o resultado é 67%. A mesma matemática vale para o Vietnã, União Europeia e assim por diante.
Na visão de Spiess, esse critério ignora as complexidades do comércio global e beira o primitivismo econômico. “É flagrantemente absurdo. Na prática, trata-se de uma guinada protecionista embalada em pseudo-economia”.
Aliás, a fórmula puniu mais duramente os mercados asiáticos, que possuem grandes saldos comerciais com os EUA.
À CNBC, Trinh Nguyen, economista sênior da Ásia emergente na Natixis, afirma que a fórmula é sobre desequilíbrios comerciais com os EUA, em vez de tarifas recíprocas no sentido de distorções de nível tarifário ou não tarifário.
Assim, seria difícil para a Ásia atender às demandas dos EUA para reduzir as tarifas no curto prazo, já que o objetivo seria comprar mais produtos americanos do que eles exportam para os EUA. O requisito se torna ainda mais difícil para os países mais pobres, já que o poder de compra é desproporcional.
Spiess ressalta ainda que tais medidas colocam os EUA de volta ao passado, já que se trata de um salto mais acentuado e veloz do que o imposto pela famigerada legislação Smoot-Hawley de 1930, que elevou as tarifas efetivas sobre importações americanas de 13,5% para 19,6% ao longo de dois anos.
Cabe lembrar que essas tarifas agravaram o colapso da Grande Depressão por lá e foram responsáveis por uma queda de mais de 60% no comércio global.
“O que foi entregue foi tão aleatório quanto qualquer coisa que esta administração fez até agora, e o nível de complicação além do nível máximo de novas tarifas é pior do que se temia e ainda não precificado no mercado”, disse Art Hogan, estrategista-chefe de mercado da B. Riley Wealth Management, para a CNBC.
Assim, os temores sobre uma recessão já voltam a rondar os mercados. Não à toa, os yields (rendimentos) dos Treasuries já começaram a recuar — reflexo direto da aversão ao risco.
As políticas tarifárias dos EUA anunciadas na quarta-feira farão com que o Produto Interno Bruto dos EUA sofra um impacto de 10% no segundo trimestre de 2025, disse o economista-chefe da High Frequency Economics, Carl Weinberg, à CNBC.
Os traders da Polymarket e da Kalshi estão precificando uma chance de mais de 50% de uma recessão nos EUA este ano.
Enquanto isso, o dólar perde força contra as moedas do mundo todo. O DXY, índice que mede isso, cai cerca de 2% nesta manhã, enquanto o Euro renova máximas contra a moeda norte-americana, com alta de 2,39%.
“A ilusão de que a produção industrial pode ser rapidamente repatriada para solo americano é, no mínimo, ingênua. Trata-se de um processo complexo, lento e custoso, que exige investimento em infraestrutura, mão de obra qualificada e tempo — três recursos que nem sempre estão disponíveis em abundância”, acrescenta Spiess.
* Com informações da CNBC
Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas
O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.
Com preços mais altos, custos menores e mix voltado ao setor automotivo, siderurgia puxa Ebitda para R$ 653 milhões, enquanto mineração segue pressionada por volumes menores
Apesar das projeções otimistas, o banco identifica que regiões como a Vila Olímpia devem ser impactadas pela devolução de imóveis em breve
Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro
Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%
Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora
A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial
A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026
Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra
O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui
Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância
O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda
A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas
Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto
Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes
Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática
Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje
A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses
O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa