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Os analistas do BTG Pactual coroaram a dona da Seara como a ação predileta entre os frigoríficos — e também como o único papel do setor com recomendação de compra

Em um cenário de incertezas e volatilidade no mercado de proteína animal, o BTG Pactual crava: a JBS (JBSS3) é o nome para se proteger e buscar bons resultados em 2025.
Os analistas coroaram a dona de marcas como Swift e Seara como a ação predileta entre os frigoríficos — e também como o único papel do setor com recomendação de compra.
Para o banco, as ações da companhia têm potencial de saltar até 47% na B3 nos próximos 12 meses, considerando o preço-alvo de R$ 48,00 fixado pelos analistas.
Segundo os analistas, a receita para o sucesso da JBS (JBSS3) passa por alguns ingredientes essenciais, como a diversificação dos negócios, a dolarização das receitas e um balanço sólido.
Isso porque, em tempos de turbulência, ter uma empresa com as contas em dia e gerando caixa é fundamental — especialmente uma companhia com receitas em dólar, protegendo das oscilações do câmbio.
Outro ponto que sustenta a visão otimista é que a JBS não coloca todos os ovos na mesma cesta.
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Assim, com operações diversificadas em diferentes segmentos da proteína animal, a empresa se protege de eventuais quedas no ciclo de produção de aves, como a que se prenuncia para 2025.
Para o BTG, o ciclo da avicultura tomou um rumo incomum: as margens permaneceram historicamente altas por um período prolongado, com a produção lutando para expandir no ritmo normalmente esperado sob essas condições.
Confira aqui:
A expectativa dos analistas é de aumento na produção de carne de frango nos próximos meses — mais do que o suficiente para pressionar os preços.
“As operações diversificadas da JBS também oferecem uma proteção natural contra a desaceleração do ciclo da avicultura. Em contraste, os valuations mais ‘exigentes’ da BRF e uma maior exposição à avicultura a tornam mais vulnerável a uma possível desaceleração cíclica, assim como a Marfrig”, avaliaram os analistas.
Isso significa que o preço das ações da BRF pode estar relativamente alto em comparação com os ganhos, o que pode limitar o potencial de valorização futura e aumentar o risco de correção.
Já a Marfrig, que tem boa parte de seu valor atrelado à sua participação na BRF, pode acabar seguindo o mesmo caminho de desaceleração, seja por uma retração no ciclo de aves ou uma desvalorização das ações BRFS3.
O BTG tem recomendação neutra para ambas as ações.
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