O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Os investidores correram para ajustar as posições sobre a magnitude do corte de juros nos EUA; entenda o motivo para essa nova visão
É muito mais uma questão de quanto do que de quando será o primeiro corte de juros nos EUA desse ciclo — pelo menos é esse o sinal da ata da reunião de julho do Federal Reserve (Fed), divulgada nesta quarta-feira (21).
O principal documento de política monetária do banco central norte-americano mostra que nos dias 30 e 31 de julho "a grande maioria” dos membros do Fomc (Comitê de Mercado Aberto) "observou que, se os dados continuassem chegando conforme o esperado, provavelmente seria apropriado flexibilizar a política na próxima reunião", marcada para 17 e 18 de setembro.
Mais do que isso: embora todos os membros do Fomc tenham votado naquele momento pela manutenção dos juros no maior patamar em 23 anos — na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano — a ata mostra que houve uma inclinação — entre um número não especificado de autoridades — para o início da flexibilização já na reunião de julho em vez de esperar até setembro.
“Vários [membros da reunião] observaram que o progresso recente na inflação e os aumentos na taxa de desemprego forneceram um caso plausível para reduzir os juros em 25 pontos-base nesta reunião ou que eles poderiam ter apoiado tal decisão”, diz a ata.
É importante ressaltar, no entanto, que na linguagem da ata do Fed, que não menciona nomes nem especifica a quantidade exata de membros, "vários" é um número relativamente pequeno.
No entanto, o documento deixa claro que as autoridades estavam confiantes sobre a direção da inflação e estavam prontas para começar a flexibilizar a política se os dados continuassem a cooperar.
Leia Também
Se, por muito tempo, o BC dos EUA usou todas as armas — e leia-se aqui uma sequência brutal de aumento de juros — para trazer a inflação de volta à meta de 2% ao ano, nos últimos dois meses é o emprego — que compõe o mandato duplo do Fed junto com a estabilidade de preços — que preocupa autoridades e o mercado em geral.
"A maioria dos membros [do Fomc] observou que os riscos para a meta de emprego aumentaram, e muitos deles notaram que os riscos para a meta de inflação diminuíram", diz a ata.
"Alguns membros [do Fomc] notaram o risco de que uma flexibilização gradual nas condições do mercado de trabalho pudesse transitar para uma deterioração mais séria", acrescenta.
O documento mostra ainda que "muitos" membros do comitê notaram que "os ganhos de emprego relatados podem estar exagerados".
Mais cedo, o Bureau of Labor Statistics relatou, em uma revisão preliminar dos números de emprego de abril de 2023 a março de 2024, que os ganhos podem ter sido exagerados em mais de 800.000.
Do lado da inflação, a ata de julho mostra alívio em torno da redução das pressões de preços.
"Com relação à perspectiva de inflação, os membros julgaram que dados recentes aumentaram a confiança de que a inflação estava se movendo de forma sustentável em direção a 2%", diz a ata.
"Quase todos os participantes observaram que os fatores que contribuíram para a desinflação recente provavelmente continuariam a pressionar a inflação para baixo nos próximos meses", acrescenta o documento.
As bolsas subiram no dia da decisão do Fed, em 31 de julho, mas despencaram nas sessões seguintes devido às preocupações de que o banco central norte-americano poderia estar se movendo muito lentamente para flexibilizar a política monetária.
Naquele momento, o Departamento do Trabalho relatou um aumento inesperado nos pedidos de seguro-desemprego, enquanto um indicador separado mostrou que o setor manufatureiro contraiu mais do que o esperado.
As coisas pioraram quando o payroll de julho mostrou a criação de apenas 114.000 vagas e outro aumento na taxa de desemprego, agora para 4,3%.
Os pedidos aumentaram para que o Fed cortasse rapidamente os juros — alguns chegaram a sugerir que o banco central norte-americano chamasse uma reunião de emergência para evitar que a economia dos EUA entrasse em recessão em um futuro próximo.
O pânico, no entanto, durou pouco e novos pedidos de seguro-desemprego voltaram aos níveis históricos normais, enquanto os indicadores de inflação mostraram que as pressões de preços estavam diminuindo. Os dados de vendas no varejo também foram melhores do que o esperado, amenizando as preocupações com a pressão do consumidor.
