🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

MERCADOS HOJE

Bolsas renovam recordes em Nova York, Ibovespa vai aos 147 mil pontos e dólar perde força — o motivo é a inflação aqui e lá fora. Mas e os juros?

O IPCA-15 de outubro no Brasil e o CPI de setembro nos EUA deram confiança aos investidores de que a taxa de juros deve cair — mais rápido lá fora do que aqui

Carolina Gama
24 de outubro de 2025
12:39 - atualizado às 17:37
Imagem: Shutterstock/Helena Aymee

Se a inflação costuma ser a vilã dos mercados, nesta sexta-feira (24) não foi. Os esfriamentos de preços nos EUA em setembro e por aqui em outubro patrocinaram recordes nas bolsas de Nova York, levando o Ibovespa de volta ao patamar do final de setembro — 147 mil pontos — e ainda fez o dólar perder força. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de setembro — que foi adiado devido à paralisação do governo norte-americano — subiu 0,3% no mês, elevando a taxa de inflação anual para 3%, de acordo com o Bureau of Labor Statistics. As previsões eram de alta de 0,4% e 3,1%, respectivamente.

Excluindo alimentos e energia, o núcleo do CPI teve alta de 0,2% em setembro e de 3% em 12 meses, também abaixo das projeções de 0,3% e 3,1%, respectivamente.

Com os dados na mão, os investidores correram para ajustar as apostas na queda dos juros nos EUA. De acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group, a probabilidade de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) corte a taxa em dezembro saltou de 91% antes dos dados para 98,5%. A chance de um corte na próxima semana permaneceu em torno de 98%-99%. 

Em Wall Street, a reação ao CPI também foi imediata: o Dow Jones deu uma arrancada de 400 pontos para um novo recorde. O Dow subiu 1,01%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq tiveram alta de 0,79% e 1,15%, respectivamente. Na renda fixa, o yield (rendimento) dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos chegaram a cair abaixo de 4%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por aqui, o CPI e o índice nacional de preços ao consumidor amplo 15 (IPCA-15)  também ajudaram o Ibovespa a renovar recordes. O principal índice da bolsa brasileira chegou aos 147.239,79 pontos no pico da sessão. No fechamento, o Ibovespa subiu 0,31%, aos 146.172,21 pontos. 

Leia Também

No mercado de câmbio, o dólar à vista perdeu força ao longo da sessão, acompanhando o comportamento da moeda norte-americana no exterior após os dados de inflação, mas acabou terminando com ganhos de 0,12%, a R$ 5,3926.

A alta de 0,18% do IPCA-15 é a mais branda para outubro desde 2022, quando subiu 0,16%. Em outubro de 2024, o índice avançou 0,54%. Em setembro de 2025, apresentou elevação de 0,48%.

O resultado de outubro de 2025 fez a taxa acumulada em 12 meses arrefecer, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã de hoje. O IPCA-15 acumulado em 12 meses passou de 5,32% em setembro para 4,94% em outubro — a mais baixa desde janeiro deste ano, quando estava em 4,50%. No acumulado de 2025 até outubro, o IPCA-15 tem alta de 3,94%. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A inflação no Brasil até o fim do ano e queda de juros por aqui

O resultado do IPCA-15 de outubro reafirmou a tendência recente de desinflação da economia brasileira, com uma leitura quantitativa e qualitativa positiva, segundo o economista sênior do Inter, André Valério.

Para os últimos meses do ano, ele espera manutenção dessa tendência de desinflação, com menores pressões nos combustíveis e energia, enquanto a política monetária restritiva deve contribuir para manter a inflação de serviços e núcleos em queda.

 O Inter projeta alta de 4,7% para o IPCA de 2025 e início do processo de flexibilização monetária em janeiro. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano. 

Para a economista Luciana Rabelo, do Itaú BBA, o IPCA-15 veio com um aspecto qualitativo melhor do que o previsto. Segundo ela, houve surpresa de baixa tanto em serviços subjacentes — seguro e conserto de automóveis — como em industriais subjacentes — higiene pessoal e aparelho telefônico. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para 2025, o BBA espera que o IPCA feche em 4,6%, de 4,7% anteriormente.

Na avaliação do Bradesco BBI, a desaceleração do IPCA-15 em outubro para 0,18% ocorreu de maneira ampla e generalizada, "indicando que não é apenas o câmbio que está contribuindo para a redução da inflação". 

"Esperamos que esse movimento prossiga e o IPCA termine o ano em 4,5%", diz o time do BBI em relatório.

O banco apontou que os preços dos alimentos consumidos no domicílio continuaram a cair, embora em um ritmo mais lento do que nos meses anteriores. Em um ano, essa categoria acumulou alta de 5,5%, uma redução de 1,1 ponto porcentual em relação ao mês anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o BBI, a apreciação cambial recente foi um dos fatores que ajudou na queda dos preços dos bens industriais, que tiveram uma leve redução de 0,02% em outubro e acumularam alta de 3,4% nos últimos 12 meses.

Bolsas compram corte de juros nos EUA, mas ele virá mesmo?

As bolsas subiram e os investidores correram para aumentar a aposta na queda de juros nos EUA após o CPI de setembro. O Fed tem reunião marcada para a próxima quarta-feira (29) e o afrouxamento neste encontro é dado como certo. Atualmente a taxa por lá está na faixa entre 4,00 e 4,25% ao ano. 

Para o CIBC, os dados de setembro do CPI vieram abaixo do esperado, mas números mais altos provavelmente não fariam diferença para a trajetória de queda dos juros básicos norte-americanos.

"A exigência para convencer o Fed a não cortar juros em outubro era muito alta, e os dados de hoje certamente não atendem a esse padrão, tornando o corte das taxas da próxima semana praticamente certo", diz o CIBC, em nota a clientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O CIBC pondera ainda que dois cortes de juros adicionais até o fim do ano, totalizando 50 pontos-base, tornaram-se a dosagem preferida dos dirigentes do Fed para garantir alívio à economia, "em grande parte porque a sensibilidade da economia a cortes de juros diminuiu ao longo do tempo."

Thomas Feltmate, diretor e economista sênior da TD Economics, avalia que o relatório de inflação de setembro veio um pouco mais fraco do que o esperado, graças a uma forte queda nos custos primários de moradia. 

Em outros setores, segundo ele, há muitos sinais sugerindo que as pressões inflacionárias elevadas provavelmente persistirão nos próximos meses — o repasse tarifário continuou a aumentar, com 75% das categorias de bens apresentando ganhos de preços no mês passado (acima dos 67% em agosto). 

“Com a desaceleração do mercado de trabalho norte-americano se tornando uma preocupação mais urgente para as autoridades, não acreditamos que as elevadas pressões inflacionárias atuais impeçam o Fed de realizar outro corte de juros de 0,25 ponto percentual na próxima semana”, diz Feltmate.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele, no entanto, chama atenção para o fato de que leituras mais elevadas em relatórios de inflação subsequentes podem ter implicações para decisões futuras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar