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Monique Lima

Monique Lima

Repórter de finanças pessoais e investimentos no Seu Dinheiro. Formada em Jornalismo, também escreve sobre mercados, economia e negócios. Já passou por redações de VOCÊ S/A, Forbes e InfoMoney.

COMMODITIES EM ALTA

Exportadoras carregam o Ibovespa: Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) sobem até 3% com acordo comercial entre EUA e China

Negociação entre EUA e China melhora as perspectivas de demanda por commodities no mundo e faz exportadoras terem um dia do alívio na bolsa

Monique Lima
Monique Lima
12 de maio de 2025
14:33 - atualizado às 18:51
Petrobras PETR4 Vale VALE3 carteiras recomendadas abril
Imagem: Montagem Canva Pro/ Seu Dinheiro

Estados Unidos e China chegaram a um acordo em relação às tarifas de importação: durante 90 dias, os valores de três dígitos foram pausados e as alíquotas a serem empregadas caíram para 10% entre ambos os países — boas notícias para as principais exportadoras brasileiras, Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), que colhem frutos do otimismo do mercado. 

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Ao longo do pregão desta segunda-feira (12), as ações ordinárias (PETR3) e as ações preferenciais (PETR4) da Petrobras subiram mais de 3%, assim como as ações da Vale.

No fechamento, entretanto, os papéis devolveram parte dos ganhos. As ações PETR3 fecharam com alta de 3,10%, a R$ 34,23, enquanto as ações PETR4 subiram 2,78% no dia, a R$ 31,77. Por fim, as ações VALE3 fecharam com alta de 2,51%, a R$ 54,28.  

A leitura dos agentes de mercado é que o acordo entre as duas maiores economias globais tende a aumentar o consumo de commodities globalmente. Além disso, o temor de uma recessão global com a guerra tarifária também diminuiu. 

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência global para os preços da Petrobras, avançaram 1,66%, a US$ 64,97 por barril. 

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Já o contrato do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Dalian (DCE), na China, fechou o dia com alta de 3,16%, US$ 99,63 a tonelada — o maior valor desde 7 de maio, se aproximando do nível psicológico de US$ 100.

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A magnitude das reduções tarifárias — de 145% dos EUA e 125% da China para 10% para ambos — superou as expectativas e reforçou o sentimento otimista do mercado, segundo analistas.

Por parte dos Estados Unidos, há uma incidência adicional de 20% de taxa relacionada ao fentanil, o que eleva a alíquota dos EUA sobre o Gigante Asiático para 30%. Porém, o sentimento que prevalece é de acordo entre as partes. 

Diante do menor risco de desaceleração global, vislumbra-se um cenário mais favorável para as commodities, com aumento na demanda por petróleo e minério de ferro, não só nos EUA e na China, mas no mundo todo. 

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Com isso, os preços das matérias-primas tendem a deslanchar.

Exportadoras sobem em bloco

Além de Petrobras e Vale, outras exportadoras disparam no Ibovespa. 

É o caso de Prio (PRIO3), +5,64%, Suzano (SUZB3), 3,73+%, PetroRecôncavo (RECV3), +3,80%, e Gerdau (GGBR3), +2,51%. 

Balanço da Petrobras 

Para além do cenário internacional, hoje os agentes econômicos também devem ficar atentos à divulgação do relatório trimestral de resultados da Petrobras. 

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Após o fechamento do mercado, a petroleira irá entregar seu balanço, e os investidores devem verificar com lupa pelo menos dois indicadores: o capex (investimentos) e os dividendos. 

O capex está sob escrutínio dos investidores desde o quarto trimestre de 2024, quando a petroleira elevou muito o nível de investimentos, acima do esperado pelo mercado. Com isso, os acionistas querem entender onde foi empregado o montante bilionário e o que isso significa para a distribuição de lucros. 

Afinal, se o lucro está sendo empregado em maior volume para novos investimentos, isso significa uma fatia menor paga aos acionistas. 

Isso pode não ser um problema, desde que os investimentos sejam bem aplicados, em projetos que podem se converter em eficiência operacional no futuro — mas isso ainda não foi bem explicado pela petroleira. 

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A expectativa é que os dois pontos sejam abordados no relatório desta noite. 

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