🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances "O Roteirista", "Abandonado" e "Os Jogadores"

VISÃO DO GESTOR

“As ações da nossa carteira têm capacidade para até triplicar de valor”, diz gestor de fundo que rende mais que o dobro do Ibovespa desde 2008

Cenário de juros em alta, risco fiscal e incerteza geopolítica parece pouco convidativo, mas representa oportunidade para o investidor paciente, diz Pedro Rudge, da Leblon Equities

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
13 de março de 2025
6:37 - atualizado às 13:20
Pedro Rudge, sócio-fundador da Leblon Equities
Pedro Rudge, sócio-fundador da Leblon Equities - Imagem: Divulgação Anbima

Perguntar a Pedro Rudge, sócio-fundador da Leblon Equities, se está na hora de investir na bolsa é praticamente chover no molhado. Afinal, ele está longe de ser um novato no mercado: basta lembrar que a gestora carioca especializada em ações começou a operar no fatídico mês de setembro de 2008, bem no epicentro da crise financeira global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se o momento atual nem de longe parece tão catastrófico como o daquela época, o cenário de juros em alta, risco fiscal e incerteza geopolítica tampouco parece convidativo para assumir riscos.

Contudo, por mais contraditório que pareça, esse é justamente o argumento que o gestor usa ao ser questionado se vale a pena entrar na bolsa agora.

“Quando todos acreditam que investir na bolsa é ruim, é sinal de que os preços estão muito deprimidos”, disse Rudge, em uma conversa por vídeo.

Leblon: ações da carteira podem até triplicar de valor

É claro que existem motivos para os preços estarem onde estão. A Selic mais alta, por exemplo, deve ajudar a esfriar a economia, o que tende a se refletir nos resultados das empresas na B3. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por outro lado, Rudge avalia que o investidor com perfil de longo prazo — e com paciência — pode encontrar grandes oportunidades no mercado.

Leia Também

“Nos preços atuais das ações, o mercado sinaliza que as empresas vão perder dinheiro e ficar sem crescer. Mas na nossa visão não é isso que está acontecendo quando se olha o operacional das companhias.”

O próprio histórico da Leblon mostra que alguns dos melhores períodos para os fundos da casa ocorreram entre 12 e 24 meses depois de um ciclo de alta da Selic, de acordo com Rudge.

Em quase 17 anos de história, o principal fundo da Leblon acumula retorno de 402,3%. Ou seja, mais que o dobro do Ibovespa, que registrou alta de 147,9%. O fundo também supera a dura concorrência do CDI, referência para os investimentos em renda fixa, que foi de 345,3% no mesmo período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É claro que retornos passados não são garantia de retornos futuros. Mas qual seria o potencial de valorização no cenário atual?

“As ações da nossa carteira têm capacidade de duplicar ou até triplicar de valor nos próximos dois a três anos”, respondeu o sócio da Leblon, que tem aproximadamente R$ 1 bilhão sob gestão.

Chips com streaming

Apesar da influência do cenário no momento atual da bolsa, na hora de selecionar as ações para compor a carteira a Leblon avalia principalmente o cenário de cada companhia. “Não investimos procurando as empresas defensivas em momentos de alta da Selic ou nas que ganham com a queda das taxas.”

Nesse sentido, os ativos que compõem os fundos hoje podem ser divididos em três grupos: o das empresas mais “tradicionais” de mercado na B3, o de papéis de menor capitalização (small caps) e ações estrangeiras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Começando pela parcela da carteira que investe em ações de fora do país, onde a Leblon começou a investir em 2020, a principal aposta hoje é em uma fabricante de chips, de olho na demanda com o avanço das aplicações de inteligência artificial.

Mas a escolha da gestora para surfar essa onda não foi a onipresente Nvidia, mas a menos badalada TSMC. Ao investir na empresa de Taiwan que possui ações negociadas em Nova York, a ideia foi justamente fugir do hype da concorrente mais famosa.

“Tentamos achar uma companhia que pudesse se beneficiar da IA sem pagar um prêmio tão alto”, disse o gestor da Leblon, que tem os papéis da TSMC na carteira há três anos.

Outra tendência com a qual o fundo espera lucrar é com a adesão ao streaming. Nesse caso, a gestora não inventou muito e partiu logo para a líder do segmento: a Netflix.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A empresa é mais eficiente que as concorrentes nos lançamentos e ainda tem avenidas a explorar, como é o caso dos games”, afirmou Rudge.

Pequena notável 

Mas a maior posição dos fundos da Leblon é de uma empresa bem mais próxima e listada aqui na B3, porém bem menos “pop”: a Priner (PRNR3).

A empresa de engenharia de manutenção é uma das poucas a apresentar desempenho positivo na bolsa entre aquelas que abriram o capital na última safra — entre 2020 e 2021.

O gestor acompanhou de perto a história da companhia, na qual investe desde antes da oferta inicial de ações. Na época, a Priner ainda era uma unidade da Mills (MILS3) — outra ação na carteira da Leblon.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Quando a Priner fez o IPO ela prestava quatro tipos de serviços. Com os recursos da oferta ela foi adquirindo empresas menores e hoje ela atua com mais de 20”, diz Rudge. A Priner vale hoje pouco mais de R$ 750 milhões na B3.

Leblon vê investidor "pago para esperar" com B3 (B3SA3)

Por falar em B3 (B3SA3), a dona da única (por enquanto) bolsa de valores brasileira é a principal posição da Leblon entre as chamadas blue chips, ou seja, as ações de maior capitalização e liquidez do mercado.

Não se trata de uma aposta óbvia. Afinal, a B3 é uma das mais prejudicadas pelo atual cenário de juros altos, que drena recursos e o interesse pelo investimento em bolsa.

O panorama macro é sem dúvida um vento contrário, mas essa é uma visão desatualizada sobre os negócios da dona da bolsa, de acordo com Rudge.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A B3 vem diversificando os negócios e hoje é muito menos dependente do mercado de ações”, disse. Ele lembrou que a companhia se beneficia também do momento favorável para a renda fixa, já que também atua no registro dessas operações.

Ainda pesa sobre a dona da bolsa hoje a ameaça de concorrência em vários negócios, como a negociação de ações e derivativos.

Tudo isso pode ser ruim, mas os preços das ações hoje já refletem um cenário em que a B3 não será capaz de reagir e o cenário macro negativo permanecerá negativo por muito tempo.

“A competição virá, mas a B3 é uma empresa eficiente e que ainda paga dividendos interessantes. Então, hoje eu sou pago para esperar”, disse o gestor da Leblon, que, diante do histórico do fundo e dos solavancos que enfrentou, já demonstrou ter a virtude da paciência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar