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Na semana passada, o papel da petroquímica subiu 3,09% e ficou entre as maiores altas da bolsa como repercussão dos novos investimentos
Depois de operar em alta na sexta-feira (17), as ações da Braskem (BRKM5) começam a semana novamente com o pé direito, ainda colhendo frutos do anúncio de que a companhia vai desembolsar centenas de milhões de reais em novos investimentos no setor petroquímico.
Nesta segunda-feira (20), o papel da Braskem ficou no topo das maiores altas do Ibovespa, com BRKM5 subindo 8,45%, a R$ 13,74, no fechamento. Já o principal índice da bolsa brasileira também operou no campo positivo, terminando o dia em alta de 0,41%, aos 122.855,15 pontos.
Na semana passada, o papel da petroquímica subiu 3,09%, a R$ 12,67, também figurando entre as maiores altas do Ibovespa como repercussão dos novos investimentos.
Afinal, por que o novo investimento da Braskem impulsiona as ações da companhia?
Conforme anunciado na semana passada, a Braskem quer expandir sua produção no Brasil. Para isso, a petroquímica vai investir R$ 614 milhões no setor.
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Serão sete projetos para a ampliação da atual capacidade de produção de polietileno (PE), cloreto de polivinila (PVC) e outros produtos na Bahia, no Rio Grande do Sul e em Alagoas.
Além disso, a expectativa é de que os novos projetos da companhia gerem mais de 2.200 postos de trabalho no país durante a execução das obras, de acordo com a Braskem.
Os investimentos fazem parte do Regime Especial da Indústria Química (Reiq), que prevê o crédito presumido de 1,5% do imposto de PIS/Cofins para investimentos focados na ampliação de capacidade instalada da indústria química brasileira.
Com geração de empregos, aumento na produção e investimentos na indústria, o mercado espera que a petroquímica consiga reverter — ou pelo menos aliviar a pressão — seus maus resultados financeiros, sobretudo o prejuízo de R$ 593 milhões no 3T24 influenciado pela volatilidade cambial — embora a companhia tenha conseguido reduzir as perdas.
Apesar do impacto positivo nas ações da Braskem, os investidores parecem mais animados do que os analistas do BTG Pactual. Luiz Carvalho, Pedro Soares e Henrique Pérez acreditam que esses investimentos visam a otimizar plantas existentes, mas não representam, de fato, uma mudança na estratégia de ajustes na capacidade de produção.
Isso significa que, embora a companhia aumente a produção em algumas plantas, outras unidades de produção menos eficientes podem ser fechadas pela Braskem.
“Embora apreciemos a iniciativa de hoje de otimizar todo o portfólio, acreditamos que os investidores podem ter dificuldades para precificar os potenciais benefícios dessas iniciativas no curto prazo”, explicam os analistas do banco de investimentos.
Com uma recuperação mais lenta do que o esperado no ciclo petroquímico e desafios de custos no portfólio, a companhia não tem muito o que comemorar, na visão do BTG.
Por conta disso, o BTG ainda mantém uma postura mais cautelosa em relação à BRKM5 — o oposto da euforia que se reflete na alta das ações da Braskem desde a última sexta-feira.
O BTG ainda prevê um Fluxo de Caixa Livre para o Acionista (FCFE, na sigla em inglês) negativo este ano. “Mesmo que o investimento de R$ 614 milhões seja relativamente modesto e com desembolsos distribuídos entre 2025 e 2026, a capacidade da empresa de transferir valor de dívida para patrimônio de forma mais rápida ainda parece limitada.”
Por enquanto, os analistas mantêm recomendação equivalente a neutra para BRKM5.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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