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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

CARTEIRA DE INVESTIMENTOS

Estrangeiro “afia o lápis”, mas ainda aguarda momento ideal para entrar na bolsa brasileira

Segundo o Santander, hoje, os investidores gringos mantêm posições pequenas na bolsa, mas mais inclinados a aumentar sua exposição, desde que surja um gatilho apropriado

Camille Lima
Camille Lima
5 de março de 2025
14:10 - atualizado às 13:38
Bandeira do Brasil, situação fiscal
Imagem: Canva Pro/Montagem Seu Dinheiro

Depois de meses conturbados para a renda variável como um todo, os investidores estrangeiros voltaram os olhos para a bolsa brasileira, mas estão sem pressa de dar o "sim".

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Segundo relatório do Santander, que ouviu investidores na Europa, o compasso é de espera por um momento ideal para aumentar a exposição na carteira — não só em relação ao Brasil, mas também a outras regiões —, no aguardo de maior clareza sobre tarifas e políticas econômicas dos EUA. 

Hoje, os investidores internacionais mantêm posições pequenas na bolsa local, mas mais inclinados a aumentar sua exposição desde que surja um gatilho apropriado.

“Terminamos a semana com a impressão de que os investidores estão afiando seus lápis para estar prontos para adicionar Brasil quando o momento for oportuno”, avaliaram os analistas. 

Bolsa brasileira entre otimismo e cautela

Para os gringos, o ponto mais baixo de valuation da bolsa brasileira já passou e a perspectiva é de melhoria, impulsionada por eventos positivos esperados para 2026.

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A potencial continuação da depreciação do dólar também é vista como favorável, pois poderia beneficiar os mercados emergentes, como o Brasil.

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Alguns investidores acreditam que, se a economia dos EUA continuar a desacelerar, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) poderia retomar o ciclo de flexibilização monetária, oferecendo suporte adicional ao desempenho das ações emergentes.

No entanto, essa visão não é unânime, com a maioria dos investidores ainda relutante em fazer apostas agressivas neste momento.

No cenário local, a preocupação com a desaceleração do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo semestre de 2025 e seu impacto potencial nos lucros das empresas continua a moderar o otimismo dos investidores estrangeiros.

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Onde os gringos investem?

Frente ao risco de um ambiente de consumo enfraquecido, o Santander indica que os investidores estrangeiros preferem manter em suas carteiras empresas defensivas e de crescimento robusto, como o Mercado Livre (MELI34), que “poderiam suportar qualquer potencial desaceleração na atividade econômica”.

Por ora, a maioria mantém exposição na bolsa a companhias de alta qualidade, como Weg (WEGE3), Embraer (EMBR3), RD Saúde (RADL3) e Itaú Unibanco (ITUB4), além de ativos no segmento de utilidades públicas, como saneamento e energia.

Os investidores ainda acompanham de perto a Cyrela (CYRE3), vista como uma ação de “beta” alto — mais suscetível a acompanhar melhorias de mercado — e qualidade elevada com grande poder de precificação.

“A maioria dos investidores com quem falamos concordou que poderia ser um nome interessante de alto beta para capturar a potencial continuação do enfraquecimento do dólar e gatilhos no próximo ano”, disse o Santander.

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