Maior queda do Ibovespa: por que as ações da CVC (CVCB3) caem mais de 7% na B3 — e como um dado dos EUA desencadeou isso
A combinação de dólar forte, dúvida sobre o corte de juros nos EUA e avanço dos juros futuros intensifica a pressão sobre companhia no pregão
Enquanto muita gente viaja para curtir o feriado prolongado, as ações da CVC (CVCB3) parecem ter perdido a conexão com o embarque. Os papéis da rede de agências de viagem lideram as quedas do Ibovespa nesta sexta-feira (21). Os papéis fecharam em queda de 7,11%, negociados a R$ 1,83.
O Ibovespa, por sua vez, fechou em baixa de 0,39%, aos 154.770 pontos, em meio à baixa liquidez do mercado no dia seguinte ao feriado e com avanço da curva de juros futuros.
Além disso, pesa sobre o índice temor do mercado de que o Federal Reserve, o banco central norte-americano, não corte juros na sua reunião de dezembro, depois que o payroll de setembro mostrou um mercado de trabalho bem mais aquecido do que o esperado.
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O que derruba os papéis de CVC hoje?
As ações da CVC registram forte queda em um dia de dólar pressionado contra o real. A moeda norte-americana opera acima de R$ 5,40, refletindo a crescente incerteza sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos.
Embora o mercado ainda atribua mais de 70% de probabilidade a um corte na taxa básica em dezembro, a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) tende a ser dividida — o que aumenta a volatilidade e reforça a cautela dos investidores.
Além disso, o Escritório de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos informou o cancelamento da divulgação do relatório de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de outubro. Segundo o órgão, a paralisação do governo impediu a coleta de dados. O shutdown durou 43 dias, sendo o mais longo do país.
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Os papéis da companhia de turismo também são pressionados pelo avanço na curva de juros, com alta das taxas de Depósitos Interfinanceiros (DIs) nos vencimentos de curto e médio prazos.
Em linhas gerais, um dólar mais forte e a alta na curva mostram um potencial de taxa de juros estável num patamar elevado por mais tempo — o que impacta o consumo das famílias. Sendo assim, a tendência é de queda na procura e compra de pacotes de viagens e reservas de hospedagens, principalmente no exterior.
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