Não é a Vale (VALE3): BTG recomenda compra de ação de mineradora que pode subir quase 70% na B3 e está fora do radar do mercado
Para o BTG Pactual, essa mineradora conseguiu virar o jogo em suas finanças e agora oferece um retorno potencial atraente para os investidores; veja qual é o papel

Subestimada pelos investidores e com retorno potencial atraente, a ação de uma mineradora acaba de receber o selo de compra do BTG Pactual — e desta vez, nem é a Vale (VALE3).
Diante das preocupações com balanço e endividamento, a CBA (CBAV3) foi deixada de lado pelo mercado nos últimos meses. No entanto, para o BTG, a companhia de alumínio conseguiu virar o jogo em suas finanças e agora oferece uma janela de oportunidade atrativa.
Depois de um ano inteiro com classificação neutra, os analistas decidiram elevar a recomendação de CBAV3 para compra, com preço-alvo de R$ 8,00 para os próximos 12 meses.
A cifra prevê uma valorização potencial de quase 70% em relação ao fechamento anterior.
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Impulsionadas pelo crescente otimismo do BTG, as ações da CBA ganharam força no pregão desta sexta-feira (28) e operam entre as maiores altas da bolsa brasileira pela manhã.
Por volta das 11h35, os papéis CBAV3 saltavam 6,87% na B3, negociados a R$ 4,98. No acumulado de 12 meses, a alta já chega a 20%.
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A virada da CBA (CBAV3)
Há dois anos, o BTG Pactual descrevia a situação da CBA como uma “tempestade perfeita”, marcada por preços baixos do alumínio, custos elevados e instabilidade operacional. Essa conjunção de fatores elevou a alavancagem para um pico de 9,7 vezes em meados de 2023.
No entanto, os analistas avaliam que a mineradora foi capaz de realizar uma verdadeira virada operacional, estabilizando a produção e as operações e reduzindo significativamente sua alavancagem financeira através de gestão de passivos e venda de ativos.
Com isso, a alavancagem da CBA foi reduzida de quase 10 vezes em 2023 para cerca de 2,8 vezes — e com perspectivas de reduzir ainda mais esse indicador ao longo dos próximos meses.
“Uma vez que a alavancagem atinja níveis mais confortáveis, entre 1 vez e 1,5 vez, vemos espaço para a empresa restabelecer os pagamentos de dividendos, o que poderia ainda mais realçar a atratividade da ação para os investidores”, escreveram os analistas Leonardo Correa e Marcelo Arazi, que assinam o relatório.
O que está por trás da visão otimista sobre a ação CBAV3
Na avaliação do BTG, as cotações da ação da CBA na tela não refletem adequadamente a redução dos riscos no balanço patrimonial realizada nos últimos anos.
“Vemos espaço para mais reequilíbrio do valor de firma e acreditamos que o mercado não reconheceu devidamente esse progresso no preço das ações.”
Sob a ótica financeira, a expectativa do BTG é que a CBA imprima um fluxo de caixa livre (FCF) de 14% em 2025, impulsionado por um Ebitda melhorado, redução nas despesas financeiras e benefícios fiscais.
Isso coloca a empresa como a maior geradora de FCF dentro do escopo de cobertura do banco — uma valorização ainda não totalmente precificada pelo mercado na ação CBAV3.
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Embora a mineradora possua capitalização e liquidez mais enxutas, a CBA apresenta atualmente um rendimento de fluxo de caixa (FCF yield) acima da média de 10% observada em outras ações do segmento, como Vale, Gerdau e CSN.
“Olhando para frente, acreditamos que a geração de FCF da CBA permanecerá resiliente, impulsionada por potenciais ganhos com a monetização de créditos ICMS, desalavancagem adicional e melhorias operacionais”, ponderou o banco.
Já do lado operacional, a visão é que as operações da empresa estão relativamente estáveis, com um cronograma de pedidos saudável e controle rigoroso dos investimentos (capex).
O BTG também mantém uma visão positiva a longo prazo para o alumínio, sustentada por custos crescentes e demanda em ascensão nos setores de transição energética.
“Os preços do alumínio têm se comportado decentemente nos últimos meses, com uma média de aproximadamente US$ 2.600 por tonelada, consolidando a CBA como uma opção atraente para investir na commodity”, avaliaram os analistas.
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