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Levantamento da Empiricus mostra que a média de valorização das ações brasileiras em 12 meses após o início dos cortes é de 25,30%
Sabe aquela sensação de que você está vivendo algo que já aconteceu antes? Friedrich Nietzsche chama essa ideia de "eterno retorno": a noção de que os eventos se repetem, mas sempre com alguma diferença. Uma análise de investimentos da Empiricus usou esta metáfora para avaliar os ciclos de corte de juros no Brasil nos últimos 25 anos.
O levantamento mostrou um padrão histórico extremamente favorável para quem investe em ações. Desde 2003, em 100% das vezes que o Banco Central iniciou um ciclo de cortes da taxa Selic, a Bolsa brasileira apresentou retornos positivos entre seis e doze meses depois do primeiro corte.
Isso significa que, historicamente, a queda dos juros tem sido um gatilho consistente para a valorização das ações, mesmo que o caminho tenha ruídos e volatilidade no curto prazo.
Mas o cenário atual tem ainda “variáveis inéditas”, diz o relatório. Além de o padrão histórico já ser positivo, o momento atual conta com dois gatilhos adicionais que não estavam presentes em outros ciclos:
Antes de olhar os números, é importante entender por que a queda de juros costuma ser tão positiva para o mercado de ações. O relatório explica que isso acontece por três principais motivos:
1. Melhora nos resultados das empresas: Com juros mais baixos, as companhias gastam menos com suas dívidas. Ao mesmo tempo, o crédito mais barato incentiva o consumo das famílias, o que pode aumentar as receitas das companhias.
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Menos despesa e mais receita geralmente significam mais lucro, valorizando as ações.
2. Ações ficam "mais baratas": Para calcular o "preço justo" de uma ação, analistas usam uma taxa de desconto futura que é influenciada pelos juros. Quando os juros caem, essa taxa diminui, e o valor presente das empresas sobe.
Na prática, essa atualização abre espaço para preços-alvo maiores e valorização dos papéis na Bolsa.
3. Menor atratividade da renda fixa: Com a Selic caindo, investimentos de renda fixa passam a render menos. Isso leva os investidores a buscarem alternativas com maior potencial de retorno, como as ações, aumentando a demanda e empurrando os preços para cima.
Para confirmar se essa teoria funcionou na prática, a Empiricus analisou os sete ciclos de corte de juros dos últimos 25 anos. O índice IBX — que representa as 100 ações mais negociadas da B3 — serviu como termômetro para a análise.
Os resultados, apresentados na tabela abaixo, mostram um padrão muito claro.

Embora o retorno médio em três meses seja positivo, ele não é uma garantia, pois fatores externos podem interferir no curto prazo. O relatório destaca o exemplo de 2023, quando um ciclo de queda dos juros se iniciou em agosto.
A alta expressiva dos rendimentos dos Treasurys norte-americanos aumentou a atratividade de investimentos nos EUA e reduziu o apetite por ativos de risco no Brasil, causando uma leve queda na bolsa.
No entanto, ao ampliar o horizonte para seis e doze meses, o padrão se torna consistente, com 100% de retornos positivos nos ciclos analisados.
Segundo a Empiricus, isso demonstra que, uma vez que o movimento de queda de juros se consolida, seu efeito positivo sobre as ações tende a superar os "ruídos" de curto prazo, gerando valorizações robustas na maioria das vezes.
Se o passado já serve como um bom guia, o cenário presente traz dois fatores adicionais que podem intensificar o movimento positivo para a Bolsa brasileira.
O primeiro é o início do ciclo de cortes de juros nos Estados Unidos.
Quando o banco central norte-americano reduz os juros, o dólar tende a se enfraquecer globalmente. Para o Brasil, isso é excelente, pois tira a pressão sobre o real e dá mais segurança para o Banco Central continuar cortando a Selic.
Além disso, um juro mais baixo nos EUA aumenta a atratividade dos investimentos em mercados emergentes, com potencial de intensificar o fluxo de capital estrangeiro para a Bolsa local.
O segundo gatilho é a proximidade das eleições presidenciais de 2026.
Para além dos ciclos de corte dos juros, períodos de mudanças políticas em direção a agendas consideradas pró-mercado e de maior responsabilidade fiscal também foram positivos para as ações no passado.
Embora o resultado da eleição seja incerto, os investidores não esperam a confirmação das urnas para se posicionar. O simples fato de nos aproximarmos do pleito já gera expectativas e pode destravar valor.
Os dados confirmam isso, segundo o relatório: nos últimos 25 anos, em quase todas as eleições, a Bolsa registrou desempenho positivo nos 12 meses que antecederam a votação. Leia mais sobre isso aqui.

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