Hoje, Wall Street seguiu operando em alta após a divulgação da ata de julho — um movimento que rompeu com a tendência da sessão anterior, quando o S&P 500 e o Nasdaq terminaram o dia em queda.
No mercado de dívida, assim que a ata foi publicada, os yields (rendimentos) dos títulos do Tesouro norte-americano de dois e dez anos renovaram mínimas intradiárias.
Por aqui, a reação do Ibovespa foi morna. O principal índice da bolsa brasileira continuou sua trajetória de alta, enquanto o dólar à vista inverteu o sinal e passou a cair, chegando a R$ 5,4782.
Ao mesmo tempo, o mercado ampliava a chance de o Fed iniciar o ciclo de afrouxamento monetário com um corte de juros de 50 pontos-base em setembro — embora o cenário mais provável ainda seja de uma redução de 25 pontos-base.
O anúncio ocorre após Trump fazer mais um ultimato ao Irã, sob a ameaça de destruir usinas de eletricidade e pontes do país persa
Os ataques ocorreram cinco semanas após os primeiros bombardeios dos Estados Unidos e de Israel no Irã
Comum a cristãos, judeus e a outras culturas, a Páscoa ganha tradições e adaptações muito diferentes ao redor do mundo
A quarta maior economia do mundo está sob cerco; entenda como a guerra entre EUA e Irã reacendeu traumas financeiros na Índia e o impacto para os mercados
Para Brett Collins, gerente de portfólio de crédito da gestora do Nomura, guerra no Irã é um dos maiores riscos para o mercado de crédito corporativo hoje, mas Trump deve evitar que ela se arraste
Brendan Ahern, CIO da KraneShares, diz onde o governo chinês acerta, onde erra e onde o Ocidente subestima Pequim — “esse é um caminho que não tem mais volta”
Missão Artemis 2 vai levar o homem de volta à órbita da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos, mas um em cada três brasileiros jura que ele nunca esteve lá antes.
Participando de evento na universidade nesta segunda-feira (30), ele avalia falou sobre o futuro da política monetária com a guerra e a inflação batendo na porta do banco central norte-americano
Autoridades norte-americanas insistem que a guerra pode estar se aproximando de um ponto de inflexão, mas os líderes iranianos continuam a rejeitar publicamente as negociações
A crise de combustíveis arrombou a porta na Ásia e agora ameaça entrar pela janela da Europa; confira as medidas de emergência que estão sendo tomadas para conter a disparada do petróleo e do gás no mundo
A prata não ficou atrás no movimento de correção, caindo 2,18% na sessão desta sexta-feira (20) e acumulando uma perda semanal ainda mais expressiva que a do ouro: 14,36%
Ator e campeão esportivo faleceu aos 86 anos após ser internado no Havaí; Chuck Norris deixa cinco filhos, incluindo o ator Mike Norris, e a esposa Gena O’Kelley
Em dia de forte aversão ao risco, o manual de sobrevivência do mercado mudou. Entenda por que os metais chegaram a cair 10% nesta quinta-feira (19), arrastando as ações das mineradoras
Por meio do programa Artemis, a Nasa afirma ter a intenção de estabelecer uma presença de longo prazo na Lua para fins científicos e de exploração
Inspirada no filme Exterminador do Futuro, a gestora analisa o impacto da inteligência artificial no mercado, e lista quais empresas já ganham em produtividade — e valem a pena investir
Os diretores do Fed optaram por seguir a postura adotada na reunião de janeiro, uma vez que os dados da economia norte-americana pontam para uma inflação resiliente, enquanto o mercado de trabalho perde força
Pesquisa do Bank of America mostra que gestores na América Latina preferem o Brasil ao México nos próximos 6 meses. Porém, a decolagem rumo aos 210 mil pontos sofreu uma pane técnica nas expectativas.
Presente inesperado impressionou as autoridades locais e veio acompanhado de um pedido bastante específico
Vencedor de prêmio milionário não acreditou quando recebeu mensagem de e-mail informando que ele tinha ganhado na loteria — e agora precisa contar para a esposa…
Segundo o relatório, petróleo, ações e bitcoin estão reagindo quase em sincronia aos choques geopolíticos e às incertezas sobre juros nos EUA